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A crise da carne bovina nos EUA ganhou um novo capítulo: frigoríficos entram em alerta, o frango perde força e o mercado brasileiro acompanha cada movimento dos preços das proteínas
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 04/08/2026 às 14:32
Atualizado em 04/08/2026 às 14:33
Economia
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Crise da carne bovina nos Estados Unidos reduz margens dos frigoríficos, desaceleração da produção de frango amplia pressão sobre o setor e mercado brasileiro acompanha possíveis reflexos sobre preços, oferta e comércio internacional.
A crise da carne bovina nos Estados Unidos ganhou força e passou a pressionar ainda mais os maiores frigoríficos do país. Ao mesmo tempo, a desaceleração da produção de frango agravou o cenário e aumentou as dificuldades enfrentadas pelas empresas do setor.
Segundo análise divulgada pelo BTG Pactual, o aumento dos custos de produção, aliado às dificuldades operacionais, vem reduzindo as margens de lucro das companhias. Como consequência, parte desses custos não consegue ser repassada ao consumidor, comprometendo o equilíbrio da atividade.
Crise da carne bovina e retração do frango reduzem a rentabilidade dos frigoríficos
O atual cenário combina dois movimentos importantes para a indústria de proteínas dos Estados Unidos.
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De um lado, a cadeia da carne bovina enfrenta um período de forte pressão. Do outro, a produção de frango desacelerou de forma inesperada, ampliando os desafios para os frigoríficos.
Segundo o relatório do BTG Pactual, divulgado em 2026, essa combinação vem reduzindo a rentabilidade das empresas e dificultando a recuperação das margens operacionais.
Além disso, os custos de insumos permanecem elevados. Enquanto isso, dificuldades internas relacionadas à produção e à logística continuam pressionando os resultados financeiros do setor.
Crise da carne bovina nos Estados Unidos reduz margens dos frigoríficos, desaceleração da produção de frango amplia pressão sobre o setor e mercado brasileiro acompanha possíveis reflexos sobre preços. Fonte: BTG Pactual.
Tyson Foods aparece entre as empresas mais afetadas
Entre as companhias mais expostas ao atual momento está a Tyson Foods, considerada uma das maiores processadoras de proteína animal do mundo.
De acordo com o estudo do BTG Pactual, a divisão de frango da empresa atravessa um ciclo de deterioração operacional que amplia as dificuldades financeiras da companhia.
Além disso, as margens continuam comprimidas. Paralelamente, os custos de produção seguem elevados, enquanto desafios relacionados à escala operacional e à logística dificultam uma recuperação mais rápida.
Segundo o relatório, a melhora da rentabilidade depende, principalmente, de uma recuperação dos preços da carne bovina. Entretanto, ainda não existe previsão para a estabilização do mercado norte-americano.
Crise da carne bovina nos Estados Unidos reduz margens dos frigoríficos, desaceleração da produção de frango amplia pressão sobre o setor e mercado brasileiro acompanha possíveis reflexos sobre preços. Fonte: BTG Pactual.
Mercado brasileiro acompanha possíveis impactos
Embora o problema esteja concentrado nos Estados Unidos, o cenário também desperta atenção entre especialistas brasileiros.
Isso acontece porque os Estados Unidos participam de forma relevante do comércio internacional de carne bovina e de frango. Dessa forma, mudanças nas exportações podem influenciar a formação dos preços em diferentes mercados.
Além disso, caso os custos logísticos e as tarifas permaneçam elevados, os preços das proteínas poderão subir ao longo da cadeia de abastecimento.
Ao mesmo tempo, oscilações cambiais ou restrições logísticas poderão reduzir a oferta disponível e aumentar a pressão sobre determinados segmentos do mercado brasileiro.
Crise da carne bovina nos Estados Unidos reduz margens dos frigoríficos, desaceleração da produção de frango amplia pressão sobre o setor e mercado brasileiro acompanha possíveis reflexos sobre preços. Fonte: BTG Pactual.
Oferta de carne também pode sofrer alterações
Os possíveis impactos não envolvem apenas os preços.
Caso ocorram reduções nos embarques norte-americanos, acompanhadas pelo aumento dos custos de transporte, o volume importado poderá diminuir.
Nesse cenário, supermercados e distribuidores poderão buscar novos fornecedores ou renegociar contratos para preservar o abastecimento.
Como consequência, algumas redes poderão registrar menor variedade de produtos ou episódios pontuais de desabastecimento.
Ao mesmo tempo, lojistas poderão revisar suas margens para reduzir perdas, refletindo esses ajustes no preço final pago pelo consumidor.
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Caio Aviz
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Mercado intensifica monitoramento dos indicadores
Enquanto o cenário permanece indefinido, instituições financeiras e agentes do mercado ampliam o acompanhamento dos principais indicadores da cadeia global de proteínas.
Entre os fatores monitorados estão:
- Custo dos insumos;
- Taxa de câmbio;
- Demanda global por proteínas;
- Volumes de produção;
- Estoques disponíveis;
- Custos logísticos;
- Exportações das empresas norte-americanas.
Segundo o BTG Pactual, esses indicadores são fundamentais para orientar projeções de curto e médio prazo.
Além disso, no Brasil, políticas comerciais e acordos bilaterais poderão ser revisados para equilibrar oferta e demanda durante esse período de instabilidade.
Crise da carne bovina nos Estados Unidos reduz margens dos frigoríficos, desaceleração da produção de frango amplia pressão sobre o setor e mercado brasileiro acompanha possíveis reflexos sobre preços. Fonte: BTG Pactual.
Cenário segue sendo acompanhado pelo mercado internacional
Enquanto frigoríficos buscam recuperar suas margens, o mercado continuará acompanhando a evolução dos custos, da logística e da demanda mundial por proteínas.
Caso a pressão persista nos próximos meses, os efeitos poderão alcançar diferentes mercados importadores, influenciando tanto a oferta quanto a formação dos preços internacionais da carne bovina e do frango.
E você, acredita que a crise enfrentada pelos frigoríficos dos Estados Unidos pode influenciar os preços da carne e o abastecimento no Brasil nos próximos meses? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

