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Poucos se lembram, mas para levar crianças de uma ilha do Pará para a escola, universidades brasileiras construíram barco solar que consegue carregar até 22 pessoas, possui teto fotovoltaico, dois motores elétricos e cinco horas de autonomia noturna

Poucos se lembram, mas para levar crianças de uma ilha do Pará para a escola, universidades brasileiras construíram barco solar que consegue carregar até 22 pessoas, possui teto fotovoltaico, dois motores elétricos e cinco horas de autonomia noturna

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Poucos se lembram, mas para levar crianças de uma ilha do Pará para a escola, universidades brasileiras construíram barco solar que consegue carregar até 22 pessoas, possui teto fotovoltaico, dois motores elétricos e cinco horas de autonomia noturna

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 23/07/2026 às 21:30

Energia Renovável, Energia Solar

O barco escolar solar atende estudantes de Santa Rosa, na Ilha das Onças

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O barco escolar solar atende estudantes de Santa Rosa, na Ilha das Onças, com 4 kWp de painéis no teto, baterias para trajetos sem sol, dois motores elétricos refrigerados a água, capacidade para 22 pessoas e apoio planejado de uma oficina solar próxima à escola em Barcarena, no Pará

Para levar crianças de uma ilha do Pará para a escola, universidades brasileiras construíram um barco solar com capacidade para 22 pessoas. A embarcação foi destinada à comunidade de Santa Rosa, na Ilha das Onças, em Barcarena, onde o deslocamento escolar depende dos rios.

As informações foram divulgadas pela WEG, fabricante brasileira de motores e equipamentos elétricos. O barco recebeu 4 kWp em módulos fotovoltaicos, dois motores elétricos e um banco de baterias com autonomia anunciada de até cinco horas de navegação noturna.

O projeto reuniu pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal do Pará. Após aproximadamente três anos de desenvolvimento, a embarcação entrou em operação para atender estudantes de uma região onde não existe ligação escolar por estrada.

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A rota escolar que só existe sobre a água

Na comunidade de Santa Rosa, o trajeto entre as casas e a escola não pode ser feito por ônibus ou carro. As crianças vivem em uma ilha e precisam usar os rios como caminho para estudar.

Nesse cenário, o transporte escolar ribeirinho depende de uma embarcação capaz de circular pelas águas da região. O barco solar foi planejado para buscar as crianças em suas casas e transportá-las até a escola.

Universidades brasileiras construíram barco solar que consegue carregar até 22 pessoas

A capacidade para 22 pessoas sentadas permite reunir estudantes em uma única embarcação. O projeto também levou uma tecnologia desenvolvida em universidades para uma necessidade diária enfrentada por comunidades amazônicas.

O teto fotovoltaico de 4 kWp produz eletricidade durante o dia

A cobertura do barco recebeu módulos fotovoltaicos, placas que transformam a luz do sol em eletricidade. O conjunto possui 4 kWp de potência instalada, medida que representa a capacidade dos painéis colocados sobre a embarcação.

A eletricidade produzida ajuda a alimentar o sistema e a recarregar as baterias. Esse armazenamento permite que o barco movido a energia solar continue navegando quando a luz diminui ou desaparece.

A geração de energia muda com a quantidade de luz disponível. Por esse motivo, a embarcação não depende somente dos painéis durante o percurso, pois as baterias são essenciais para viagens noturnas e períodos de baixa geração.

As baterias mantêm a navegação quando o sol desaparece

O banco de baterias funciona como uma reserva de eletricidade. A energia armazenada pode ser enviada aos motores quando os painéis instalados no teto deixam de produzir o necessário.

A autonomia anunciada chega a cinco horas de navegação. Esse tempo permite realizar deslocamentos durante a noite, mas não significa que o barco consiga operar indefinidamente sem recarga.

O barco escolar solar também depende de acompanhamento técnico e manutenção. Painéis, baterias, conexões, motores e demais componentes precisam permanecer em condições adequadas para que a rota escolar seja realizada.

Dois motores elétricos movimentam a embarcação

A propulsão é feita por dois motores elétricos, responsáveis por transformar a eletricidade em movimento. São esses equipamentos que fazem as hélices trabalharem e impulsionarem o barco pelo rio.

A WEG, fabricante brasileira de motores e equipamentos elétricos, detalhou que os motores instalados na embarcação possuem refrigeração a água. O recurso ajuda a controlar o calor produzido durante o funcionamento.

O conjunto ainda utiliza equipamentos para controlar a eletricidade enviada aos motores. Para os passageiros, o resultado aparece no deslocamento da embarcação, enquanto o sistema ajusta a energia usada na navegação.

A oficina solar amplia a estrutura de apoio perto da escola

O planejamento previa uma oficina solar junto ao atracadouro, próxima à escola. A estrutura teria 16 kWp de potência instalada e um banco de baterias para ajudar na recarga da embarcação.

Esse ponto em terra seria importante em dias com pouca luz ou quando o barco precisasse completar a carga. Dessa forma, a operação não ficaria limitada somente à energia captada pelos painéis instalados no teto.

A previsão da oficina mostra que o uso da energia solar não elimina a necessidade de infraestrutura. O barco ainda depende de recarga, inspeções e cuidados com os equipamentos elétricos e com a própria embarcação.

O projeto passou da apresentação para o transporte escolar

O barco foi apresentado pela Universidade Federal de Santa Catarina durante a Rio+20, em 2012, quando ainda estava em fase de finalização. A proposta já previa capacidade para 22 pessoas e atendimento à comunidade de Santa Rosa.

Após aproximadamente três anos de desenvolvimento, a embarcação passou a ser usada no transporte escolar da Ilha das Onças. O projeto uniu pesquisa universitária, energia solar e uma necessidade prática de mobilidade no Pará.

A solução não altera a geografia da região, mas adapta o transporte a ela. Em vez de depender de uma estrada inexistente, o sistema utiliza o próprio rio como rota e combina painéis, baterias e motores elétricos.

O barco escolar solar para 22 pessoas reúne teto fotovoltaico de 4 kWp, dois motores elétricos e energia armazenada para trajetos sem sol. A oficina próxima à escola foi planejada para oferecer apoio à recarga.

Para as crianças da comunidade, o resultado aparece em uma tarefa básica: chegar à escola mesmo quando o único caminho disponível está sobre a água. A tecnologia foi construída em torno das condições reais da população atendida.

Uma embarcação como essa poderia melhorar o acesso à escola em outras comunidades ribeirinhas do Brasil, ou cada região precisaria desenvolver uma solução própria? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a publicação.

Fonte

WEG


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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