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Acre ainda não registrou processo de assédio eleitoral em 2026

Acre ainda não registrou processo de assédio eleitoral em 2026

O Acre está entre os três estados brasileiros que, até a última atualização do levantamento, não registraram processos relacionados a assédio eleitoral na Justiça do Trabalho em 2026. O dado consta de levantamento citado pelo jornal O Globo com base em informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Além do Acre, não foram registrados processos nos tribunais da 14ª Região, que abrange Acre e Rondônia, nem nos tribunais das 19ª e 22ª Regiões, correspondentes a Alagoas e Piauí, respectivamente.

O levantamento mostra que o cenário do Acre é diferente do registrado em outras partes do país. Segundo os dados, as denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) estão disseminadas pela maioria dos estados brasileiros. Em 2026, apenas Mato Grosso do Sul e Paraíba não haviam registrado denúncias no MPT até o período analisado.

O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são pressionados ou constrangidos por empregadores ou superiores a votar em determinado candidato, apoiar uma candidatura ou participar de atividades políticas como condição relacionada ao vínculo de trabalho.

No país, o MPT recebeu 119 denúncias entre janeiro e julho de 2026. O número representa alta de 16,4% em relação às 102 denúncias registradas no mesmo período de 2024, quando ocorreram as eleições municipais. Em 2022, foram apenas oito denúncias no mesmo intervalo.

Apesar de não haver processos registrados na Justiça do Trabalho envolvendo o Acre em 2026, o estado integra a área de atuação do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, responsável também por Rondônia.

O levantamento também aponta que, desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 776 processos relacionados a assédio eleitoral. A prática ganhou maior visibilidade a partir das eleições de 2022 e passou a receber uma classificação específica no sistema da Justiça do Trabalho em 2023.

O MPT destaca que o fenômeno pode assumir diferentes formatos, incluindo pressão presencial, ameaças, exigência de participação em eventos políticos e utilização de redes sociais para tentar influenciar a escolha dos trabalhadores.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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