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Túnel colossal de € 1,9 bilhão vai cruzar 27 km sob o mar a 392 metros de profundidade, terá rotatórias subterrâneas e promete reduzir uma viagem de mais de 21 horas para apenas 10 horas.
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/07/2026 às 19:54
Atualizado em 26/07/2026 às 20:09
Construção
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Projeto norueguês reúne engenharia extrema, escavações profundas e soluções inéditas sob o Boknafjord. Com dois tubos paralelos, rotatórias subterrâneas e desafios geológicos severos, o Rogfast avança para substituir uma travessia por balsa e transformar a mobilidade na costa oeste do país.
A Noruega avança na construção do Rogfast, túnel rodoviário submarino de 27 quilômetros entre Randaberg e Bokn, no condado de Rogaland, projetado para alcançar 392 metros abaixo do nível do mar e entrar em operação em 2033.
Integrado à rodovia europeia E39, o empreendimento substituirá a travessia por balsa no Boknafjord e deverá reduzir em cerca de 40 minutos o percurso entre Stavanger e Bergen, conforme informações da Administração Pública de Estradas da Noruega.
Quando estiver concluído, o Rogfast deverá se tornar o túnel rodoviário submarino mais longo e profundo do mundo, reunindo dois tubos paralelos, passagens de emergência, rampas, cavernas técnicas, poços de ventilação e entroncamentos escavados diretamente na rocha.
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Segundo a agência rodoviária norueguesa, o orçamento oficial chega a 20,6 bilhões de coroas norueguesas, em valores de 2020, enquanto o cronograma mantém a abertura para 2033, desde que as etapas restantes avancem conforme o planejamento estabelecido.
Rogfast substituirá travessia estratégica por balsa na E39
Inserida no projeto de uma E39 sem balsas entre Kristiansand e Trondheim, a obra atravessa uma região marcada por fiordes, ilhas e montanhas, onde passageiros, trabalhadores e empresas ainda dependem de diferentes conexões marítimas ao longo da costa oeste.
No trecho atendido pelo Rogfast, a ligação fixa unirá Randaberg, ao norte de Stavanger, ao município de Bokn, permitindo que os motoristas atravessem o Boknafjord sem ficar sujeitos aos horários das embarcações atualmente usadas nesse deslocamento.
De acordo com a Administração Pública de Estradas, a economia de aproximadamente 40 minutos entre Stavanger e Bergen tende a aumentar a previsibilidade das viagens, melhorar a circulação regional e ampliar a integração entre mercados de trabalho e atividades econômicas.
Rotatórias subterrâneas serão escavadas sob Kvitsøy
Sob a ilha de Kvitsøy ficará uma das partes mais complexas do projeto, com duas grandes rotatórias, rampas de entrada e saída, cavernas subterrâneas e poços verticais ligados aos sistemas de ventilação, operação e segurança da estrutura.
Escavados a cerca de 250 metros abaixo da ilha, esses elementos conectarão Kvitsøy aos tubos principais e organizarão o fluxo dos veículos dentro de um entroncamento inteiramente subterrâneo, criado para distribuir o tráfego entre diferentes direções.
Esse contrato inclui aproximadamente 8,8 quilômetros de túneis duplos e deverá se conectar às frentes abertas a partir de Randaberg, ao sul, e de Bokn, ao norte, conforme o planejamento definido pela agência rodoviária norueguesa.
Ao permitir que as escavações avancem simultaneamente por três pontos, a divisão reduz o tempo necessário para atravessar quase 27 quilômetros de rocha, mas também exige medições precisas para que os diferentes segmentos se encontrem exatamente nas posições previstas.
Geologia variável amplia o desafio da escavação
Ao longo do traçado sob o Boknafjord, as equipes enfrentam formações rochosas que não haviam sido detalhadamente mapeadas, combinando profundidade extrema com mudanças significativas na composição geológica e exigindo ajustes constantes nas técnicas de escavação.
Para acompanhar esse trabalho, o Instituto Geotécnico Norueguês, conhecido pela sigla NGI, realiza controle independente da escavação, dos suportes de rocha, da impermeabilização e da documentação técnica nos quatro principais contratos ligados ao conjunto de túneis.
Durante as investigações, foram identificadas fraturas, falhas e zonas de fraqueza associadas a processos vulcânicos, movimentos tectônicos e transformações acumuladas durante milhões de anos, além de xistos negros ricos em grafite encontrados nas proximidades de Kvitsøy.
Segundo o NGI, esse material pode perder estabilidade quando entra em contato com o ar e a água, condição que exige atenção especial às soluções de vedação, ao ritmo das escavações e ao reforço aplicado nas paredes rochosas.
Dois tubos reforçarão a segurança no Rogfast
Com dois tubos separados e conectados por passagens de emergência, o Rogfast permitirá a evacuação dos usuários quando necessário e oferecerá alternativas de circulação durante acidentes, inspeções ou intervenções de manutenção realizadas em parte da infraestrutura.
Além dessas conexões, o complexo deverá fornecer ar fresco e controlar a fumaça em caso de incêndio, tarefa ampliada pela extensão do percurso, pela profundidade máxima e pela presença de rampas e cavernas sob Kvitsøy.
Enquanto as equipes trabalham a partir de Randaberg, Bokn e Kvitsøy, a Administração Pública de Estradas coordena os contratos, e o NGI verifica se escavações, reforços, impermeabilização e registros técnicos atendem aos requisitos definidos para a construção.
Mantida para 2033, a previsão oficial indica que o túnel retirará uma travessia por balsa da E39, criará uma ligação permanente sob o Boknafjord e reduzirá em aproximadamente 40 minutos o percurso entre Stavanger e Bergen.
Ao conectar municípios separados pelo fiorde e levar uma rodovia a quase 400 metros abaixo do mar, como o Rogfast poderá mudar a rotina de quem vive, trabalha e transporta mercadorias pela costa oeste da Noruega?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

