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Traficante usa linguagem secreta de emojis para vender drogas no DF

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Traficante usa linguagem secreta de emojis para vender drogas no DF

Um traficante de 23 anos foi preso por policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) durante uma entrega de drogas em Ceilândia (DF), nessa terça-feira (30/6). Segundo a investigação, o suspeito utilizava uma linguagem secreta com emojis para comercializar entorpecentes pelo status do aplicativo WhatsApp.

A ação, batizada de Operação Status On, resultou na apreensão de 10 porções de cocaína já fracionadas, embaladas e prontas para a venda. Os policiais também recolheram um relógio e o celular utilizado para anunciar as drogas. Durante a análise do telefone, os investigadores constataram que o aparelho era produto de furto, com registro anterior na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte).

Bala, golfinho e bandeira

A investigação começou após a Polícia Civil do DF (PCDF) identificar o perfil utilizado pelo traficante para divulgar os entorpecentes. Nas publicações, a palavra “on”, acompanhada por setas, indicava que a droga estava disponível para pronta entrega.

Para dificultar a identificação da atividade criminosa, o investigado recorria a emojis como códigos para identificar os produtos.

O emoji de um golfinho representava a cocaína; a bandeira da Colômbia fazia referência à maconha; o símbolo de uma balinha indicava o ecstasy (MDMA); e a folha de papel simbolizava o LSD, conhecido popularmente como “papel” ou “selo”.

As imagens publicadas no status do WhatsApp também exibiam uma tabela com os preços dos entorpecentes, demonstrando a comercialização ostensiva das drogas. A porção de cocaína era vendida por R$ 50, com promoção de três unidades por R$ 130. A maconha colombiana era anunciada por R$ 80 a cada cinco gramas, com quantidade mínima para compra de 2g. Já o ecstasy (“doce”) e o LSD (“papel” ou “selo”) eram oferecidos por R$ 40 cada.

3 imagens

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Cardápio de drogas

Divulgação/PCDF

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Digulgação do produto

Divulgação/PCDF

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Venda pelo WhatsApp

Divulgação/PCDF

Segundo a PCDF, o esquema permitia que os interessados escolhessem a droga desejada de forma rápida e discreta diretamente pelo status do aplicativo.

O investigado, que não teve a identidade revelada pelas autoridades, continua preso. Ele responderá pelos crimes de tráfico de drogas e receptação.

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