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11 mergulhadores de águas profundas recuperam sino, luz de navegação, bandejas de prata e binóculos do Britannic, navio irmão do Titanic que afundou há mais de 100 anos a 120 metros no Mar Egeu
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 10/08/2026 às 13:00
Atualizado em 10/08/2026 às 13:01
Ciência e Tecnologia
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Operação com 11 mergulhadores retirou sino, luz de navegação, bandejas banhadas a prata e outros objetos do Britannic, naufragado em 1916, a 120 metros de profundidade perto da ilha grega de Kea no Mar Egeu
Mais de um século após o Britannic afundar no Mar Egeu durante a Primeira Guerra Mundial, mergulhadores recuperaram pela primeira vez artefatos do Britannic. A operação ocorreu durante uma semana em maio, a 120 metros de profundidade, e retirou itens como sino, luz de navegação, bandejas banhadas a prata e binóculos.
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Artefatos do Britannic foram retirados a 120 metros de profundidade
Segundo o Ministério da Cultura da Grécia, a equipe era formada por 11 mergulhadores de águas profundas.
O trabalho enfrentou correntes marítimas e baixa visibilidade, condições que tornaram a recuperação especialmente difícil.
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O naufrágio está a cerca de 120 metros de profundidade, quase 400 pés, o que restringe o acesso a mergulhadores técnicos. A equipe utilizou equipamentos de rebreather de circuito fechado.
A operação foi organizada pelo historiador britânico Simon Mills, fundador da Britannic Foundation. Entre os objetos recuperados estavam o sino de vigia e a lâmpada de navegação do lado de bombordo.
Objetos mostram luxo e função hospitalar do navio
Também foram retiradas bandejas de primeira classe banhadas a prata, azulejos de cerâmica de um banho turco, um par de binóculos de passageiros e uma pia de porcelana utilizada nas cabines de segunda classe.
Os objetos refletem características diferentes do Britannic, construído pela White Star Line e lançado em 1914.
Embora projetado como navio de cruzeiro de luxo, ele acabou requisitado como navio-hospital durante a Primeira Guerra Mundial.
Britannic afundou em menos de uma hora em 1916
O Britannic seguia para a ilha de Lemnos quando atingiu uma mina perto da ilha de Kea, aproximadamente 75 quilômetros a sudeste de Atenas, em 21 de novembro de 1916.
Considerado o maior navio-hospital da época, afundou em menos de uma hora. Mais de 1.060 pessoas estavam a bordo e 30 morreram quando botes salva-vidas foram atingidos pelas hélices que permaneciam em funcionamento.
Peças irão para novo museu no porto de Pireu
Os artefatos do Britannic recuperados estão passando por conservação em Atenas. Depois, serão incorporados ao acervo permanente do novo Museu de Antiguidades Subaquáticas, atualmente em construção no porto de Pireu.
O espaço terá uma seção dedicada à Primeira Guerra Mundial, na qual os objetos retirados do Britannic deverão ocupar posição central.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Ministério da Cultura da Grécia, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://apnews.com/articl
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

