A Região Norte encerrou o primeiro semestre de 2026 com o custo de vida mais pressionado do país no setor de alimentação. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a região registrou a cesta de produtos básicos mais cara do Brasil, com preço médio de R$ 449,20 para o conjunto de 12 itens essenciais. O valor representa um acumulado de alta de 8,19% nos primeiros seis meses do ano — a maior variação percentual entre todas as regiões brasileiras.
No topo do ranking regional de preços está Rio Branco. A capital acriana fechou o mês de junho registrando o maior custo individual da Região Norte: R$ 452,22, superando grandes metrópoles como Belém (R$ 446,18).
Cesta Ampliada e Maiores Vilões do Bolso
A encarecimento dos alimentos também se refletiu no indicador da cesta ampliada da Abras, composta por 35 produtos de largo consumo (incluindo limpeza e higiene). O conjunto médio na Região Norte atingiu R$ 941,00, acumulando a segunda maior alta semestral do país (7,81%), atrás apenas do Nordeste (8,06%).
A disparada nos preços foi impulsionada principalmente por hortifrúti e itens essenciais da mesa do brasileiro. Entre os produtos que mais pesaram no orçamento no período, destacam-se:
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Tomate: +82,41%
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Batata: +82,12%
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Cebola: +53,33%
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Feijão: +52,82%
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Leite longa vida: +22,09%
No segmento das proteínas, carnes bovinas e ovos também apresentaram altas expressivas e pressionaram a inflação de alimentos.
Alívio Pontual
Apesar da alta generalizada, alguns itens registraram retração de preços no semestre, ajudando a conter uma elevação ainda maior do indicador. Tiveram redução no período:
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Café: -11,49%
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Açúcar: -10,78%
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Óleo de soja: -9,24%
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Arroz: -0,52%
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

