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50 mil satélites espelho vão parar no espaço, e pode te cegar: projeto prevê feixes de luz solar com 5 km de diâmetro e brilho de até quatro luas cheias sobre a Terra
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 28/08/2026 às 13:15
Atualizado em 28/08/2026 às 13:21
Ciência e Tecnologia
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A Reflect Orbital recebeu autorização para testar seu primeiro satélite com espelho de 18 metros quadrados e pretende formar uma constelação capaz de iluminar áreas terrestres, embora desperte preocupações sobre segurança ocular e céu noturno
A Reflect Orbital planeja levar ao espaço uma constelação de até 50 mil satélites espelho capazes de refletir luz solar para pontos específicos da Terra. O projeto prevê iluminar áreas de cinco quilômetros de diâmetro, mas também levanta preocupações relacionadas à visão humana e ao brilho do céu noturno.
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Primeiro satélite espelho terá refletor de 18 metros quadrados
A startup sediada na Califórnia recebeu aprovação da FCC, agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos, para lançar seu primeiro satélite experimental equipado com um espelho de 18 metros quadrados.
A tecnologia pretende contornar uma das limitações naturais da geração solar: a ausência de luz durante a noite.
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Os satélites funcionariam como refletores, redirecionando parte da luz do Sol para locais determinados na superfície terrestre.
No plano de maior escala, a Reflect Orbital pretende operar 50 mil satélites espelho. A constelação poderia formar um feixe de aproximadamente cinco quilômetros de diâmetro sobre uma região selecionada.
Entre as aplicações apresentadas estão o fornecimento de iluminação para usinas solares durante períodos sem luz direta e a iluminação de canteiros de obras durante a noite. Possibilidades voltadas ao setor privado também são consideradas.
Constelação poderia aumentar brilho do céu noturno
Dentro da região atingida pelo feixe, a luminosidade poderia alcançar até quatro vezes aquela registrada durante uma lua cheia, segundo as informações apresentadas sobre o projeto.
Outra preocupação envolve o espalhamento da luz pela atmosfera. Com dezenas de milhares de objetos refletindo luz solar, o sistema poderia aumentar de maneira mais ampla o brilho do céu noturno.
O tema não surgiu apenas com a Reflect Orbital. Em fevereiro de 1993, o experimento russo Znamya 2 colocou em órbita um grande espelho desenvolvido para refletir a luz solar em direção à Terra.
Naquela época, os possíveis efeitos da exposição da retina a fontes intensas de luz já eram discutidos na literatura científica, colocando o ofuscamento entre as preocupações relacionadas aos experimentos com refletores espaciais.
Reflect Orbital reconhece possibilidade de dano à retina
Um dos pontos mais sensíveis envolve a observação da luz refletida com instrumentos ópticos. A própria Reflect Orbital reconheceu que observar o sistema através de um telescópio amador de 30 centímetros poderia provocar danos irreversíveis à retina.
O risco levanta ainda questionamentos sobre situações de exposição inesperada, inclusive para pessoas no solo ou em aeronaves, caso um reflexo intenso provoque ofuscamento temporário.
Também não existe atualmente um sistema público de alerta destinado a informar antecipadamente quando um feixe desse tipo passaria sobre determinada região.
Ao conceder a autorização para o primeiro teste, a FCC determinou que questões relacionadas à segurança ocular e à proteção do céu noturno estavam fora de sua jurisdição.
Esta matéria foi elaborada exclusivamente com base no material-base fornecido, com dados, números e informações sobre a Reflect Orbital, a FCC e o experimento Znamya 2 preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://www.tempo.com/not
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

