O tenente da Polícia Militar (PM) Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no final de junho em São Caetano, na região metropolitana de São Paulo, apresentou melhora clínica e deve passar pela realização de traqueostomia e gastrostomia nesta quinta-feira (9/7) no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
Os procedimentos são comuns e habituais em pacientes com internação prolongada. Na última segunda-feira (6/7) o protocolo para a redução gradual da sedação foi iniciado pelos médicos.
De acordo com o último boletim médico divulgado pela PM, a tomografia de crânio mostrou uma melhora parcial do edema cerebral e redução dos coágulos residuais. O agente permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porém estável e sem febre, apresentando boa resposta ao tratamento intensivo.
Tenente baleado
- Policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na nuca enquanto aguardava em um semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na manhã de 27 de junho.
- Imagens de câmeras de segurança mostram o PM de moto na avenida quando dois criminosos em outra motocicleta se aproximam (veja acima). O garupa aponta a arma para a cabeça do oficial e atira à queima-roupa. Eles fogem em seguida.
- As autoridades não deram detalhes sobre as possíveis motivações do crime e disseram que nenhuma hipótese foi descartada.
- Segundo a investigação, o ataque foi premeditado. Outras câmeras de segurança flagraram os suspeitos acompanhando a movimentação do tenente Pimentel pouco antes do crime.
- O policial é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, por mais de 100 horas.
Seis mortes investigadas
Enquanto tenta identificar todos os envolvidos no atentado, a Polícia Civil também investiga a morte de seis homens apontados, em diferentes momentos, como possíveis suspeitos. Em quatro dos seis boletins de ocorrência obtidos pelo Metrópoles, policiais militares afirmam ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam participado do ataque ao tenente. Até o momento, porém, não há comprovação de que qualquer um deles tenha ligação direta com o atentado.
As duas primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o crime. Na Estrada Aricanduva, na zona leste da capital, um homem denunciado por suposta participação no atentado morreu após, segundo os policiais, atirar contra a equipe durante a abordagem. No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, depois de, conforme o registro policial, fazer menção de sacar uma arma durante a abordagem da Rota.
Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas. Em Guaianases, um homem morreu após, segundo a PM, reagir a uma abordagem. Em Peruíbe, no litoral sul, outro suspeito foi morto depois de uma perseguição que terminou em confronto, de acordo com a corporação.
Os dois casos restantes ocorreram na zona sul da capital. No Jardim Miriam, um homem morreu após uma troca de tiros durante patrulhamento na Favela do Arrebento. Já no Jardim São Luís, outro suspeito foi baleado e morreu depois que policiais afirmaram ter sido recebidos a tiros ao averiguar uma denúncia de tráfico de drogas.
Recompensa de R$ 50 mil
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou no domingo (5/7) uma recompensa de R$ 50 mil por quem passar informações que levem à identificação do paradeiro de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como o principal suspeito de atirar contra Ronickson Pimentel dos Santos, tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM paulista. A polícia acredita que ele ainda esteja em território brasileiro.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi baleado na cabeça enquanto aguardava a abertura de um semáforo, em São Caetano do Sul. Integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), ele é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves.
Veja o momento do ataque:













