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Super El Niño pode mexer no bolso dos brasileiros em 2027, reduzir o nível dos reservatórios, pressionar a geração hidrelétrica e provocar quatro meses de bandeiras vermelhas na conta de luz
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 31/07/2026 às 17:33
Economia
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Estudo da Ampere Consultoria e da TR Soluções aponta que o fenômeno climático pode adicionar até 4,5 pontos percentuais às tarifas de energia elétrica.
Um eventual Super El Niño pode elevar a conta de luz dos brasileiros em 2027 e pressionar o sistema elétrico nacional.
O impacto médio estimado para os consumidores de baixa tensão chega a 2,1 pontos percentuais, segundo levantamento da Ampere Consultoria e da TR Soluções.
A inclusão das bandeiras tarifárias pode ampliar esse efeito para 4,5 pontos percentuais.
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O estudo também projeta o acionamento das bandeiras vermelhas entre julho e outubro de 2027, período marcado pela redução das chuvas.
As projeções consideram os efeitos do fenômeno sobre os reservatórios, a geração hidrelétrica e os custos do setor elétrico.
Estudo revela possível aumento adicional nas tarifas
Os percentuais apresentados pelas consultorias não substituem os reajustes ou as revisões tarifárias aplicadas pelas distribuidoras.
Uma empresa com reajuste previsto de 10%, por exemplo, poderia registrar aumento de 12,1% com o impacto do Super El Niño.
A inclusão das bandeiras tarifárias elevaria essa variação para 14,5%.
O consumidor enfrentaria o reajuste convencional somado aos custos relacionados às condições de geração de energia.
Modelos climáticos apontam formação do El Niño
Modelos climáticos internacionais indicam alta probabilidade de formação de um El Niño no segundo semestre de 2026.
Parte das projeções sugere que o fenômeno poderá alcançar intensidade forte ou extrema.
Esse cenário recebe o nome de Super El Niño.
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico apresentam aquecimento anormal.
Essa mudança pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do planeta.
Os efeitos no Brasil incluem impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e a frequência de eventos climáticos extremos.
Ondas de calor, secas, incêndios e alterações nas chuvas também podem afetar a geração hidrelétrica.
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Viviane Alves
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Consultorias comparam dois cenários hidrológicos
A Ampere Consultoria e a TR Soluções analisaram duas possibilidades para estimar o impacto nas tarifas.
O primeiro cenário considera a ocorrência de um Super El Niño.
O segundo cenário desconsidera a influência do fenômeno climático.
A comparação mostra diferenças importantes no armazenamento dos reservatórios ao final do período úmido de 2026 para 2027.
O cenário com Super El Niño aponta reservatórios do Sistema Interligado Nacional próximos de 70% em abril de 2027.
A projeção sem o fenômeno indica armazenamento de aproximadamente 80% no mesmo período.
A diferença de dez pontos percentuais pode aumentar a necessidade de fontes de geração mais caras.
Bandeiras vermelhas podem durar quatro meses
O estudo prevê o acionamento das bandeiras vermelhas nos patamares 1 e 2 durante quatro meses de 2027.
A cobrança adicional poderá ocorrer entre julho e outubro, durante parte do período seco.
A Região Sul deverá registrar o maior impacto médio.
A diferença entre os dois cenários alcança 3,3 pontos percentuais na região.
Os custos chegam às tarifas por diferentes componentes do setor elétrico.
Entre eles aparecem o Preço de Liquidação das Diferenças, o risco hidrológico, os encargos setoriais e os contratos das distribuidoras.
A bandeira verde deverá predominar durante o primeiro semestre.
A bandeira amarela tende a ser acionada durante o período seco.
Sistema de bandeiras indica custo da geração
O sistema da Agência Nacional de Energia Elétrica informa as condições de geração de energia no país.
A redução das chuvas diminui a produção das hidrelétricas e pode exigir o acionamento de usinas termelétricas.
As termelétricas apresentam custos de operação mais elevados.
A Aneel utiliza as bandeiras amarela e vermelha para repassar parte desses custos aos consumidores.
Os valores apresentados no levantamento são:
- Bandeira verde: nenhum custo adicional;
- Bandeira amarela: R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora;
- Bandeira vermelha patamar 1: R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora;
- Bandeira vermelha patamar 2: R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora.
O que pode acontecer com a conta de luz em 2027?
A confirmação do Super El Niño pode reduzir o nível dos reservatórios e aumentar os custos da geração de energia.
O impacto final dependerá da intensidade do fenômeno, do volume de chuvas e das condições do sistema elétrico brasileiro.
A possível aplicação das bandeiras vermelhas mostra como eventos climáticos podem chegar diretamente ao orçamento das famílias.
Você acredita que o Brasil deveria ampliar outras fontes de geração para reduzir a dependência das hidrelétricas e evitar aumentos na conta de luz? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

