Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

2.600 moedas de prata são encontradas em jarro medieval: 350 pertencem a variedades nunca catalogadas

2.600 moedas de prata são encontradas em jarro medieval: 350 pertencem a variedades nunca catalogadas

4 min de leitura

2.600 moedas de prata são encontradas em jarro medieval: 350 pertencem a variedades nunca catalogadas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 31/08/2026 às 18:45

Atualizado em 31/08/2026 às 18:46

Ciência e Tecnologia

Canal

Tesouro com 2.600 moedas de prata é encontrado perto de Moscou, incluindo mais de 350 variedades até então desconhecidas.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Tesouro medieval descoberto em Kolomna reúne peças cunhadas no século XV, incluindo uma rara moeda com ave em voo, e pode ter pertencido a uma pessoa rica que morreu durante uma epidemia de peste.

Arqueólogos encontraram 2.600 moedas de prata dentro de um jarro de cerâmica enterrado em Kolomna, a 114 quilômetros de Moscou. O tesouro medieval inclui mais de 350 variedades desconhecidas e pode ter pertencido a uma vítima da peste.

Moedas de prata estavam no centro histórico de Kolomna

O tesouro foi localizado em uma cova na área que atualmente forma o centro histórico de Kolomna, cidade situada a aproximadamente 71 milhas, ou 114 quilômetros, a sudeste de Moscou.

As 2.600 moedas de prata estavam guardadas em um elegante jarro de cerâmica. A descoberta foi divulgada em um comunicado do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências publicado em 26 de agosto.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O conjunto oferece novas informações sobre a produção de dinheiro no século XV. Entre as peças recuperadas, mais de 350 pertencem a variedades cunhadas em Kolomna que ainda não eram conhecidas pelos especialistas.

Durante os séculos XIV e XV, Kolomna era a segunda cidade mais importante da região. Naquele período, Moscou e as áreas ao seu redor faziam parte de um principado independente.

Tesouro reúne moedas produzidas sob dois governantes

A maior parte das moedas pertence a um tipo conhecido como denga. Essas peças começaram a ser cunhadas no fim do século XIV pelo Grão-Principado de Moscou, uma monarquia russa do fim da Idade Média.

Cada denga correspondia à metade de um kopek. No sistema monetário descrito, 100 kopeks formavam um rublo.

O tesouro é composto principalmente por moedas produzidas em Kolomna durante os governos de Vasily I e Vasily II. Ambos foram grão-príncipes de Moscou.

Vasily I governou de 1389 a 1425. Vasily II ocupou o poder entre 1425 e 1462. A presença de peças associadas aos dois períodos ajuda os especialistas a situarem o conjunto no início do século XV.

Uma das moedas que mais despertaram o interesse dos pesquisadores é uma denga extremamente rara que apresenta a figura de uma ave em pleno voo.

Segundo o Instituto de Arqueologia, essa versão foi produzida nos últimos anos do governo de Vasily I. A peça integra um conjunto que reúne exemplares raros e centenas de variedades ainda não documentadas.

Mais de 350 variedades eram desconhecidas

Entre as 2.600 moedas de prata, mais de 350 foram identificadas como variedades de Kolomna que nunca haviam sido registradas. Os especialistas agora estudam essas peças.

A quantidade de versões desconhecidas amplia as informações disponíveis sobre a cunhagem realizada na cidade durante o século XV. O conjunto também permite examinar moedas vinculadas a diferentes momentos dos governos de Vasily I e Vasily II.

O número de moedas guardadas no recipiente também levou os especialistas a avaliarem o possível perfil de seu antigo proprietário.

De acordo com o comunicado, a pessoa que enterrou o tesouro provavelmente era rica e ocupava uma posição social elevada. Entre as possibilidades mencionadas estão um funcionário de alto escalão do governo ou um comerciante extremamente bem-sucedido.

A identidade do dono, porém, não foi determinada. Também permanece incerto o motivo exato pelo qual o jarro foi colocado na cova e nunca recuperado.

Data das peças aponta possível ligação com epidemia de peste

As moedas mais recentes do tesouro foram cunhadas durante a segunda metade da década de 1420. Para os especialistas, essa data pode oferecer uma pista sobre o desaparecimento do proprietário.

Entre 1424 e 1427, uma epidemia de peste atingiu os principados russos. A proximidade entre esse período e a datação das moedas levou os pesquisadores a considerarem a possibilidade de que o dono tenha morrido durante a epidemia.

A relação com a peste, entretanto, é apresentada como uma hipótese. Não há confirmação sobre a identidade do proprietário, as circunstâncias do enterro ou o que impediu a recuperação das moedas.

O conjunto pode ter sido escondido por um nobre que posteriormente morreu em consequência da doença. O comunicado também considera outros perfis de pessoas ricas, como um alto funcionário ou um comerciante de grande sucesso.

As investigações continuam concentradas nas mais de 350 variedades inéditas produzidas em Kolomna. Além delas, a rara denga com a ave em voo está entre os exemplares de maior interesse encontrados dentro do jarro medieval.

Tags


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

Sair da versão mobile