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13,8 bilhões em contratos para construção de novas embarcações no Brasil — A Navalshore2026 conta com 180 expositores, soluções de IA e um mercado gigantesco

13,8 bilhões em contratos para construção de novas embarcações no Brasil — A Navalshore2026 conta com 180 expositores, soluções de IA e um mercado gigantesco

RJ

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13,8 bilhões em contratos para construção de novas embarcações no Brasil — A Navalshore2026 conta com 180 expositores, soluções de IA e um mercado gigantesco

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 19/08/2026 às 10:06

Atualizado em 19/08/2026 às 10:27

Petroleiro e tecnologias apresentadas na Navalshore 2026 representam o novo ciclo de R$ 13,8 bilhões em contratos da indústria naval brasileira

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Maior edição da história projeta receber 20 mil visitantes no Rio de Janeiro após completar 20 anos de existência

A Navalshore 2026 começou nesta terça-feira, 18 de agosto, no Expo Rio Cidade Nova, celebrando a 20ª edição da maior feira da indústria marítima da América Latina.

Durante três dias, fabricantes, estaleiros, armadores, fornecedores, investidores e representantes do poder público estarão reunidos para apresentar tecnologias, discutir os próximos investimentos e ampliar as oportunidades de negócios na indústria naval e offshore.

Esta é a maior edição da história do evento. A área de exposição cresceu 13%, passando de 3,7 mil para 4,2 mil metros quadrados. A feira reúne aproximadamente 180 expositores, mais de 650 marcas nacionais e internacionais e espera receber cerca de 20 mil visitantes.

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O crescimento acontece em um momento de retomada da construção naval brasileira. Somente no primeiro semestre de 2026, Petrobras e Transpetro assinaram R$ 13,8 bilhões em contratos destinados à construção de 45 embarcações.

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Tecnologias digitais transformam navios em plataformas inteligentes

Automação, inteligência artificial, eletrificação, conectividade, manutenção preditiva e redução de emissões estão entre os principais destaques tecnológicos apresentados na Navalshore deste ano.

As soluções expostas incluem sistemas avançados de propulsão e geração de energia, monitoramento remoto, comunicação por satélite, equipamentos de navegação, controle de máquinas, segurança cibernética e tecnologias para aumentar a eficiência das embarcações.

O ciclo de palestras também apresenta aplicações de inteligência artificial no acompanhamento de requisitos regulatórios, manutenção 4.0, sistemas de filtragem automatizados, usinagem de motores em campo e soluções para reduzir o consumo de combustível.

A transformação digital permite que armadores e operadores acompanhem o desempenho dos navios em tempo real, identifiquem problemas antes de uma falha e tomem decisões mais rápidas sobre manutenção, segurança e eficiência operacional.

Transpetro apresenta nova geração de navios smart e sustentáveis

Um dos principais destaques do primeiro dia foi a apresentação do programa Mar Aberto, da Transpetro, voltado à renovação e modernização da frota da companhia.

O programa prevê a construção de 25 novas embarcações. Parte dos navios será produzida em estaleiros brasileiros, com apoio do Fundo da Marinha Mercante, enquanto nove unidades de posicionamento dinâmico estão sendo construídas na Coreia para atender ao cronograma operacional da empresa. Apesar da construção no exterior, essas embarcações terão tripulação brasileira.

Os novos navios serão equipados com tecnologias como gêmeo digital, inteligência artificial aplicada à manutenção, telemetria e sistemas centralizados de monitoramento remoto.

O gêmeo digital permite criar uma representação virtual completa da embarcação, facilitando simulações, treinamentos, inspeções e decisões sobre manutenção ao longo de toda a vida útil do navio.

A frota também contará com sistemas de eficiência energética, propulsores otimizados, geradores de eixo e conexão à rede elétrica terrestre quando os navios estiverem atracados.

Outro avanço é a adoção de motores dual-fuel, capazes de operar com combustível marítimo tradicional ou etanol. A tecnologia oferece flexibilidade operacional e cria uma alternativa para reduzir as emissões de carbono utilizando um combustível produzido em grande escala no Brasil.

R$ 13,8 bilhões em contratos movimentam a cadeia naval

O avanço tecnológico apresentado na Navalshore está diretamente ligado ao novo ciclo de investimentos da indústria brasileira.

A construção das 45 embarcações contratadas por Petrobras e Transpetro demanda motores, sistemas de automação, equipamentos elétricos, componentes mecânicos, tintas, cabos, válvulas, serviços de engenharia, manutenção e assistência técnica.

Esse movimento cria oportunidades que vão além dos grandes estaleiros. Pequenas e médias empresas podem participar fornecendo produtos, tecnologias e serviços especializados durante a construção e ao longo de toda a operação das embarcações.

A feira também discute como ampliar o conteúdo local, fortalecer a indústria de navipeças e reduzir a dependência de componentes importados. O desafio é garantir que a retomada das encomendas se transforme em uma demanda contínua para fabricantes e prestadores de serviços brasileiros.

Rodadas aproximam fornecedores de grandes compradores

A geração de negócios ocupa posição central na programação da Navalshore 2026.

Durante os três dias do evento, a Firjan SENAI, em parceria com o Sebrae Rio, realiza a Rede de Oportunidades para Fornecedores de Óleo, Gás, Energias e Naval.

A iniciativa conecta empresas fornecedoras diretamente à Marinha do Brasil, à Transpetro, ao Estaleiro Mauá e à sul-coreana Hanwha Ocean.

No primeiro dia, as grandes organizações apresentam suas necessidades, projetos e processos de contratação. Nos dois dias seguintes, são realizadas reuniões entre as empresas demandantes e os potenciais fornecedores de bens e serviços.

A edição deste ano também utiliza a plataforma Usemol Smart, que permite aos fornecedores cadastrar seus produtos, serviços e informações comerciais em um portal de compras.

Além da rede coordenada pela Firjan, a Navalshore recebe as rodadas de investimento Invest in Brasil, organizadas pela ABEEMAR e pela ApexBrasil. O programa promove encontros individuais entre investidores internacionais e empresas brasileiras interessadas em parcerias, joint ventures, investimentos diretos e integração da cadeia de fornecimento.

Conferência debate os desafios para consolidar a retomada

A programação técnica da Navalshore 2026 também aborda os principais obstáculos para a consolidação desse novo ciclo industrial.

Entre os temas estão segurança jurídica, financiamento, conteúdo local, competitividade, reforma tributária, descomissionamento de estruturas offshore, mudanças climáticas e descarbonização do transporte marítimo.

A regulamentação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho foi um dos assuntos discutidos na abertura. O debate tratou da necessidade de estabelecer procedimentos mais claros para a consulta de povos indígenas e comunidades tradicionais afetadas por novos projetos de infraestrutura.

Também fazem parte da programação discussões sobre a renovação da frota brasileira, o papel da Marinha na proteção da Amazônia Azul, a integração da cadeia de navipeças e os impactos das mudanças climáticas sobre a navegação e os sistemas portuários.

Ao completar 20 edições, a Navalshore chega ao seu maior tamanho justamente quando a indústria naval brasileira volta a receber novas encomendas e investimentos.

Mais do que apresentar equipamentos, a feira se consolida como um espaço de articulação entre tecnologia, capital e capacidade industrial, aproximando quem demanda novas embarcações das empresas que podem fornecer as soluções necessárias para construí-las e mantê-las em operação.

A Navalshore 2026 acontece até quinta-feira, 20 de agosto, das 13h às 20h, no Expo Rio Cidade Nova, no Rio de Janeiro.

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industria navalNavalShore

Fonte

Naval shore


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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