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129 esqueletos surgem durante obras em campo de futebol em Viena, e posição dos corpos revela enterro às pressas após confronto há quase 2 mil anos
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 31/08/2026 às 20:45
Atualizado em 31/08/2026 às 20:46
Ciência e Tecnologia
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Descoberta em outubro de 2024, vala reúne 129 esqueletos, principalmente de homens jovens, além de armas e traumas que reforçam hipótese de confronto militar perto da antiga Vindobona, na fronteira do Império Romano há milênios
Os 129 esqueletos romanos em Viena encontrados sob instalações esportivas apresentam ferimentos de armas e sinais de sepultamento apressado. Descoberta em outubro de 2024, a vala reúne principalmente homens jovens e pode conter restos de cerca de 150 pessoas mortas entre o fim do século I e o começo do século II d.C.
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Esqueletos romanos em Viena estavam sob instalações esportivas
A vala foi localizada durante obras nas instalações esportivas de Hasenleitengasse, no distrito de Simmering, em Viena, capital da Áustria.
O terreno fica próximo da antiga Vindobona, assentamento militar romano que deu origem à cidade.
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A análise arqueológica contabilizou 129 esqueletos completos ou parcialmente preservados. Ossos deslocados encontrados na área, porém, indicam que aproximadamente 150 cadáveres podem ter sido depositados no local.
Os corpos não estavam organizados conforme seria esperado em um funeral romano. Eles apareceram empilhados em camadas, com membros entrelaçados e posições diferentes, configuração associada pelos pesquisadores a um enterro realizado rapidamente depois de um confronto.
A estimativa de que as mortes ocorreram entre o final do século I e o início do século II d.C. considera tanto a datação dos restos humanos quanto os objetos recuperados durante a escavação.
Armas e ferimentos reforçam hipótese de confronto militar
Entre os objetos encontrados perto dos corpos estão fragmentos de armadura de escamas, parte de um capacete, cravos de calçados militares, um punhal e pontas de lança.
Esses materiais relacionam o conjunto ao ambiente militar romano, embora os achados disponíveis não permitam determinar a condição de todas as pessoas enterradas na vala.
Grande parte dos mortos era formada por homens entre 20 e 35 anos. Os esqueletos apresentam cortes provocados por armas de lâmina, golpes no crânio e ferimentos associados a projéteis.
Um dos exemplos mais marcantes é uma ponta de lança que permaneceu cravada no sacro de um dos indivíduos encontrados na escavação.
Pesquisadores contabilizaram traumas em pelo menos 48 pessoas. Cerca de 40% das lesões registradas estavam concentradas na pelve, conforme informações apresentadas no Congresso Internacional de Bioarqueologia Romana.
Vala registra violência na fronteira do Império Romano
Na época das mortes, o Danúbio funcionava como uma fronteira estratégica do Império Romano. A região possuía fortes, acampamentos e estradas usados para vigiar uma área sujeita a incursões e guerras.
A localização próxima de Vindobona, os equipamentos militares e a quantidade de ferimentos transformam os esqueletos romanos em Viena em um registro direto da violência enfrentada naquela região de fronteira.
Os exames dos ossos continuam sendo uma das principais fontes para reconstruir o episódio. Além da concentração de cadáveres, a vala preservou marcas físicas produzidas pelas armas durante o confronto.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Muy Interesante, da arqueologia municipal de Viena e de dados apresentados no Congresso Internacional de Bioarqueologia Romana, com dados, números e informações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://ndmais.com.br/cie
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

