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A mega baleia de 3 metros e 600 kg que tinha pernas e caminhava em terra há 43 milhões de anos e seus fósseis foram encontrados no meio do deserto do Egito, onde antes existiam águas rasas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 29/08/2026 às 11:36
Atualizado em 29/08/2026 às 11:46
Ciência e Tecnologia
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Com cerca de 3 metros e 600 quilos, a Phiomicetus anubis conseguia caminhar em terra e nadar em águas rasas, revelando uma etapa decisiva da transformação dos ancestrais terrestres nas baleias modernas na história evolutiva
A Phiomicetus anubis, uma baleia pré-histórica de aproximadamente 3 metros e 600 quilos, viveu há cerca de 43 milhões de anos na região hoje ocupada pelo deserto do Egito. Com quatro membros funcionais, o animal conseguia circular em terra e nadar, registrando uma fase da transição evolutiva das baleias.
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Phiomicetus anubis: baleia viveu onde hoje existe deserto
A presença de fósseis de baleias no Deserto Ocidental do Egito está ligada às grandes transformações ocorridas na região ao longo de milhões de anos.
Há aproximadamente 43 milhões de anos, durante o período Eoceno, a área da Depressão de Fayum era coberta por águas rasas, formando um ambiente muito diferente do cenário árido existente atualmente.
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Mudanças no nível dos mares e movimentos da crosta terrestre fizeram esse antigo ambiente marinho desaparecer gradualmente.
O resultado foi a transformação da região onde animais aquáticos viveram em uma área desértica.
É nesse contexto que fósseis como os da Phiomicetus anubis ajudam a reconstruir tanto as mudanças ambientais quanto uma etapa importante da evolução das baleias.
Baleia de quatro pernas conseguia andar fora da água
Ao contrário das baleias modernas, a Phiomicetus anubis apresentava quatro membros funcionais. Essa característica permitia que o animal se locomovesse fora da água, enquanto seu corpo também apresentava adaptações para nadar em águas rasas.
A espécie combinava, portanto, características encontradas em mamíferos terrestres com adaptações associadas aos grandes predadores marinhos.
Seu fóssil também revelou uma mandíbula forte e dentes adaptados à captura de presas. A espécie provavelmente se alimentava de peixes e de outros animais encontrados em ambientes costeiros.
Wadi al-Hitan preserva milhares de fósseis de baleias
O Wadi al-Hitan, conhecido como Vale das Baleias, é um dos locais paleontológicos mais importantes associados à história evolutiva desses mamíferos.
A região conserva milhares de fósseis de baleias antigas, incluindo exemplares de espécies que ainda possuíam patas.
Esse conjunto registra uma fase em que ancestrais das baleias apresentavam estruturas para locomoção terrestre enquanto desenvolviam características cada vez mais adequadas à vida na água.
Fósseis mostram transformação gradual das baleias
Os registros da Phiomicetus anubis ajudam a mostrar que a passagem dos ancestrais terrestres para as baleias modernas ocorreu gradualmente.
Durante essa transformação, diferentes adaptações surgiram até que esses animais perdessem completamente as pernas e adquirissem o formato corporal observado nas baleias atuais.
Os fósseis encontrados no Egito preservam justamente etapas dessa mudança, permitindo acompanhar a passagem de mamíferos capazes de caminhar em terra para animais adaptados à vida nos oceanos.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações presentes no material-base fornecido, com dados, números e características preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://catracalivre.com.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

