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Taxa das blusinhas pode voltar após disparada de compras internacionais, e governo já admite rever imposto sobre encomendas de até US$ 50
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 27/07/2026 às 10:47
Economia
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Alta das importações coloca cobrança novamente no radar do Ministério da Fazenda e aumenta disputa entre varejistas nacionais e plataformas estrangeiras.
O crescimento acelerado das encomendas internacionais após o fim da taxa das blusinhas passou a preocupar setores do varejo brasileiro.
Dados da Receita Federal indicam que as compras realizadas em plataformas estrangeiras aumentaram depois que o Imposto de Importação foi zerado.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo acompanha de perto esse movimento e poderá rever a medida.
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Uma proposta para retomar a cobrança poderá ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso sejam identificados prejuízos à produção nacional.
Governo monitora alta das encomendas internacionais
A retirada da taxa das blusinhas foi adotada como uma espécie de período de avaliação da nova política tributária.
Durante entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, Durigan explicou que o objetivo consiste em observar os impactos da isenção sobre a economia brasileira.
O ministro reconheceu que o volume de importações aumentou após a mudança.
Segundo Durigan, o governo poderá agir caso os números saiam do padrão ou provoquem falta de equilíbrio entre produtos nacionais e importados.
A equipe econômica mantém controle sobre as compras internacionais e poderá propor uma alteração no cenário tributário.
Compras de até US$ 50 tinham imposto de 20%
A chamada taxa das blusinhas aplicava uma alíquota de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais abaixo de US$ 50.
A cobrança atingia principalmente produtos populares vendidos por plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.
Consumidores criticavam o imposto porque ele aumentava o preço final de itens de baixo valor.
Outra reclamação envolvia turistas que retornavam ao Brasil sem pagar tributos dentro de determinadas cotas de compras.
A revogação da cobrança ocorreu em maio, por meio de uma Medida Provisória.
Medida ainda precisa passar pelo Congresso
A Medida Provisória começou a valer após sua publicação no Diário Oficial da União.
A continuidade da isenção, porém, depende da aprovação do Congresso Nacional dentro do prazo legal de 120 dias.
Deputados e senadores poderão manter, modificar ou rejeitar a regra adotada pelo governo.
Produtores nacionais, importadores e representantes do comércio eletrônico já começaram a defender seus interesses no Congresso e na Justiça.
O futuro da taxa das blusinhas dependerá da avaliação do governo e da decisão tomada pelos parlamentares.
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Viviane Alves
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Varejistas alertam para perdas no mercado brasileiro
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo, conhecido como IDV, manifestou preocupação com a expansão das plataformas estrangeiras.
A entidade reúne empresas como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza.
Segundo o instituto, alguns setores podem registrar queda no volume de vendas durante junho.
Parte dessa retração estaria relacionada à Copa do Mundo.
Outro impacto, segundo o IDV, seria provocado pelo aumento das compras em plataformas estrangeiras beneficiadas pela alíquota federal zerada.
A entidade avalia que esse movimento poderá reduzir empregos e comprometer investimentos futuros no varejo nacional.
Frentes parlamentares defendem igualdade tributária
Frentes parlamentares ligadas ao comércio, aos serviços, à competitividade e ao combate à pirataria também se manifestaram.
O grupo defendeu condições tributárias equivalentes para empresas brasileiras e estrangeiras.
“Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”, afirmou o documento divulgado pelas entidades.
A manifestação sustenta que a igualdade tributária não representa privilégio.
O objetivo seria garantir que todos os agentes econômicos contribuam de maneira semelhante para o desenvolvimento do país.
Plataformas estrangeiras pedem mais cautela
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, conhecida como Amobitec, considerou natural o crescimento das importações.
A entidade reúne empresas como Alibaba, Amazon e Shein.
Segundo a associação, consumidores podem ter antecipado compras após a retirada do imposto federal.
Especialistas citados pela Amobitec defendem um período mínimo de seis meses antes de qualquer conclusão definitiva.
A associação também afirma que a isenção amplia o acesso de consumidores de menor renda a produtos populares.
O que pode acontecer com a taxa das blusinhas?
O governo continuará analisando os dados das encomendas internacionais antes de decidir sobre uma nova mudança.
A volta da cobrança dependerá do impacto sobre o comércio brasileiro, os empregos, os investimentos e a produção nacional.
O Congresso Nacional também terá papel decisivo, pois poderá confirmar, alterar ou rejeitar a Medida Provisória.
O debate coloca de um lado os consumidores interessados em preços menores e, do outro, varejistas que defendem igualdade tributária.
Você acredita que o governo deve retomar a taxa das blusinhas para proteger o comércio brasileiro ou manter a isenção para reduzir os preços? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

