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Professor aposentado acumula 54 toneladas de lixo dentro de casa no Acre e passa a viver entre montanhas de papelão, móveis destruídos e mais de 20 gatos em imóvel tomado por resíduos

Professor aposentado acumula 54 toneladas de lixo dentro de casa no Acre e passa a viver entre montanhas de papelão, móveis destruídos e mais de 20 gatos em imóvel tomado por resíduos

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Professor aposentado acumula 54 toneladas de lixo dentro de casa no Acre e passa a viver entre montanhas de papelão, móveis destruídos e mais de 20 gatos em imóvel tomado por resíduos

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 31/07/2026 às 19:42

Curiosidades

Professor aposentado no Acre teve 54 toneladas de lixo retiradas de casa em operação com equipes municipais e resgate de mais de 20 gatos.

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Terminou na quarta-feira (13) a limpeza de uma casa tomada por resíduos no bairro Jardim Tropical, em Rio Branco, depois de cerca de uma semana de trabalho intenso das equipes municipais.

Ao fim da operação, foram retiradas 54 toneladas de entulho do imóvel onde vivia um professor aposentado, em um cenário que exigiu máquinas pesadas, acompanhamento social e cuidados de segurança.

Tratado pela prefeitura como uma intervenção de saúde pública, assistência social, meio ambiente e limpeza urbana, o caso ultrapassou os limites de uma limpeza comum em residência particular.

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A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informou, conforme reportagem do G1 Acre, que o morador continuava acompanhado pelo órgão após a retirada dos materiais acumulados.

Casa em Rio Branco acumulava lixo, papelão e móveis

Dentro do imóvel, as equipes encontraram papéis, papelões, livros, roupas, cadeiras, cama, geladeira e outros objetos volumosos, espalhados por áreas que já dificultavam a circulação.

Esse volume de materiais exigiu caminhões caçamba, pá carregadeira, retroescavadeira, caminhões-pipa e equipamento usado na lavagem e desobstrução da rede de esgoto.

Nos primeiros dias, a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade já havia informado a retirada de cerca de 26 toneladas de lixo em apenas 48 horas.

Ainda assim, a limpeza precisou continuar de forma gradual, porque parte da casa permanecia ocupada por resíduos e exigia cuidado no acesso aos cômodos.

Além das caixas de papelão e de outros materiais recicláveis acumulados, os agentes localizaram mais de 20 gatos vivendo na residência, segundo A Gazeta do Acre.

Os animais estavam em um ambiente com forte mau cheiro e sem cuidados adequados, condição que aumentava os riscos sanitários enfrentados pelos trabalhadores durante a operação.

Mutirão teve decisão judicial e apoio de órgãos municipais

Iniciada em 6 de maio, a intervenção contou com 38 trabalhadores, entre equipes técnicas, assistência social, profissionais de saúde e servidores ligados à limpeza urbana.

Durante a triagem dos objetos, um familiar acompanhou o trabalho para ajudar na separação de documentos, lembranças e itens pessoais que não deveriam ser descartados.

A operação reuniu a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Com apoio de caminhões, máquinas e profissionais preparados para ambientes insalubres, o trabalho buscou reduzir riscos imediatos sem tratar todos os objetos como simples descarte.

Antes da entrada das equipes, uma decisão judicial havia determinado a intervenção sanitária no imóvel após ação apresentada pelo Ministério Público do Acre em 22 de abril.

A medida fixou prazo de até 72 horas para a retirada de lixo, sucata e demais materiais, com base em relatórios técnicos que apontavam risco de doenças e possibilidade de incêndio.

Sem autorização judicial, a prefeitura afirmava que já acompanhava a situação, mas não podia entrar na casa por se tratar de propriedade privada.

Com a liberação, os órgãos municipais puderam atuar para proteger o morador, reduzir impactos na vizinhança e apresentar relatórios sobre as providências adotadas.

Resíduos foram encaminhados para descarte adequado

Segundo o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, os materiais retirados seguiram para o aterro de inertes e para a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos.

Para ele, o descarte correto era indispensável diante das condições de extrema insalubridade encontradas dentro do imóvel e do volume de resíduos acumulados.

Em declaração publicada pela reportagem, Roque afirmou que os trabalhadores precisaram usar produtos de limpeza e equipamentos de proteção individual para entrar na residência.

“Lá está muito insalubre. Os nossos colaboradores tiveram que usar produto e também o material de EPI, para se proteger mesmo”, afirmou.

Somente na parte externa da casa, as equipes removeram 11 caçambas de entulho nos dois primeiros dias de trabalho, quantidade equivalente a 26 toneladas de resíduos.

Nesse mesmo período, também houve atuação para resgatar gatos encontrados no imóvel e encaminhar corretamente o material retirado da residência.

Vizinhança relatava problemas havia quatro anos

Moradores da região já relatavam problemas havia pelo menos quatro anos, segundo pessoas ouvidas na reportagem atribuída ao G1 Acre sobre a situação da residência.

O acúmulo provocava mau cheiro e favorecia a presença de insetos e animais peçonhentos no entorno, ampliando a preocupação para casas vizinhas e espaços próximos.

A repercussão estadual ocorreu após denúncia feita nas redes sociais, conforme A Gazeta do Acre, enquanto processos internos do poder público já buscavam uma solução para o caso.

Com a exposição, a mobilização em torno da residência ganhou força e acelerou a resposta necessária para atender o morador e reduzir o problema sanitário.

Após a limpeza, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informou que o idoso seguia em acompanhamento pelas equipes do município.

Ele estava internado depois de passar por uma cirurgia, já havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva e tinha previsão de voltar ao Rio Grande do Norte, onde ficaria sob cuidados da família.

A retirada das 54 toneladas diminuiu o risco imediato dentro da casa e no entorno, mas o atendimento ao morador passou a depender também de acompanhamento social e familiar.

Em casos desse tipo, a intervenção pública envolve mais do que remover resíduos, porque também precisa considerar a dignidade da pessoa atendida e a prevenção de novos riscos sanitários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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