Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

A NASA premiou com ouro inédito oito estudantes brasileiros que encararam 240 competidores, viraram 48 horas seguidas desenhando nave, moradia espacial e custos de uma colônia flutuante em Vênus e deixaram China e Inglaterra para trás

A NASA premiou com ouro inédito oito estudantes brasileiros que encararam 240 competidores, viraram 48 horas seguidas desenhando nave, moradia espacial e custos de uma colônia flutuante em Vênus e deixaram China e Inglaterra para trás

7 min de leitura

A NASA premiou com ouro inédito oito estudantes brasileiros que encararam 240 competidores, viraram 48 horas seguidas desenhando nave, moradia espacial e custos de uma colônia flutuante em Vênus e deixaram China e Inglaterra para trás

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 17/08/2026 às 20:12

Atualizado em 17/08/2026 às 20:13

Ciência e Tecnologia

Canal

Oito estudantes brasileiros do Colégio Bandeirantes venceram torneio apoiado pela NASA com colônia flutuante em Vênus projetada em 48 horas; feito é inédito

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Os estudantes brasileiros do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, formam a equipe Astrabrazil, primeira do país a chegar à fase final da International Space Settlement Design Competition, e venceram nos Estados Unidos com o projeto que também previa transformar a fosfina da atmosfera venusiana em materiais tecnológicos para a colônia

Oito estudantes brasileiros de ensino médio do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, conquistaram a medalha de ouro na International Space Settlement Design Competition, torneio de engenharia aeroespacial apoiado pela NASA, na edição de 2026. O feito é inédito: foi a primeira vez que uma equipe do Brasil chegou à fase final da competição, disputada nos Estados Unidos, e o time paulistano, batizado de Astrabrazil, saiu de lá direto com o título máximo. As informações são do Diário do Comércio, em reportagem de Alan da Silva publicada em 16 de agosto de 2026.

Na prova decisiva, os oito alunos tiveram apenas 48 horas para desenhar um projeto completo de turismo espacial, com a concepção da nave, a estrutura habitacional e a estimativa de custos da operação, tudo ancorado na ideia central que o grupo defende desde o início da competição: uma colônia flutuante na atmosfera de Vênus, o vizinho escaldante da Terra. A Astrabrazil disputou a final contra outras três equipes formadas por estudantes de nacionalidades como África do Sul, China e Inglaterra, num universo de cerca de 240 participantes reunidos pela edição do torneio.

Final nos Estados Unidos coroou um feito inédito do país

Oito estudantes brasileiros do Colégio Bandeirantes venceram torneio apoiado pela NASA com colônia flutuante em Vênus projetada em 48 horas; feito é inédito

Na lista dos campeões estão Catharina Mercaldi, Davi Rothenberg, Gustavo Luz, Luiza Dell Amore, Rafael Mayo, Juliana de Oliveira Frota, Guilherme Hadid e Eduardo Taliberti Salvio, todos do Colégio Bandeirantes, uma das escolas mais tradicionais de São Paulo. O grupo de ensino médio carrega agora um marco que nenhuma geração anterior de competidores do país alcançou: nenhum time brasileiro havia sequer chegado à fase final do torneio antes deles, e a estreia na decisão já terminou com o ouro na mala de volta para São Paulo. A reportagem descreve o resultado como um marco da participação nacional nesse tipo de torneio de engenharia aeroespacial voltado a estudantes.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Faz a conta do tamanho do funil que os oito atravessaram: entre cerca de 240 participantes da competição, cada vaga brasileira na final representava um estudante do país para cada grupo de 30 concorrentes, e o time ainda saiu na frente de todas as outras equipes na decisão. A vitória em solo americano, num torneio apoiado pela agência espacial mais famosa do mundo, coloca o nome da escola paulistana e dos oito alunos no radar de um setor em que o Brasil raramente aparece no lugar mais alto do pódio internacional.

Maratona de 48 horas exigiu nave, moradia e planilha de custos

Na fase final da competição, o desafio lançado às quatro equipes classificadas foi montar, em apenas 48 horas corridas, um projeto de turismo espacial de ponta a ponta. Pensa no aperto desse relógio: um fim de semana inteiro, praticamente sem pausa, para conceber a nave que levaria os visitantes, desenhar a estrutura habitacional que os receberia e ainda fechar a estimativa de custos que tornaria o plano defensável diante dos avaliadores.

A exigência da planilha ao lado do desenho é o que separa o torneio de um concurso de imaginação: não basta sonhar a colônia, é preciso dizer quanto ela custa, como se sustenta e o que a mantém funcionando, o mesmo tipo de conta que trava projetos espaciais reais mundo afora, das agências governamentais às empresas privadas que hoje disputam o mercado de voos comerciais. Na decisão, a Astrabrazil mediu forças com mais três equipes multinacionais, reunindo estudantes de países como África do Sul, China e Inglaterra, e levou a melhor sobre todas.

Projeto V02 aposta na colônia flutuante e na fosfina de Vênus

No conceito original do grupo, batizado de V02, a colônia flutuante na atmosfera venusiana vinha acompanhada de um sistema industrial desenhado para converter a fosfina presente no ambiente em materiais tecnológicos, dando à estação flutuante uma função produtiva e econômica além da simples habitação dos moradores. Na fase final, a mudança de foco para o turismo espacial obrigou o time a adaptar o próprio projeto sob pressão, exigência que a reportagem descreve como um teste extra de criatividade e de cooperação, porque a colônia industrial pensada em casa precisou virar destino turístico defensável em plena maratona de 48 horas.

A escolha do endereço tem lastro na ciência de verdade: a própria NASA já estudou plataformas flutuantes na atmosfera de Vênus no conceito HAVOC, desenvolvido pelo centro de pesquisa Langley, porque nas camadas altas venusianas as condições de temperatura e pressão são bem menos extremas que na superfície do planeta, onde o calor derreteria equipamentos e o peso da atmosfera esmagaria estruturas comuns. A fosfina, por sua vez, ganhou fama em 2020, quando uma equipe internacional liderada pela astrônoma Jane Greaves anunciou indícios do gás na atmosfera venusiana, achado que virou um dos debates mais quentes da astronomia recente, com grupos confirmando e contestando a detecção desde então, e que os estudantes transformaram em matéria-prima conceitual do próprio projeto.

Cooperação internacional entrou na prova junto com a engenharia

No formato da fase final, a engenharia dividiu espaço com um desafio que planilha nenhuma resolve: trabalhar em ambiente colaborativo com estudantes de outras nacionalidades, superando diferenças culturais e de idioma no meio da corrida contra o relógio. A reportagem do Diário do Comércio destaca que a equipe brasileira mostrou capacidade de articulação e de integração de conhecimentos nesse cenário de pressão, costurando o próprio projeto em inglês, sob pressão de prazo e ao lado de gente criada em sistemas de ensino completamente diferentes dos brasileiros.

Para adolescentes de ensino médio, a prova de convivência vale tanto quanto a de cálculo: o torneio simula exatamente o ambiente das agências e empresas espaciais reais, onde nenhum projeto sai do papel sem times multinacionais se entendendo em prazos apertados. O ouro da Astrabrazil, nesse sentido, mede duas competências ao mesmo tempo, a técnica que desenha a colônia flutuante e a humana que segura o grupo unido e produtivo nas 48 horas decisivas da prova.

Vitória vira vitrine para a nova geração aeroespacial do país

Na avaliação registrada pela reportagem, a conquista nos Estados Unidos reforça a capacidade dos jovens do Brasil em competições internacionais de alto nível e serve de inspiração direta para outras gerações de estudantes brasileiros interessadas na área aeroespacial, um campo em que o país forma talentos de sobra nas escolas e universidades, mas ainda briga por espaço nas grandes estruturas globais do setor espacial.

O caminho dos oito do Bandeirantes deixa um mapa concreto para quem vem atrás: torneios estudantis apoiados por agências como a NASA existem, aceitam equipes brasileiras de escola e acabam de provar que dá para sair deles com o lugar mais alto do pódio, mesmo estreando na fase final da disputa. A medalha de 2026 transforma a Astrabrazil na referência nacional da competição apoiada pela NASA, e a régua para as próximas turmas do país já nasce no ponto máximo possível da tabela.

Ouro inédito fecha a conta de 48 horas em Vênus

A campanha vitoriosa dos estudantes brasileiros na International Space Settlement Design Competition de 2026 fecha com todos os números do feito na mesa: oito alunos do Colégio Bandeirantes, cerca de 240 participantes no torneio, quatro equipes na final americana, 48 horas de prova, uma colônia flutuante na atmosfera de Vênus com nave, moradia e custos calculados, e a primeira medalha de ouro do Brasil numa decisão que o país nunca havia alcançado. Catharina, Davi, Gustavo, Luiza, Rafael, Juliana, Guilherme e Eduardo voltam para a sala de aula do Bandeirantes com o título inédito no currículo, e a fosfina de Vênus segue esperando a geração que transforme o projeto vencedor em realidade um dia, quem sabe com algum dos oito no comando.

E para você, ver adolescentes brasileiros vencendo um torneio apoiado pela NASA muda a imagem que o país tem do próprio potencial científico? Conte nos comentários se você apostaria numa colônia flutuante em Vênus, como os oito campeões, ou se o seu palpite para o futuro da humanidade no espaço continua firme em Marte ou na Lua.

Tags

estudantes brasileiros


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

Sair da versão mobile