Entre as últimas tendências da geração Z, está o solomaxxing, que consiste em um culto à própria aparência e ao autoconhecimento. Embora o nome soe desconhecido, deparar-se com essa dinâmica é mais comum do que parece. Isso porque grande parte dos adeptos não está preocupada em investir na própria vida, mas sim em parecer a melhor versão de si para os seguidores.
Tendência não funciona como o esperado
Entre as áreas que ganham uma atenção especial, estão: atividade física, alimentação, terapia, rotina de sono, estudos e hobbies. A verdade é que o movimento surgiu de uma ótima premissa: buscar felicidade e satisfação em si mesmo, e não gastar toda energia tentando ser desejado por terceiros. Mas, infelizmente, com a popularização nas redes, os rumos tomados foram outros.
Devido ao excesso de conteúdo focado em evolução pessoal, muitas pessoas passaram a se comparar com criadores de conteúdo que, supostamente, conseguem levar a vida de um jeito mais leve e “aesthetic” possível — sendo que estar na academia às 14h, por exemplo, definitivamente não é uma realidade para a maioria do público.
Assim, o que deveria ser inspiração, tornou-se motivo de pressão e frustração.
Algo maior por trás
Esse cenário, no entanto, não acontece sem razão. Considerando que boa parte da geração Z já nasceu praticamente grudada nas telas, seria quase impossível viver sem se comparar ou até mesmo fugir da dinâmica dos algoritmos, que faz com que a grama de outro sempre “pareça mais verde” que a sua.
Por outro lado, há de se reconhecer que, mesmo com todas as problemáticas, a gen Z fala sobre saúde mental, terapia e autoconhecimento com muito mais clareza que quaisquer outros grupos geracionais. Segundo uma pesquisa da Harmony Healthcare, 77% dos jovens já recorreram a práticas de autoajuda.

