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Reciclagem de terras raras: 25.000 toneladas de lixo eletrônico por ano passarão por uma rede de reciclagem nos Estados Unidos, que buscará recuperar terras raras contidas nos equipamentos descartados

Reciclagem de terras raras: 25.000 toneladas de lixo eletrônico por ano passarão por uma rede de reciclagem nos Estados Unidos, que buscará recuperar terras raras contidas nos equipamentos descartados

3 min de leitura

Reciclagem de terras raras: 25.000 toneladas de lixo eletrônico por ano passarão por uma rede de reciclagem nos Estados Unidos, que buscará recuperar terras raras contidas nos equipamentos descartados

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 22/07/2026 às 15:51

Atualizado em 22/07/2026 às 15:56

Ciência e Tecnologia

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Parceria entre ERI e Cyclic Materials combinará triagem por inteligência artificial e refino no Arizona para reaproveitar componentes descartados e ampliar o fornecimento interno de minerais críticos aos Estados Unidos diante dos riscos de abastecimento

Em 21 de julho de 2026, a ERI e a Cyclic Materials anunciaram uma parceria estratégica global para ampliar a reciclagem de terras raras nos Estados Unidos, recuperando materiais presentes em milhões de laptops, discos rígidos de servidores, motores elétricos e outros equipamentos descartados, segundo o comunicado oficial da Cyclic Materials

Reciclagem de terras raras começa com triagem por inteligência artificial

Como mostoru o IE, a iniciativa pretende formar uma das maiores redes de recuperação de terras raras da América do Norte, reunindo a capacidade nacional de coleta da ERI e as tecnologias de recuperação e refino da Cyclic Materials.

A ERI processa mais de 450 toneladas de lixo eletrônico diariamente em oito instalações nos Estados Unidos. A empresa utiliza sistemas próprios de triagem baseados em inteligência artificial para separar sucata rica em ímãs com elevados níveis de pureza.

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Esse material selecionado será encaminhado para as instalações da Cyclic Materials em Mesa, no Arizona. O centro possui capacidade para processar anualmente 25 mil toneladas de componentes que chegaram ao fim da vida útil.

A operação recupera terras raras pesadas e metais industriais, como cobre e alumínio. A comercialização inicial abrangerá várias categorias de produtos que contêm ímãs.

“Juntos, estamos criando um novo fornecimento de terras raras, desbloqueando materiais que já estão em circulação e recirculando-os na cadeia de suprimentos”, afirmou Ahmad Ghahreman, CEO e fundador da Cyclic Materials.

Estados Unidos produzem 7 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano

Os Estados Unidos são o segundo maior produtor mundial de lixo eletrônico, atrás da China, com aproximadamente 7 milhões de toneladas geradas anualmente.

Apesar desse volume, apenas uma parcela dos aparelhos descartados é coletada e reciclada formalmente. Grande parte acaba em aterros sanitários ou incineradores devido à lacuna existente na infraestrutura de recuperação.

A parceria busca aproveitar materiais que já estão em circulação no país. Segundo as empresas, colocar uma nova mina de terras raras em funcionamento exige entre 10 e 15 anos de licenciamento e construção.

A reciclagem, por sua vez, pode liberar materiais nacionais em questão de meses. A iniciativa procura atender fabricantes que enfrentam dificuldades para encontrar fontes internas desses minerais.

Concentração do refino aumenta preocupação com abastecimento

A China controla a maior parte da capacidade mundial de refino de terras raras. Essa concentração representa um risco de abastecimento para empresas de defesa, fabricantes de veículos elétricos e centros de dados que desenvolvem equipamentos de inteligência artificial.

Controles chineses recentes sobre o licenciamento das exportações de terras raras pesadas, como disprósio, térbio e ítrio, também ampliaram a preocupação de diferentes setores com a cadeia de suprimentos.

Ao recuperar materiais encontrados dentro dos Estados Unidos, a parceria pretende criar um sistema de ciclo fechado. O projeto busca reduzir a exposição a tensões comerciais e ampliar o fornecimento nacional de minerais críticos.

“É uma honra firmar parceria com a Cyclic para que possamos trazer novos níveis de eficiência ao fechamento do ciclo de minerais críticos”, declarou John Shegerian, presidente e CEO da ERI.

Empresas buscarão contratos comerciais e governamentais

A ERI e a Cyclic Materials trabalharão conjuntamente na identificação de oportunidades comerciais, licitações governamentais e solicitações de propostas.

Essas ações serão direcionadas à expansão da infraestrutura circular de materiais críticos. A rede combinará coleta, separação, recuperação e refino para processar, em grande volume, produtos descartados que contenham ímãs.

Fontes

https://samrinc.com/blog/

https://cyclicmaterials.e


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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