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Restauradores removem uma grande pintura atrás do altar da igreja de San Giorgio Maggiore durante construção, e encontram outra obra escondida por séculos, com São Jorge enfrentando dragão preservado atrás da composição visível em uma das igrejas mais antigas da cidade

Restauradores removem uma grande pintura atrás do altar da igreja de San Giorgio Maggiore durante construção, e encontram outra obra escondida por séculos, com São Jorge enfrentando dragão preservado atrás da composição visível em uma das igrejas mais antigas da cidade

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Restauradores removem uma grande pintura atrás do altar da igreja de San Giorgio Maggiore durante construção, e encontram outra obra escondida por séculos, com São Jorge enfrentando dragão preservado atrás da composição visível em uma das igrejas mais antigas da cidade

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 27/07/2026 às 09:07

Curiosidades

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Tela móvel em igreja de Nápoles revelou afresco do século XVII atribuído a Aniello Falcone com São Jorge enfrentando o dragão durante obras em igreja.

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Tela móvel em igreja de Nápoles revelou afresco do século XVII atribuído a Aniello Falcone com São Jorge enfrentando o dragão durante obras em igreja.

Uma tela instalada atrás do altar da Igreja de San Giorgio Maggiore, em Nápoles, não revelou uma descoberta recente durante obras atuais, mas um achado identificado durante trabalhos de restauração realizados no início da década de 1990. O afresco, atribuído a Aniello Falcone, foi encontrado quando a tela que o encobria foi removida para restauro.

Segundo o cadastro oficial Chiese Italiane, mantido pela Conferência Episcopal Italiana, a tela de San Giorgio foi colocada em uma estrutura com dobradiças para permitir a visualização do afresco mais antigo. A obra escondida mostra São Jorge matando o dragão, a mesma cena representada na pintura frontal, criando duas camadas artísticas sobre o mesmo tema dentro da igreja.

Afresco escondido apareceu atrás de tela móvel no altar

A descoberta está ligada à área do altar maior da Igreja de San Giorgio Maggiore, no centro histórico de Nápoles.

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De acordo com o Chiese Italiane, atrás do altar existem duas grandes telas de Alessio D’Elia, pintor ligado à escola de Francesco Solimena. Uma representa San Severo, e a outra representa San Giorgio.

Tela móvel em igreja de Nápoles revelou afresco do século XVII atribuído a Aniello Falcone com São Jorge enfrentando o dragão durante obras em igreja.

Foi atrás da tela de San Giorgio que apareceu o afresco atribuído a Aniello Falcone. A fonte institucional informa que a pintura inferior representa o mesmo santo e tem como cena central a morte do dragão por São Jorge.

O ponto mais curioso está no mecanismo usado para preservar as duas obras. A tela principal foi instalada em um telaio incernierato, uma estrutura com dobradiças que permite movimentar a pintura e revelar o afresco escondido por trás.

São Jorge matando o dragão aparece em duas obras sobrepostas

O caso chama atenção porque a igreja não guarda apenas uma imagem de São Jorge, mas duas versões sobrepostas da mesma cena.

A primeira é a tela de Alessio D’Elia, visível no altar. A segunda é o afresco mais antigo, atribuído a Aniello Falcone, escondido sob a pintura móvel.

Segundo o Touring Club Italiano, o afresco foi encontrado por acaso sob a tela de San Giorgio. A entidade também afirma que a obra é do século XVII e registra uma observação importante: por razões cronológicas, o verdadeiro autor talvez seja Andrea, sobrinho de Aniello Falcone.

Essa ressalva é relevante para manter a precisão histórica. Por isso, a forma mais segura é tratar a obra como atribuída a Aniello Falcone, sem apresentar a autoria como certeza absoluta.

Igreja de San Giorgio Maggiore está entre as basílicas históricas de Nápoles

A Igreja de San Giorgio Maggiore ocupa um lugar importante na história religiosa e urbana de Nápoles.

Segundo o Touring Club Italiano, ela foi construída entre o fim do século IV e o início do século V. A basílica também é conhecida como “severiana”, em referência ao bispo San Severo.

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Ao longo dos séculos, o edifício passou por transformações profundas. O Touring Club Italiano informa que a igreja foi radicalmente reestruturada por Cosimo Fanzago em 1640, com inversão da orientação da nave principal.

Essa longa sequência de reformas ajuda a explicar por que o templo preserva camadas tão diferentes de história, arquitetura e arte sacra em um mesmo espaço.

Pintura ficou preservada sob outra obra religiosa

O afresco escondido ganhou notoriedade justamente por ter ficado protegido atrás de outra pintura.

O portal Visit Naples, dedicado à divulgação cultural da cidade, descreve a obra como uma pintura atribuída a Aniello Falcone, realizada por volta de 1645. A fonte também destaca que o afresco mostra São Jorge montado em um cavalo branco enquanto enfrenta o dragão.

A cena representa o santo em combate, com a figura do dragão associada ao mal e à ameaça vencida pela intervenção heroica de São Jorge.

Tela móvel em igreja de Nápoles revelou afresco do século XVII atribuído a Aniello Falcone com São Jorge enfrentando o dragão durante obras em igreja.

Por ter permanecido encoberto, o afresco ficou protegido de parte da exposição direta à luz, poeira e intervenções posteriores. Esse fator ajuda a explicar por que pinturas ocultas em igrejas antigas podem chegar ao presente com forte impacto visual.

Estrutura com dobradiças permite revelar a obra escondida

O mecanismo usado em San Giorgio Maggiore torna a descoberta ainda mais incomum.

Segundo o Chiese Italiane, a tela de San Giorgio está em uma estrutura móvel, justamente para permitir que o afresco inferior seja visto.

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Na prática, a pintura funciona como uma espécie de painel articulado. Quando movimentada, ela revela a camada mais antiga escondida atrás do altar.

O Touring Club Italiano também confirma que, graças ao quadro móvel, hoje é possível admirar tanto a tela principal quanto o afresco antigo.

Essa solução preserva as duas obras sem apagar nenhuma delas. Em vez de remover a tela posterior ou cobrir definitivamente o afresco, a igreja manteve as duas camadas visíveis.

Descoberta revela camadas ocultas da arte sacra em Nápoles

O caso de San Giorgio Maggiore mostra como igrejas históricas podem esconder obras relevantes atrás de telas, painéis, rebocos, tetos falsos ou intervenções feitas em reformas antigas.

Nesse caso, o afresco não estava em ruínas nem em uma área abandonada. Ele estava atrás de uma obra religiosa instalada no altar, dentro de um espaço central da igreja.

A descoberta reforça a importância dos trabalhos de restauro e documentação. Muitas vezes, é justamente durante a remoção de uma tela, a abertura de uma parede ou a análise de uma estrutura antiga que surgem obras esquecidas por gerações.

Afresco escondido virou uma das curiosidades artísticas da igreja

A sobreposição entre a tela de Alessio D’Elia e o afresco atribuído a Aniello Falcone transformou San Giorgio Maggiore em um ponto de interesse para quem busca arte sacra, arquitetura histórica e descobertas escondidas em Nápoles.

O visitante encontra ali uma cena rara: uma pintura religiosa que esconde outra pintura religiosa mais antiga, ambas dedicadas ao mesmo santo e ao mesmo episódio simbólico.

A imagem de São Jorge matando o dragão ganha, nesse contexto, uma camada adicional de significado. Ela não representa apenas uma narrativa cristã tradicional, mas também uma história de preservação involuntária dentro de uma igreja marcada por séculos de reformas.

Mais do que uma curiosidade visual, o afresco escondido mostra como edifícios históricos podem funcionar como arquivos vivos. Cada reforma, cada tela e cada intervenção pode encobrir ou revelar partes importantes do passado.

Uma obra escondida atrás daquilo que todos já viam

A história do afresco de San Giorgio Maggiore chama atenção porque a descoberta estava exatamente atrás de uma pintura visível.

Durante muito tempo, quem olhava para o altar via apenas a tela principal. Atrás dela, porém, havia uma obra mais antiga, preservada em silêncio dentro da basílica.

Hoje, graças à estrutura móvel registrada pelas fontes italianas, a igreja permite observar as duas camadas da mesma cena. Primeiro, a tela de Alessio D’Elia. Depois, o afresco atribuído a Aniello Falcone.

O caso mostra que, em cidades antigas como Nápoles, a história nem sempre está enterrada no solo. Às vezes, ela está escondida atrás de uma pintura, protegida por séculos dentro de uma igreja que todos pensavam conhecer.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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