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Túnel submerso colossal promete conectar dois continentes em 30 minutos e aposentar balsas de uma vez por todas com ferrovia de 60 km, 28 km sob o mar, 475 metros de profundidade e três túneis estratégicos

Túnel submerso colossal promete conectar dois continentes em 30 minutos e aposentar balsas de uma vez por todas com ferrovia de 60 km, 28 km sob o mar, 475 metros de profundidade e três túneis estratégicos

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Túnel submerso colossal promete conectar dois continentes em 30 minutos e aposentar balsas de uma vez por todas com ferrovia de 60 km, 28 km sob o mar, 475 metros de profundidade e três túneis estratégicos

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 22/07/2026 às 19:01

Atualizado em 22/07/2026 às 19:02

Construção

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Projeto ferroviário entre Espanha e Marrocos prevê uma travessia fixa sob o Estreito de Gibraltar, enquanto o Brasil avança com o túnel Santos-Guarujá, reunindo soluções distintas, cronogramas longos e a promessa de reduzir trajetos que atualmente dependem de balsas.

Uma ligação ferroviária permanente entre Espanha e Marrocos voltou ao centro dos estudos de engenharia, com a proposta de atravessar o Estreito de Gibraltar, reduzir a dependência das balsas e permitir viagens de passageiros e cargas entre Europa e África em aproximadamente 30 minutos.

Ainda em fase de estudos de prefactibilidade, o empreendimento não possui obra iniciada nem calendário definitivo de entrega, embora representantes das entidades responsáveis considerem a solução tecnicamente viável e defendam investigações adicionais sobre as condições geológicas encontradas no estreito.

Projeto prevê três túneis sob o Estreito de Gibraltar

Na configuração atualmente discutida, dois túneis ferroviários de via única receberiam trens de passageiros e mercadorias, enquanto uma galeria independente concentraria serviços, manutenção, evacuação e segurança, completando o conjunto de três estruturas subterrâneas previsto para a ligação internacional.

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Durante encontro técnico realizado em outubro de 2025, representantes da espanhola Secegsa e da marroquina SNED informaram que o traçado poderá alcançar 475 metros de profundidade máxima, com percurso ferroviário estimado em cerca de meia hora entre os dois continentes.

Também foi indicado que o terminal espanhol deverá ser instalado em Vejer de la Frontera, na província de Cádiz, mudança considerada necessária para integrar o futuro túnel às conexões ferroviárias planejadas e atender às exigências operacionais previstas para o projeto.

Como as equipes técnicas ainda avaliam o traçado, a estrutura das galerias e as condições de escavação, o desenho definitivo poderá sofrer alterações diante das grandes profundidades, das correntes marítimas e das formações geológicas complexas existentes na região.

Estudos ainda antecedem a construção da ferrovia

Mesmo com a escala internacional da proposta, o projeto ainda não está pronto para entrar em obras, pois a etapa atual busca atualizar avaliações técnicas, ambientais e econômicas retomadas após o relançamento da cooperação entre Espanha e Marrocos, ocorrido em 2023.

Antes da abertura dos túneis definitivos, engenheiros consideram indispensável construir uma galeria submarina de reconhecimento, trabalho que poderá durar entre seis e oito anos e fornecer dados sobre o terreno, reduzindo incertezas técnicas durante a futura fase de escavação.

Por esse motivo, a travessia de 30 minutos representa uma estimativa para a operação futura, e não um serviço disponível no curto prazo, enquanto financiamento, licenciamento, método construtivo e implantação continuam dependentes dos estudos conduzidos conjuntamente pelos dois países.

Hoje, o deslocamento direto entre as margens espanhola e marroquina ocorre principalmente por rotas marítimas, cenário que uma ferrovia fixa poderia alterar ao oferecer alternativa às balsas e ampliar a integração logística entre as redes europeias e africanas.

Projetada para receber trens de passageiros e de mercadorias, a infraestrutura poderá atender simultaneamente às viagens internacionais e ao transporte de cargas, desde que as redes ferroviárias localizadas nos dois lados do estreito sejam adaptadas para absorver o novo fluxo.

Túnel Santos-Guarujá avança no litoral paulista

No Brasil, o Túnel Imerso Santos-Guarujá adota uma solução diferente, voltada ao transporte urbano e à travessia do canal portuário, mas também busca substituir uma conexão dependente de balsas por uma estrutura permanente entre duas margens de intenso movimento.

Com 1,5 quilômetro de extensão, o projeto terá 870 metros formados por módulos imersos sob o canal e deverá receber veículos, transporte público, ciclistas e pedestres na ligação entre Santos e Guarujá, no litoral do estado de São Paulo.

Responsável pela proposta vencedora, a Mota-Engil Latam Portugal ganhou o leilão realizado em 5 de setembro de 2025, na B3, e assumirá a construção, a operação e a manutenção dentro de uma parceria público-privada com duração de 30 anos.

Segundo a Prefeitura de Santos, o investimento estimado chega a R$ 6,8 bilhões, com aporte público de R$ 5,1 bilhões dividido entre a União e o governo paulista, enquanto a execução das obras deverá consumir aproximadamente cinco anos.

Prevista para 2031, a entrega do novo acesso deverá reduzir para cerca de cinco minutos uma viagem que, por estrada, pode ultrapassar uma hora em períodos de tráfego intenso, substituindo a estimativa de dois minutos anteriormente associada ao empreendimento.

Além das faixas rodoviárias, a infraestrutura contará com espaço exclusivo para o Veículo Leve sobre Trilhos, ciclovia e passagem de pedestres, combinação planejada para atender deslocamentos locais sem limitar o túnel ao tráfego de automóveis.

Com a nova ligação seca, moradores de Santos e Guarujá terão uma alternativa às balsas e ao percurso rodoviário mais longo, atualmente sujeito a congestionamentos e filas durante os períodos de maior movimento na Baixada Santista.

Embora utilizem soluções construtivas distintas, os projetos de Gibraltar e do litoral paulista mostram como ligações fixas podem modificar rotas tradicionalmente atendidas por balsas, desde que estudos, financiamento e execução confirmem os benefícios previstos para passageiros e cargas.

Quando essas estruturas entrarem em operação, as balsas perderão espaço de forma significativa ou continuarão essenciais como alternativa para moradores, turistas, transportadores de cargas e cadeias logísticas que dependem das travessias marítimas entre as duas margens?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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