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Song Pro 2027 ganha motor 1.5 preparado para etanol, visual Dragon Face redesenhado e produção em Camaçari, com fabricação em escala maior prevista até o fim de 2026

Song Pro 2027 ganha motor 1.5 preparado para etanol, visual Dragon Face redesenhado e produção em Camaçari, com fabricação em escala maior prevista até o fim de 2026

8 min de leitura

Song Pro 2027 ganha motor 1.5 preparado para etanol, visual Dragon Face redesenhado e produção em Camaçari, com fabricação em escala maior prevista até o fim de 2026

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 28/07/2026 às 19:18

Atualizado em 28/07/2026 às 19:23

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Song Pro 2027 chega em agosto com motor 1.5 flex a etanol, visual Dragon Face e montagem em Camaçari. Veja o que já é oficial e o que ainda é expectativa.

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Cada versão usa uma bateria diferente, e não a mesma como circula por aí. O volante perdeu o logotipo da marca e passou a exibir o nome do modelo. E a data de lançamento já escorregou uma vez, de junho para o início de agosto.

A BYD prepara para o início de agosto de 2026 o lançamento no Brasil do Song Pro 2027, versão reestilizada do SUV médio que passa a contar com sistema híbrido plug-in flex, capaz de operar com etanol ou gasolina. A informação foi apurada pela revista Autoesporte e replicada pela imprensa especializada, e o modelo será o segundo veículo flex da montadora chinesa à venda no país.

O conjunto mecânico esperado combina um motor 1.5 aspirado apto a consumir etanol com um propulsor elétrico, mantendo as potências combinadas de 223 ou 235 cavalos conforme a versão. A marca ainda não confirmou oficialmente as especificações, e a expectativa do setor é de que não haja perda de potência com o uso do etanol, comportamento observado em outros híbridos flex já lançados no Brasil.

O que está confirmado e o que ainda é expectativa

Song Pro 2027 chega em agosto com motor 1.5 flex a etanol, visual Dragon Face e montagem em Camaçari. Veja o que já é oficial e o que ainda é expectativa.

Vale separar as camadas dessa notícia, porque elas têm graus muito diferentes de certeza, e isso raramente aparece nas matérias sobre o assunto.

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Confirmado pela fabricante estão a produção em Camaçari, na Bahia, o regime inicial de montagem, o início dos testes de produção em agosto e a previsão de fabricação em escala maior até o fim de 2026. A reestilização visual também é fato, já apresentada na China em meados de 2024.

O que segue como expectativa é a ficha mecânica. As publicações especializadas registram que a marca ainda não confirmou a motorização, e as potências de 223 e 235 cavalos são projeções baseadas nas configurações atuais do modelo.

Há também um detalhe de calendário que merece registro. Reportagens de abril de 2026 apontavam lançamento para junho, e a data foi posteriormente ajustada para o início de agosto. O Song Pro 2027 já escorregou uma vez no cronograma, o que sugere cautela com qualquer prazo antes do anúncio oficial.

A bateria: o número que a maioria erra

Aqui está a imprecisão que se repete em praticamente toda republicação dessa notícia, e ela importa para quem for comparar versões.

Circula com frequência a formulação de que o modelo tem bateria de 18,3 kWh e potência de 223 ou 235 cavalos conforme a versão. Isso mistura duas configurações diferentes.

O levantamento da imprensa especializada é mais específico. A versão de entrada usa bateria de 12,9 kWh e entrega 223 cavalos com 40,8 kgfm, com autonomia elétrica de até 49 quilômetros pela medição do Inmetro. A versão superior usa a bateria de 18,3 kWh, chega a 235 cavalos e 43 kgfm, com até 62 quilômetros em modo elétrico.

Ou seja, quem quiser os 235 cavalos leva junto a bateria maior e mais autonomia elétrica, e quem optar pela versão de entrada tem um pacote bem diferente. Essas configurações valem para a linha atual, e a expectativa é que sejam mantidas na versão flex.

Um dado complementar ajuda a entender o arranjo. O motor a combustão, trabalhando sozinho, entrega 98 cavalos e 12,4 kgfm. A maior parte da força anunciada vem do sistema elétrico, e não do motor a gasolina ou etanol.

Por que fazer um híbrido flex é mais difícil do que parece

O que parece simples, adaptar um motor para aceitar etanol, é na verdade um dos maiores desafios de engenharia enfrentados pelas montadoras chinesas no Brasil.

O problema começa na química do combustível. O etanol queima mais rápido que a gasolina, gera menos energia por litro e é corrosivo a metais como alumínio e aço. Isso exige revisão de materiais em componentes que entram em contato direto com o combustível.

Há também o fator custo. Peças resistentes ao etanol são mais caras, e muitos itens do conjunto, como baterias e módulos eletrônicos, ainda são importados, o que pressiona o preço final de produção.

O desafio adicional é manter a integração com o sistema híbrido. Não basta o motor aceitar etanol: o gerenciamento eletrônico precisa coordenar combustão e propulsão elétrica sem perder eficiência, e é justamente por isso que essa tecnologia demorou tanto a chegar ao mercado brasileiro fora da Toyota.

Quem chegou primeiro nessa corrida

Song Pro 2027 chega em agosto com motor 1.5 flex a etanol, visual Dragon Face e montagem em Camaçari. Veja o que já é oficial e o que ainda é expectativa.

A cronologia dessa disputa mudou algumas vezes ao longo do último ano, e vale acertar os fatos.

Durante muito tempo, o híbrido flex foi exclusividade da Toyota no Brasil. As montadoras chinesas começaram a se mover nessa direção mais recentemente, à medida que ampliavam a produção local.

A GWM saiu na frente entre as chinesas com o Tank 300 flex. Reportagens do início de 2026 apontavam que o Song Pro seria o primeiro modelo flex da BYD no país, mas a marca acabou estreando a tecnologia em outro produto: o Atto 2 DM-i, SUV compacto lançado em junho de 2026, com conjunto que entrega 177 ou 197 cavalos conforme a versão.

Com isso, o Song Pro 2027 chega como o segundo flex da BYD no Brasil, e não o primeiro. A estratégia da marca é ampliar a oferta de eletrificados adaptados ao mercado nacional, onde o etanol tem peso que não existe em nenhum outro país onde a empresa opera.

O visual redesenhado

As mudanças estéticas se concentram na dianteira e seguem a linguagem de design que a marca chama de Dragon Face.

O SUV abandona a grade grande e chamativa da versão anterior e adota um visual mais limpo. Os faróis ficaram mais afilados e passam a ser integrados por uma barra cromada, e a peça central que antes era grade dá lugar a um acabamento mais discreto em tom prateado.

O para-choque foi redesenhado, assim como a grade inferior e as entradas de ar. As rodas de liga leve também foram atualizadas.

Na traseira houve mudança menor. O modelo ganhou para-choque inédito, mas manteve o desenho das lanternas. Os ângulos de entrada e saída informados são de 18 e 22 graus, respectivamente, e o SUV mede 4,73 metros de comprimento com 2,71 metros entre eixos.

O volante que perdeu o logotipo da marca

O interior recebeu mudanças mais profundas que a fachada, e há um detalhe simbólico que passou despercebido na maior parte da cobertura.

O painel foi redesenhado, com a parte superior inteiramente reformulada e linhas bem mais retilíneas, aproximando o modelo de lançamentos recentes da marca no mercado chinês, como o sedã médio Qin L. O console também é novo e o acabamento foi refinado.

O detalhe está no volante. Ele é novo e passou a exibir o logotipo Song, o nome da linha, no lugar do símbolo da BYD que ocupava o centro anteriormente.

Não é decoração à toa. Marcas chinesas vêm dando identidade própria às suas famílias de produto, e trocar o emblema corporativo pelo nome do modelo no volante é o tipo de decisão que sinaliza posicionamento de submarca.

Camaçari, SKD e o que isso significa de fato

A produção acontecerá na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, complexo industrial que ocupa a área das antigas operações da Ford no estado.

O regime inicial declarado é o SKD, sigla em inglês para semidesmontado. Nesse formato, os veículos chegam ao Brasil parcialmente montados e recebem as etapas finais na unidade brasileira, o que envolve menos conteúdo local do que uma produção completa.

Existe divergência nas informações sobre a evolução desse processo. Reportagem de abril de 2026 indicava que o modelo seria fabricado com etapas de solda e pintura em Camaçari, o que representaria um estágio mais avançado de nacionalização. Já a apuração mais recente afirma que o regime continuará sendo SKD.

O que a fabricante informa é o cronograma. Os testes de produção começam em agosto e a fabricação em escala maior está prevista para até o fim de 2026, com o processo completo ainda em fase experimental.

O protótipo que Lula assinou

Existe um capítulo dessa história que já aconteceu e que dá a dimensão política do projeto.

Um protótipo do modelo híbrido flex foi apresentado em novembro de 2025, durante a COP 30, em Belém. O veículo foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e simbolizava a unidade de número 14 mil produzida pela BYD no Brasil.

O gesto tem leitura estratégica. Combustível renovável brasileiro somado a tecnologia híbrida chinesa é exatamente o tipo de arranjo que ambos os governos gostam de exibir em evento climático.

Para a montadora, há um cálculo comercial embutido. Produzir localmente e usar etanol reduz exposição a tributação de importados e cria um argumento de mercado que os concorrentes puramente importados não conseguem oferecer.

O que ainda não se sabe

Uma matéria honesta sobre lançamento precisa listar o que falta, e nesse caso falta bastante.

Não há preço divulgado. Também não foram informados dados de consumo com etanol, autonomia total do conjunto flex nem eventuais mudanças no funcionamento do sistema híbrido com o novo combustível.

A lista de equipamentos tem indicações preliminares. Publicações do setor apontam pacote de assistência de nível 2, com piloto automático adaptativo com função de parada e retomada, assistente de faixa com centralização, frenagem automática, alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, leitura de placas e faróis com comutação automática.

Os concorrentes apontados para o modelo são Toyota Corolla Cross e Jeep Compass, dois nomes consolidados no segmento de SUVs médios brasileiros.

O que observar quando o carro chegar

Motor 1.5 adaptado ao etanol, duas baterias diferentes conforme a versão, fachada sem a grade grande, volante com o nome do modelo no lugar do logotipo da marca, montagem em Camaçari em regime semidesmontado e um cronograma que já mudou uma vez. O Song Pro 2027 chega em agosto com mais expectativa do que confirmação oficial, e os números definitivos só aparecem no lançamento.

E você, o que acha dessa aposta? Híbrido flex fabricado no Brasil é o caminho certo para a eletrificação por aqui, ou o país deveria pular direto para o elétrico puro como fez a China? Você compraria um carro montado em regime semidesmontado, com boa parte do conteúdo ainda vindo de fora, ou isso pesa na sua decisão? E mais: motor que aceita etanol resolve o problema de quem não tem onde recarregar em casa? Comente sua opinião, principalmente se você já dirigiu um híbrido plug-in e sabe quanto muda o custo por quilômetro na prática.

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BYD


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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