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Turista holandês morre após barco do Macuco Safari virar nas Cataratas do Iguaçu: passeio em família termina em tragédia e ICMBio suspende atividade náutica por três dias no Paraná

Turista holandês morre após barco do Macuco Safari virar nas Cataratas do Iguaçu: passeio em família termina em tragédia e ICMBio suspende atividade náutica por três dias no Paraná

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3 min de leitura

Turista holandês morre após barco do Macuco Safari virar nas Cataratas do Iguaçu: passeio em família termina em tragédia e ICMBio suspende atividade náutica por três dias no Paraná

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 29/07/2026 às 21:24

Atualizado em 29/07/2026 às 21:25

Acidentes

Barco do Macuco Safari tombou nas Cataratas do Iguaçu durante passeio de família holandesa. Imagem: Macuco Safari/Instagram/reprodução

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Embarcação com oito pessoas a bordo tombou durante passeio privativo contratado por família holandesa; vítima sofreu parada cardiorrespiratória e não resistiu apesar do socorro imediato

Um passeio turístico que deveria ser inesquecível terminou em tragédia nas Cataratas do Iguaçu, no Paraná. Nesta terça-feira (28), uma embarcação que realizava o tradicional passeio do Macuco Safari virou nas proximidades das quedas d’água, resultando na morte de um turista holandês. Segundo informações divulgadas pelo portal ND Mais, o acidente aconteceu durante um passeio privativo contratado por uma família de nacionalidade holandesa.

No momento do tombamento, oito pessoas estavam a bordo da embarcação: seis turistas holandeses e dois tripulantes responsáveis pela navegação, que atuavam como piloto e copiloto. Assim que os passageiros caíram na água, equipes do Corpo de Bombeiros e órgãos de emergência foram acionados e iniciaram imediatamente a operação de resgate, conforme relatado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Um dos turistas foi retirado da água em estado grave, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Apesar do socorro imediato prestado no local, a vítima teve o óbito confirmado pelas equipes médicas. Os demais passageiros receberam assistência e resgate ainda nas proximidades do incidente. Até a publicação da reportagem original, a empresa Macuco Safari não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

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Veja também

Suspensão do passeio e nota oficial do ICMBio

Em nota oficial de esclarecimento divulgada após o acidente, o ICMBio — órgão responsável pela fiscalização do contrato de concessão do Parque Nacional do Iguaçu — lamentou profundamente o falecimento do visitante e detalhou as providências administrativas e operacionais adotadas a partir de então.

De acordo com o instituto, a documentação da concessionária Ilha do Sol, responsável por operar o passeio do Macuco Safari, está totalmente regular. Ainda assim, as circunstâncias do tombamento estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, com apoio integral da equipe do órgão ambiental para a elucidação dos fatos.

Diante da gravidade do ocorrido, o ICMBio determinou a paralisação temporária das atrações náuticas na área atingida. As atividades operacionais do passeio do Macuco ficarão suspensas por três dias, a contar desta quarta-feira (29). Enquanto isso, a apuração das causas técnicas e operacionais do acidente segue sob responsabilidade dos órgãos competentes, ainda sem prazo definido para conclusão.

O que diz o setor sobre segurança no turismo de aventura

O episódio reacende o debate sobre os protocolos de segurança no turismo de aventura brasileiro — setor que, segundo especialistas, dispõe de regulamentações estruturadas justamente para mitigar riscos em passeios de ecoturismo e navegação rápida.

Em declaração ao ND Mais, Luiz Del Vigna, diretor executivo da Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), afirmou que o Brasil adota parâmetros rigorosos de controle no setor. Segundo o executivo, o país conta com um conjunto de 51 normas técnicas da ABNT voltadas exclusivamente para atividades de turismo de aventura, entre elas a ABNT ISO 21101 — norma internacional que estabelece um sistema de gestão de segurança baseado na identificação de riscos e na prevenção contínua de acidentes.

Del Vigna ressaltou, porém, que quando operado por empresas profissionais e regularizadas, o ecoturismo brasileiro costuma apresentar indicadores de segurança elevados. Por outro lado, o especialista alertou que cabe também ao consumidor adotar uma contratação consciente — verificando se a empresa contratada possui CNPJ ativo, cadastro no Cadastur do Ministério do Turismo e alinhamento com a legislação vigente antes de embarcar em qualquer passeio de aventura.

Até o momento, as apurações sobre o tombamento do barco nas Cataratas do Iguaçu seguem em andamento, sob responsabilidade das autoridades competentes.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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