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Resistência de Marília obriga PT a buscar “plano C” para Minas

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Resistência de Marília obriga PT a buscar “plano C” para Minas

Belo Horizonte – O PT enfrenta dificuldades para encontrar um nome para disputar o governo de Minas e dar palanque nesse estado-chave ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O “plano A” dos petistas naufragou com a negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em aceitar a missão e agora o “plano B” está dando errado porque a nova favorita, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), resiste fortemente a trocar uma candidatura ao Senado pela difícil corrida ao governo. Com isso, está em curso a busca por um “plano C” – e a tarefa segue difícil.

Apesar da previsão de uma conversa entre Lula e Marília, já há internamente um entendimento de que nem um pedido do presidente fará com que ela repense a posição adotada. Marília argumenta que não é boa estratégia trocar uma candidatura promissora ao Senado por uma missão bem mais difícil na disputa pelo governo mineiro.

Assim, dirigente petistas já começam a se mexer para sugerirem diferentes alternativas para a campanha ao Palácio Tiradentes, ainda que a posição oficial da legenda seja aguardar a decisão final do presidente e da ex-prefeita.

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Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos

Ricardo Stuckert / PR

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Gabriel Azevedo e Marília Campos se encontram em Café Galo

Arquivo pessoal

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Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

Igo Estrela/Metrópoles

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Macaé Evaristo

Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto

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Deputado Reginaldo Lopes, já foi líder do PT na Câmara dos Deputados

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Os nomes na mesa de Lula

Mesmo se Marília não for o nome, está em vigor uma decisão do PT de ter uma candidatura própria ao governo de Minas e não apoiar um nome de outro partido.

Interlocutores no partido afirmam que os dois nomes favoritos na ausência de Marília são o dos deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia, que performaram bem dentro de uma pesquisa interna da sigla. O receio é que, como eles foram os dois mais bem votados na última disputa a Câmara dos Deputados, a ausência deles possa enfraquecer a legenda na Casa.

Ainda assim, alguma pessoas afirmaram que Reginaldo não descarta a possibilidade de concorrer, caso seja escolhido por Lula. Fontes internas apontam que, em outros tempos, o parlamentar já demonstrou interesse em concorrer a cargos majoritários.

Eles afirmam que o autor da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) pelo fim da Escala 6×1, alega que em 24 anos na Câmara já deu sua contribuição na Casa Baixa do Legislativo nacional. Um outro desejo dele é de disputar o Senado – possibilidade que estaria aberta se Marília aceitasse concorrer ao governo.

Correia já afirmou que não negaria um pedido de Lula, mas ainda assim o direção teme que a medida tenha um impacto negativo na presença do partido na Câmara.

Outros nomes também começam a pipocar como possibilidades. A ex-ministra dos Direitos Humanos e deputada estadual Macaé Evaristo foi mencionada como uma parlamentar que poderia ser uma alternativa. “A Macaé Evaristo tem projeção suficiente, tem cacife para bancar uma empreitada dessas”, afirmou um quadro petista.

O ex-prefeito de Teófilo Otoni Daniel Sucupira é um que foi bem avaliado pelos quadros internos. Entre os pontos positivos dele estão uma boa e já consolidada comunicação nas redes sociais, uma pessoas carismática e que tem excelentes relações com diversos prefeitos da região do Vale do Mucuri.

Em contrapartida, a avaliação é que Sucupira, que é pré-candidato a deputado estadual, ainda é um político de menor expressão para encampar uma aventura tão grande.

O ex-deputado estadual André Quintão chegou a ser mencionado como uma alternativa, mas, após deixar a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2022 para concorrer como vice-governador na chapa encabeçada por Alexandre Kalil (PDT), a intenção é buscar recuperar a base para retornar ao Legislativo estadual.

Nomes de outros partidos

Apesar do Partido dos Trabalhadores ter decido lançar uma candidatura própria, filiados já passam a dizer que não é impossível que a legenda reveja suas decisões e escolham uma candidatura de outro partido.

Neste cenário, o nome mais cotado é o do ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Além do apoio de políticos importantes do PT, como a própria Marília Campos, a figura do emedebista começa a contar com um apoio mais numeroso dentro da militância, que até poucas semanas tinham forte resistência a ele.

Mesmo assim, existem grupos dentro da sigla que ainda defendem a candidatura própria.

“Fazer uma aliança, pressupõe uma soma. Se vai construir uma candidatura do zero é melhor a nossa do que de alguém que não tem tanta expressão eleitoral”, afirmou.

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