O pré-candidato ao Governo do Estado do Acre, Thor Dantas, defendeu a necessidade de uma guinada no modelo de desenvolvimento econômico do estado durante participação na Entrega das Propostas do Setor Produtivo aos Pré-Candidatos ao Governo, realizada nesta quinta-feira (30), no auditório da Fecomércio-AC, em Rio Branco. Classificando o evento como o pontapé inicial dos debates eleitorais, o pré-candidato apresentou um diagnóstico duro sobre o momento atual.
“O nosso Acre precisa realmente discutir em profundidade a crise pela qual a gente passa hoje. A nossa crise económica é profunda e a nossa janela de oportunidades é muito pequena”, alertou. Para Thor Dantas, o estado enfrenta um ponto de inflexão decisivo: “O Acre precisa dar uma guinada nos rumos do seu desenvolvimento ou a gente vai ter sérios problemas pelos próximos 10 anos”.
Industrialização e acesso ao mercado andino
Apontado como prioridade para o crescimento econômico, o fortalecimento do setor industrial foi citado pelo pré-candidato como o principal caminho para reverter a retração do estado. Ele destacou o potencial de integração regional e o acesso ao mercado externo como vias estratégicas.
“O Acre precisa se industrializar urgentemente. A gente tem uma janela de oportunidades imensa, com um mercado novo que se abre, que é o mercado andino e o mercado do Pacífico”, explicou. Contudo, fez uma ressalva quanto à preparação interna da infraestrutura e produção locais: “A gente não vai conseguir dar conta desse mercado se a gente não fizer o dever de casa”.
Críticas ao nível de investimentos e falhas na infraestrutura
Thor Dantas também apontou fragilidades na gestão dos recursos públicos voltados para obras e infraestrutura no estado, afirmando que a capacidade de investimento do Poder Executivo permanece em patamares criticamente baixos.
“O Acre hoje tem uma capacidade de investimento ínfima. Do pouco que o Estado tem para investir, ele não consegue chegar a 35% do que está disponível”, criticou. O pré-candidato questionou ainda a eficiência das aplicações realizadas: “O pouco que investe é em obras que não se concluem, em pontes que caem, em estrada, em ramal que não funciona”.
Por fim, reiterou que o diálogo com novos mercados globais dependerá de reformas estruturais urgentes. “Ou o Acre dá uma guinada na sua capacidade de desenvolvimento ou a gente não vai ter como enfrentar os desafios necessários para fazer frente a esse novo mercado que está esperando pela gente”, concluiu.
*Com informações do site ac24horas
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

