O presidente do PL nacional, Valdemar Costa Neto, afirmou ao Metrópoles, nesta quinta-feira (2/7), que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sinalizou que não deve ser candidata ao Senado pelo Distrito Federal (DF).
A decisão se dá após a crise envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Michelle disse que se sentiu desrespeitada durante uma conversa por telefone sobre articulações do partido no Ceará.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, a ex-primeira-dama relatou que o imbróglio com Flávio começou no fim de 2025, visto que ela era contrária ao apoio a Ciro Gomes (PSDB) para o governo cearense. O senador pelo Rio de Janeiro, no entanto, defendia a articulação com o grupo.
Michelle diz ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado, depois que ele disse que ela deveria se afastar de decisões partidária e que, por ter ingressado recentemente na política, não teria experiência suficiente para opinar sobre as articulações do partido.
Após a repercussão, Flávio divulgou uma nota afirmando que jamais teve a intenção de ofender Michelle. O senador disse que, caso ela tenha se sentido desrespeitada, pedia desculpas, ressaltando reconhecer sua importância tanto para o PL Mulher quanto para o cuidado com Jair Bolsonaro. Ele também afirmou que sua prioridade era preservar a união da família e reduzir os desgastes públicos.
Durante encontro com lideranças femininas, Flávio fez acenos à Michelle e agradeceu à madrasta pelo trabalho à frente do PL Mulher e afirmou que as portas seguem abertas para ela.
“Respeito demais a Michelle e tenho a convicção de que vamos superar esse momento difícil porque ela sabe que o Brasil não tem condições de mais anos de PT e sabe que a única alternativa é Flávio Bolsonaro. Quero parabenizar o trabalho da Michelle Bolsonaro, porque muitas mulheres se interessaram pela política pelo trabalho dela”, disse.
Valdemar chegou a se reunir com a ex-primeira-dama e tentou apaziguar a relação com o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL), mas Michelle acabou recusando os pedidos de continuar na disputa por uma cadeira na Casa Alta.
Michelle afirmou que pretende se dedicar à saúde do marido e do bem-estar de sua filha, Laura, além de estar “cansada” da política. Ela também deixou a presidência do PL Mulher.
O partido já começou a avaliar outros nomes para substituir a esposa do ex-presidente Bolsonaro. As opções são a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e o senador Izalci Lucas (PL-DF), que pretendia concorrer para o governo do DF, mas perdeu espaço após o PL decidir apoiar a candidatura à reeleição de Celina Leão (PP).

