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“Pocahontas” sai da cadeia, mas noivo golpista permanece em cana

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“Pocahontas” sai da cadeia, mas noivo golpista permanece em cana

A influenciadora Lara Daniella Oliveira Cruz, a “Pocahontas”, foi colocada em liberdade ainda na noite dessa quarta-feira (1º/7), poucas horas após ter sido detida na Operação Black Card. A decisão que garantiu sua soltura contrasta com a situação de seu noivo, Luan Matheus Feliciano. O companheiro de Lara permanece preso por força de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça do Distrito Federal.

Enquanto a defesa de Lara obteve sucesso célere em sua liberação, os investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concentram os holofotes sobre a figura de Luan Matheus. De acordo com apuração da coluna Na Mira, Luan adorava ostentar uma vida de altíssimo padrão financeiro, chamando a atenção pela total ausência de uma profissão declarada ou de qualquer fonte de renda legítima que pudesse comprovar e justificar o elevado padrão de luxo, carros importados e viagens para destinos paradisíacos.

Luan não é um novato nos registros policiais. As investigações apontam que o suspeito já foi preso anteriormente em flagrante pelo crime de estelionato, evidenciando uma dedicação contínua às práticas fraudulentas que sustentavam o patrimônio do casal.

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A morena presa operava fraudes eletrônicas. Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo

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Conhecida no submundo do crime pela alcunha de “Pocahontas do golpe”, Lara Daniella Oliveira Cruz tinha um apetite insaciável pelo luxo extremo

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A PCDF afirmou que não divulgará nomes, mas a coluna Na Mira apurou que  Lara está presa temporariamente, por cinco dias, até que as investigações avancem

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Os passeios de Lara eram invariavelmente recheados de gastronomia sofisticada nos restaurantes mais caros e aventuras a bordo de potentes jet skis

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Em suas redes sociais, a suspeita ostenta estadias em hotéis e resorts de altíssimo poder aquisitivo

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Quase sempre desfilando de biquíni e posando ao lado de carrões importados de marcas alemãs, ela exibia uma realidade incompatível com qualquer atividade lícita formal

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Além das viagens e da ostentação automotiva, Lara Daniella mantinha uma obsessão por joias valiosas e roupas de grifes internacionais

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Para dar uma roupagem de legalidade à fortuna acumulada de forma fraudulenta, ela mantinha uma loja de sapatos voltada especificamente, segundo as investigações, para lavar o dinheiro do crime

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Ela foi detida e responderá pelo crime de associação criminosa e fraude

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Rotina de ostentação

A  rotina de ostentação vivida por Luan Matheus era exposta cotidianamente nas redes sociais, utilizando-se principalmente da conta de sua companheira, Lara Daniella. Através do perfil digital da namorada, o investigado exibia viagens para resorts exclusivos em qualquer época do ano, além da aquisição constante de veículos de luxo, ostentação de joias de alto valor e roupas de marcas internacionais conceituadas.

Segundo as investigações conduzidas pela Coordenação de Repressão às Fraudes (CORF), Lara Daniella exercia um papel crucial como uma das principais operadoras financeiras do esquema. O passatempo favorito de “Pocahontas” consistia em dilapidar o dinheiro oriundo dos crimes eletrônicos em destinos paradisíacos ao redor do mundo. Fosse sob o sol de praias exclusivas e reservadas do Nordeste brasileiro ou cortando as águas quentes e cristalinas de Dubai, do outro lado do mundo, a investigada fazia questão de registrar sua rotina.

Os passeios de Lara eram invariavelmente recheados de gastronomia sofisticada nos restaurantes mais caros e aventuras a bordo de potentes jet-skis. Em suas redes sociais, a suspeita ostentava estadias em hotéis e resorts de altíssimo poder aquisitivo. Quase sempre desfilando de biquíni e posando ao lado de carrões importados de marcas alemãs, ela exibia uma realidade incompatível com qualquer atividade lícita formal.

Lavagem de dinheiro

Além das viagens e da ostentação automotiva, Lara Daniella mantinha uma obsessão por joias valiosas e roupas de grifes internacionais. Para dar uma roupagem de legalidade ao dinheiro acumulado de forma fraudulenta, ela mantinha uma loja de sapatos e de suplementos voltada especificamente, segundo as investigações, para lavar o dinheiro do crime.

A investigação aponta que ela atuava diretamente no núcleo operacional e financeiro do grupo criminoso. Sua função consistia em prestar apoio logístico à execução das fraudes eletrônicas, coordenar a movimentação e a ocultação de valores ilícitos e gerenciar o recebimento de parte expressiva dos lucros do esquema.

Outro ponto crucial levantado pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/CORF) é que Lara é proprietária e administradora de um canal no Telegram voltado para apostas eletrônicas — prática proibida no Brasil caso a empresa não possua a devida regulamentação nos órgãos federais.

Estrutura criminosa

A ofensiva policial deflagrada visa desarticular por completo a organização criminosa especializada em invasão de sistemas, estelionatos com cartões bancários e lavagem de capitais. Ao todo, os agentes cumpriram 18 mandados judiciais, sendo sete de prisão temporária e 11 de busca e apreensão.

O modus operandi do grupo era altamente sofisticado. Os criminosos obtinham dados e cartões bancários de terceiros de forma ilícita e utilizavam maquininhas de pagamento cadastradas sob CPFs e CNPJs de fachada. Para maximizar os lucros, criavam links falsos de cobrança e pulverizavam os montantes recebidos por meio de empresas recém-abertas e contas bancárias de laranjas.

A polícia descobriu que, após a prisão de um dos cabeças do grupo em uma ação policial anterior, os membros restantes entraram em alerta. Passaram a apagar perfis nas redes sociais, trocar de números de telefone e reduzir drasticamente as aparições públicas para dificultar o trabalho de rastreamento.

Outro lado

A estrutura contava com divisão rigorosa de tarefas: captadores de dados, executores das fraudes, recrutadores de laranjas e administradores financeiros responsáveis por alterar registros em órgãos públicos. Nas contas dos investigados, foram identificadas movimentações financeiras totalmente incompatíveis com a renda declarada. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam grande quantia em dinheiro vivo, relógios de luxo e celulares.

A defesa de Lara Daniella publicou uma nota a respeito da prisão da suspeita durante a operação da PCDF. A advogada Luma Benjamim informou que a investigada, desde o primeiro momento, “se colocou e permanece à inteira disposição das autoridades, colaborando de forma ativa e transparente com o andamento das investigações”.

“A verdade prevalecerá e estamos empenhados em demonstrá-la nos autos”, encerrou a advogada. A defesa de Luan Matheus não foi localizada para se manifestar sobre a manutenção de sua prisão temporária até o fechamento desta edição.

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