Menos da metade da população carcerária do Acre participa de programas de trabalho no sistema prisional. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que, dos 8.639 presos registrados no estado em 2025, 3.638 estavam inseridos em atividades de laborterapia, o equivalente a 42,1% do total. Isso significa que 5.001 pessoas privadas de liberdade (57,9%) não exerciam qualquer atividade laboral.
O levantamento revela ainda que o trabalho prisional no Acre continua concentrado quase exclusivamente dentro das unidades penais. Dos presos que trabalham, 3.413 desempenham atividades internas, como manutenção, limpeza, cozinha, marcenaria e serviços de apoio ao funcionamento dos presídios. Outros 225 exercem atividades externas, em convênios com órgãos públicos, entidades ou empresas.
Na prática, 93,8% dos presos trabalhadores atuam dentro dos presídios, enquanto apenas 6,2% conseguem acesso ao trabalho externo, modalidade considerada estratégica para ampliar as oportunidades de ressocialização e facilitar a reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Apesar do percentual de pessoas trabalhando ainda ser inferior à metade da população prisional, o Acre apresentou leve crescimento nas vagas de trabalho externo. O número passou de 172 presos em 2024 para 225 em 2025, alta de cerca de 31%. Já o trabalho interno recuou de 3.735 para 3.413 pessoas, uma redução de aproximadamente 8,6%.
O Anuário destaca que, em nível nacional, o avanço da laborterapia ainda é considerado tímido. Dos 964,6 mil presos no Brasil, apenas 207,6 mil participam de programas de trabalho, e 77% dessas vagas também são internas, evidenciando que a ressocialização ainda enfrenta limitações pela baixa oferta de oportunidades de trabalho externo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

