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Sonda da NASA desperta após quase um ano “dormindo” a 9,5 bilhões de quilômetros da Terra e revela pistas inesperadas sobre a fronteira congelada do Sistema Solar

Sonda da NASA desperta após quase um ano “dormindo” a 9,5 bilhões de quilômetros da Terra e revela pistas inesperadas sobre a fronteira congelada do Sistema Solar

4 min de leitura

Sonda da NASA desperta após quase um ano “dormindo” a 9,5 bilhões de quilômetros da Terra e revela pistas inesperadas sobre a fronteira congelada do Sistema Solar

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 24/07/2026 às 00:43

Ciência e Tecnologia

Ilustração da sonda New Horizons durante sua missão científica a bilhões de quilômetros da Terra, investigando objetos congelados, poeira espacial e a fronteira do Sistema Solar.

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New Horizons retoma operações científicas no Cinturão de Kuiper e pode ajudar a explicar como planetas, objetos gelados e estruturas cósmicas surgiram.

A sonda New Horizons, da NASA, voltou a operar após enfrentar o período de hibernação mais longo de sua missão.

Localizada a cerca de 9,5 bilhões de quilômetros da Terra, a espaçonave retomou suas atividades científicas em 23 de junho.

O equipamento permanece na região mais distante do Sistema Solar, onde investiga objetos congelados, poeira espacial, gases e raios cósmicos.

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Veja também

A missão busca ampliar o conhecimento sobre a formação dos planetas e sobre a estrutura do Cinturão de Kuiper.

Hibernação durou quase um ano

A New Horizons entrou em hibernação programada em 7 de agosto de 2025.

Durante esse período, a espaçonave permaneceu em modo de baixo consumo de energia.

Seu computador de bordo continuou monitorando os sistemas e enviando sinais semanais aos controladores da missão.

Comandos previamente armazenados foram utilizados para despertar a sonda em 23 de junho.

A equipe do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, confirmou que todos os equipamentos permanecem operacionais.

Os dados científicos registrados durante a hibernação também foram armazenados para transmissão posterior.

Cinturão de Kuiper guarda objetos primitivos

A New Horizons está atualmente no Cinturão de Kuiper, localizado além da órbita de Netuno.

A região abriga Plutão e milhares de objetos transnetunianos, conhecidos como TNOs.

Esses corpos congelados são considerados remanescentes da formação do Sistema Solar, ocorrida há aproximadamente 4,5 bilhões de anos.

O estudo desses objetos pode revelar como poeira, gelo e pequenas rochas se uniram até formar planetas maiores.

Representação de Plutão no espaço, com sua superfície gelada, regiões avermelhadas e a extensa planície clara observada pela missão New Horizons.

Sobrevoos transformaram a exploração espacial

A missão ganhou destaque mundial em 2015, quando realizou o primeiro sobrevoo detalhado de Plutão e de suas luas.

As observações mudaram a compreensão científica sobre o planeta anão.

A espaçonave também estudou Arrokoth em 2019, um objeto transnetuniano com formato semelhante ao de um boneco de neve.

A aproximação permitiu analisar um dos corpos mais antigos e preservados já observados nessa região.

Objetos binários surpreendem pesquisadores

A New Horizons continua medindo a rotação, a orientação e o formato dos objetos congelados do Cinturão de Kuiper.

Segundo Pontus Brandt, cientista do projeto, essas informações ajudam a compreender o processo de formação dos planetas.

Os pesquisadores encontraram uma quantidade maior de objetos binários semelhantes a Arrokoth do que esperavam.

Esses corpos podem representar uma forma comum de planetesimais, estruturas consideradas blocos iniciais dos planetas.

A resposta poderá ajudar a explicar como mundos maiores surgiram no Sistema Solar e em outros sistemas planetários.

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Viviane Alves

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Poeira espacial revela cenário inesperado

O Contador de Poeira Estudantil Venetia Burney também registrou resultados surpreendentes.

Os cientistas esperavam que a quantidade de poeira diminuísse após a sonda ultrapassar os limites conhecidos do Cinturão de Kuiper.

A espaçonave, porém, continuou detectando um ambiente rico em partículas.

Esse resultado pode indicar que o Cinturão de Kuiper seja mais extenso do que se imaginava anteriormente.

Raios cósmicos entram no radar da missão

A New Horizons também mede a distribuição de gases na heliosfera externa.

A heliosfera é uma grande bolha formada pelo vento solar ao redor do Sistema Solar.

Outro instrumento monitora os raios cósmicos galácticos, partículas extremamente energéticas produzidas por explosões de estrelas.

Pontus Brandt afirma que esses dados podem ajudar a entender como a heliosfera bloqueia parte dessas partículas.

Esse conhecimento poderá ser importante para o planejamento de futuras missões espaciais.

Estratégia prolonga a vida útil da sonda

Os períodos de hibernação fazem parte da missão desde o lançamento da New Horizons, em janeiro de 2006.

A estratégia reduz o consumo de energia e ajuda a preservar os sistemas da espaçonave.

Segundo Alice Bowman, gerente de operações da missão, todos os relatórios recebidos durante a pausa indicaram funcionamento normal.

Os instrumentos científicos também continuaram registrando dados durante o período.

Missão pode seguir além de 2029

A New Horizons está atualmente em sua segunda missão estendida, prevista para terminar em 2029.

A continuidade dependerá das condições da espaçonave e da relevância dos dados produzidos.

Uma possível extensão permitiria que a sonda avançasse para regiões ainda mais distantes.

A trajetória poderia se tornar semelhante à das históricas Voyager, que deixaram a heliosfera e alcançaram o espaço interestelar.

A New Horizons ainda permanece ativa, distante e cercada por objetos pouco conhecidos.

Fontes: NASA, Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins e equipe científica da missão New Horizons.

Você acredita que a NASA deveria prolongar a missão da New Horizons além de 2029 para explorar regiões ainda mais distantes do Sistema Solar? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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