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5 alunas brasileiras veem colega com deficiência intelectual enfrentar dificuldades na escola, criam plataforma com IA para adaptar atividades e agora disputam etapa estadual do Sebrae com chance de chegar à final em Brasília e ganhar viagem à Itália

5 alunas brasileiras veem colega com deficiência intelectual enfrentar dificuldades na escola, criam plataforma com IA para adaptar atividades e agora disputam etapa estadual do Sebrae com chance de chegar à final em Brasília e ganhar viagem à Itália

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8 min de leitura

5 alunas brasileiras veem colega com deficiência intelectual enfrentar dificuldades na escola, criam plataforma com IA para adaptar atividades e agora disputam etapa estadual do Sebrae com chance de chegar à final em Brasília e ganhar viagem à Itália

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 31/08/2026 às 18:55

Atualizado em 31/08/2026 às 18:56

Ciência e Tecnologia

Canal

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Estudantes da Escola Gomes Freire, em Teutônia, transformam dificuldade observada em sala de aula em protótipo que pretende personalizar conteúdos, apoiar professores e permitir que famílias acompanhem a evolução dos alunos por gráficos

Cinco estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Gomes Freire de Andrade, em Teutônia, no Rio Grande do Sul, observaram de perto as dificuldades enfrentadas por um colega com deficiência intelectual. Elas também perceberam o desafio dos professores para adaptar atividades às necessidades dele. Em vez de deixar o problema apenas na sala de aula, Rayssa Lisboa Rosa, Eduarda Luiza da Silva Zang, Laura Geovana Anschau, Ritchely Santos Roque e Fabiana Zanette Dolphie criaram uma proposta de plataforma digital voltada à educação inclusiva. O projeto avançou para a etapa estadual do Desafio Liga Jovem, do Sebrae, conforme informações publicadas pela Folha Popular em 26 de agosto de 2026.

A ideia é permitir que professores encontrem e adaptem conteúdos conforme o perfil de cada estudante. Além disso, o aluno poderá realizar atividades de reforço em casa. Enquanto isso, pais e responsáveis poderão acompanhar seu desenvolvimento por meio de gráficos de progresso.

Por enquanto, porém, a ferramenta ainda é um protótipo. As estudantes usaram inteligência artificial para desenvolver a primeira versão e, após avançarem na competição, conseguiram uma parceria com a EndHosting, que ajudará no desenvolvimento e na hospedagem da plataforma.

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Tudo começa quando as alunas observam um colega dentro da própria escola

A origem do projeto não veio de um problema abstrato.

As estudantes conviviam com um colega com deficiência intelectual.

Com o tempo, perceberam as dificuldades que ele enfrentava durante as atividades escolares. Ao mesmo tempo, observaram que os próprios professores precisavam encontrar formas de adaptar os conteúdos.

Foi justamente essa experiência que direcionou o grupo para a inclusão.

A ideia passou a ser criar uma ferramenta capaz de oferecer suporte tanto ao estudante quanto ao professor.

Além disso, as jovens identificaram outro problema.

Embora celulares, computadores e inteligência artificial estejam cada vez mais presentes na rotina, elas consideraram que ainda faltavam recursos tecnológicos direcionados especificamente à inclusão de pessoas com deficiência.

Assim, decidiram combinar as duas questões.

Plataforma pretende adaptar atividades conforme a necessidade de cada aluno

O projeto prevê uma plataforma destinada a estudantes com deficiência intelectual e transtornos, conforme a descrição apresentada pela professora orientadora Katucia Juliana de Souza à Folha Popular.

Na prática, a ferramenta funcionaria em mais de uma frente.

Dentro da escola, o professor poderia acessar atividades e outros recursos para adaptar o conteúdo às necessidades do aluno.

Em casa, por outro lado, o estudante encontraria exercícios de reforço.

Imagem Ilustrativa

Além disso, pais ou responsáveis poderiam acompanhar a evolução escolar.

A proposta inclui gráficos de progresso, criando uma forma visual de observar o desenvolvimento ao longo do tempo.

Portanto, a ferramenta não pretende substituir o professor.

Ela funcionaria como suporte para facilitar uma tarefa que hoje pode exigir bastante tempo: encontrar, preparar e adaptar materiais para diferentes necessidades.

Professor também ganharia ajuda para encontrar estratégias de ensino

Esse é um dos pontos centrais do projeto.

Uma atividade adequada para a maioria da turma nem sempre funciona da mesma maneira para todos os estudantes.

Por isso, professores precisam adaptar materiais, comandos e estratégias.

A plataforma pretende reunir recursos que auxiliem justamente nesse processo.

Assim, o docente poderia buscar atividades adaptadas e encontrar estratégias para trabalhar determinados conteúdos.

Ao mesmo tempo, o estudante ganharia mais autonomia para continuar praticando fora da sala.

Já a família teria uma janela para acompanhar o processo.

Essa combinação — professor, estudante e responsáveis — amplia o projeto para além de um simples banco de exercícios.

Ideia quase fica fora da própria mostra científica da escola

Curiosamente, o projeto poderia ter parado antes mesmo de chegar ao Sebrae.

As estudantes haviam desenvolvido duas propostas para a Mostra Científica da Gomes Freire.

Entretanto, o tempo disponível obrigou o grupo a escolher apenas uma delas para a exposição escolar.

A plataforma inclusiva acabou ficando de fora.

Porém, professora e estudantes não queriam abandonar a ideia.

Então, buscaram outra oportunidade.

O grupo inscreveu o projeto no Desafio Liga Jovem, competição que incentiva estudantes a desenvolver soluções criativas para problemas encontrados na escola ou na comunidade.

A decisão funcionou.

A proposta avançou na competição e chegou à etapa estadual.

Inteligência artificial ajuda estudantes a criar primeiro protótipo

Para transformar a ideia em algo visual, as estudantes recorreram à inteligência artificial.

Com a tecnologia, desenvolveram um protótipo inicial do site.

Esse detalhe importa porque mostra a IA sendo usada como ferramenta de construção.

As alunas partiram de um problema concreto, definiram uma possível solução e utilizaram a tecnologia para começar a materializá-la.

Entretanto, existe uma ressalva importante.

O site ainda não está pronto para uso como produto final.

Ele permanece em desenvolvimento.

Portanto, não seria correto afirmar que a escola já possui uma plataforma inclusiva totalmente operacional ou que sua eficácia pedagógica já foi comprovada.

Neste momento, trata-se de um protótipo em evolução.

Classificação traz parceria para transformar protótipo em plataforma funcional

Avançar na competição produziu outro resultado.

O grupo conseguiu uma parceria com a empresa EndHosting.

A companhia deverá auxiliar tanto no desenvolvimento quanto na hospedagem do site.

Assim, uma proposta inicialmente criada pelas estudantes começa a receber suporte técnico externo.

A expectativa do grupo é aprimorar o protótipo e torná-lo progressivamente mais funcional.

Essa etapa será especialmente importante.

Afinal, existe uma diferença considerável entre demonstrar uma ideia e construir uma ferramenta capaz de funcionar de maneira consistente para professores, estudantes e famílias.

Agora, o grupo começa justamente essa transição.

Família poderia acompanhar evolução do estudante por gráficos

Outra parte da proposta tenta aproximar os responsáveis do processo de aprendizagem.

O estudante poderia realizar atividades em casa.

Enquanto isso, os pais acompanhariam seu progresso por meio de gráficos.

Dessa maneira, a participação familiar não dependeria apenas de reuniões periódicas na escola.

Os responsáveis teriam uma representação do desenvolvimento do aluno ao longo das atividades.

Além disso, poderiam acompanhar mais de perto o reforço realizado fora da sala.

Novamente, porém, esses recursos fazem parte da proposta da plataforma.

A reportagem não informa que eles já estejam funcionando em uma versão final disponível ao público.

Projeto chega à etapa estadual do Desafio Liga Jovem

Agora, as cinco estudantes enfrentam uma etapa decisiva.

Em 15 de setembro de 2026, a equipe deverá apresentar o projeto de maneira online e ao vivo diante de uma banca de jurados.

A competição aumenta de nível a partir daí.

A equipe vencedora de cada banca ganha uma viagem com despesas pagas para participar de uma missão nacional em uma capital brasileira de inovação.

Depois, as equipes finalistas avançam para Brasília.

Em dezembro, os projetos selecionados serão apresentados presencialmente diante de uma banca final.

Portanto, aquilo que começou com a observação de um colega dentro de uma escola de Teutônia pode chegar a uma apresentação nacional.

Vencedores de 2026 podem ganhar viagem de até 10 dias para a Itália

A última etapa traz um prêmio ainda maior.

Segundo a Folha Popular, os vencedores da edição de 2026 do desafio ganharão uma viagem de até 10 dias para a Itália.

Ainda existe um caminho considerável até lá.

As estudantes primeiro precisam passar pela etapa estadual.

Depois, caso avancem, enfrentam as próximas fases da competição.

Por isso, não é possível dizer que a viagem já está garantida.

Entretanto, ela cria um contraste interessante com o ponto de partida da história.

Cinco estudantes começaram tentando resolver uma dificuldade que enxergavam dentro da própria sala.

Agora, essa mesma ideia pode levá-las de Teutônia a Brasília e, caso vençam a competição, até à Itália.

Projeto também tenta mudar a maneira como tecnologia entra na sala de aula

A proposta possui ainda uma segunda camada.

As estudantes querem incentivar um uso mais pedagógico da tecnologia.

Para o grupo, dispositivos digitais já ocupam grande espaço no cotidiano dos jovens. Porém, esse avanço não significa automaticamente que existam ferramentas suficientes para inclusão.

Assim, elas decidiram utilizar justamente a tecnologia para enfrentar essa lacuna percebida.

Em vez de pensar no computador ou celular apenas como ferramentas genéricas, o projeto tenta direcioná-los para uma necessidade específica.

Essa discussão também aparece em pesquisas acadêmicas recentes sobre tecnologia assistiva. Um estudo da UERN, por exemplo, aponta potencial dessas ferramentas para ampliar participação e autonomia, mas também registra desafios como acesso limitado a recursos e necessidade de maior articulação entre professores.

Portanto, tecnologia sozinha não resolve inclusão.

A forma como professores, estudantes e famílias conseguem utilizá-la continua sendo determinante.

Cinco estudantes transformam dificuldade de um colega em solução que pode ganhar escala

A sequência é simples, mas poderosa.

Primeiro, cinco alunas perceberam que um colega com deficiência intelectual encontrava dificuldades nas atividades.

Depois, observaram que professores também precisavam de apoio para adaptar conteúdos.

Então, imaginaram uma plataforma.

Usaram IA para criar um protótipo.

Mesmo sem escolher o projeto para a Mostra Científica da escola, decidiram não abandoná-lo.

Inscreveram a ideia no Sebrae.

A proposta avançou.

Depois disso, conquistaram apoio técnico para continuar desenvolvendo o site.

Agora, no dia 15 de setembro, apresentarão a solução na etapa estadual.

Caso continuem avançando, poderão chegar à final em Brasília.

E, no fim da competição, existe ainda a possibilidade de uma viagem de até 10 dias para a Itália.

No entanto, o resultado mais interessante talvez não dependa do prêmio.

O projeto nasceu porque as estudantes perceberam uma dificuldade real de alguém que estava sentado perto delas.

Em vez de apenas reconhecer o problema, tentaram construir uma ferramenta para enfrentá-lo.

Você acha que plataformas capazes de adaptar atividades deveriam estar disponíveis em todas as escolas públicas brasileiras?

Fonte

Folha Popular


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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