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Suspeitos de usarem IA para montar cenas de sexo são alvos de operação

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Suspeitos de usarem IA para montar cenas de sexo são alvos de operação

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada na manhã desta sexta-feira (10/7), cumpre mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a suposta prática do crime de divulgação de cena de sexo ou pornografia mediante montagem.

Agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) estão em endereços nas regiões do Gama e do Paranoá, com o objetivo de apreender dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o aprofundamento das investigações e para a completa elucidação dos fatos.

A investigação teve início após denúncias de que diversas funcionárias de uma empresa do DF tiveram suas imagens utilizadas na produção de vídeos e fotografias de conteúdo pornográfico falsificados por meio de deepfake — tecnologia que utiliza inteligência artificial para inserir rostos de pessoas reais em conteúdos manipulados.

Segundo as apurações da 2ª DP, o material foi disseminado por e-mails corporativos e publicado em plataforma de conteúdo adulto, causando exposição e constrangimento significativo às vítimas.

Durante as investigações, a análise de dados cadastrais e a perícia realizada em discos rígidos fornecidos pela empresa permitiram que os agentes reunissem robustos indícios de autoria em desfavor de dois ex-funcionários da corporação onde trabalham as vítimas.

As investigações seguem agora para o completo esclarecimento dos fatos. A PCDF ressaltou que tais condutas causam severos danos à honra, à imagem, à privacidade e à dignidade das vítimas.

A corporação lembrou ainda que a criação e a divulgação de conteúdo íntimo falso por meio de inteligência artificial constituem crime de elevada gravidade, com pena de reclusão de 4 a 10 anos, além da pena correspondente à violência eventualmente praticada, conforme previsto no Código Penal.

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