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PT teme perder o controle da agenda da campanha com casos de Lulinha e Jaques Wagner

PT teme perder o controle da agenda da campanha com casos de Lulinha e Jaques Wagner

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de investimentos da Petrobras em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert / PR

A convenção que oficializa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à reeleição acontece, neste domingo (2), sob uma preocupação que começou a crescer entre integrantes da campanha.

A avaliação de aliados do presidente é que os desdobramentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o senador Jaques Wagner (PT-BA) podem oferecer à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) um novo eixo de ataque justamente no momento em que o adversário buscava reorganizar sua estratégia eleitoral.

O temor não decorre de um impacto direto das investigações sobre a candidatura de Lula, mas do efeito político que elas podem produzir na disputa. A estratégia petista vinha sendo manter o debate concentrado na economia, na comparação entre governos e na recuperação dos índices de aprovação do presidente.

A entrada de novos fatos ligados ao entorno do PT ameaça deslocar parte da campanha para um terreno considerado mais favorável ao bolsonarismo.

Oportunidade para a oposição

Nas análises apresentadas no Mapa de Risco, do InfoMoney, especialistas vinham apontando que a campanha de Flávio Bolsonaro ainda buscava encontrar uma narrativa capaz de mobilizar novamente seu eleitorado mais fiel.

A avaliação era de que o senador atravessava um período de comunicação pouco coordenada, alternando temas e estratégias sem consolidar um discurso dominante. Ao mesmo tempo, havia um esforço para reconectar a candidatura ao eleitor bolsonarista mais ideológico, movimento evidenciado pelo tom adotado na convenção do PL e pela tentativa de reforçar a associação entre Flávio e Jair Bolsonaro.

É justamente nesse contexto que integrantes da campanha petista veem risco nos episódios envolvendo Lulinha e Jaques Wagner. A preocupação é que a oposição utilize esses casos para recolocar temas relacionados à corrupção no centro da campanha, alterando a agenda que o PT pretendia impor nas primeiras semanas da disputa.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Infomoney.

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