Viih Tube e Eliezer decidiram aproveitar a repercussão e a polêmica e anteciparam para esta quinta-feira (2/7) a estreia do 2º episódio do reality show As Patroas, protagonizado pelas funcionárias que trabalham na casa do casal. Na publicação, eles questionam a reação do público e afirmam que a proposta, na verdade, foi trazer conscientização sobre a precarização no ambiente de trabalho e criticar a escala de trabalho 6×1.
“O 2º episódio (todo lavando roupa suja) estava previsto para sair no sábado, (como anunciado anteriormente), mas devido à repercussão gigantesca (que a gente queria a atenção de vocês, mas não imaginava tudo isso) então estamos postando hoje“, escreveram na legenda.
“Tá todo mundo molhado, né? Vocês até colocaram a mão no vaso para procurar moeda. Isso que é comprometimento com o trabalho”, brincou Eliezer no começo do 2º episódio, arrancando risadas das participantes. Em seguida, ele pergunta a todas como é a rotina de trabalho e depois pergunta o que fazem com os dois dias de descanso.
“A gente espera que tenha chamado a atenção para essa situação esdrúxula que tantas pessoas vivem hoje no Brasil”, acrescentou Viih Tube. “São 103 milhões de brasileiros todos os dias pedindo melhores condições de trabalho”, completou o marido.
O primeiro episódio da atração vendeu-se como uma competição entre as 11 funcionárias da família, que disputariam premiações como folgas, prêmios em dinheiro e benefícios no ambiente de trabalho.
A primeira prova consistiu em colocá-las para encontrar moedas escondidas em móveis, vasos sanitários, lixeiras e no lago artificial da mansão. A dinâmica, na realidade, foi forjada e combinada com as participantes, que aceitaram participar do projeto social dos influenciadores.
Críticas e investigação da Justiça do Trabalho
Além das críticas dos internautas, que acreditaram que a produção era abusiva e degradante com as funcionárias, o Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo abriu um procedimento para apurar a conduta do casal de influenciadores.
A investigação do MPT-SP se deu após a deputada Ediane Maria ter entrado com uma representação contra a ex-participante do Big Brother Brasil. No documento, ela aponta que “a transformação de tarefas domésticas e da relação hierárquica de trabalho em espetáculo competitivo constitui prática que se amolda ao conceito doutrinário de assédio moral organizacional, entendido como o conjunto de condutas abusivas”.

