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“Acre precisa de representantes com experiência na gestão”, diz Pedro Pascoal

“Acre precisa de representantes com experiência na gestão”, diz Pedro Pascoal

Foto: Jardy Lopes/ac24horas

O médico e pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, Pedro Pascoal, afirmou nesta quinta-feira, 06, que pretende levar para Brasília a experiência acumulada na gestão pública e na área da saúde caso seja eleito em 2026. Em entrevista durante a Expoacre, ele destacou ações realizadas enquanto esteve à frente da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), defendeu a ampliação da regionalização dos serviços e criticou o que chamou de falta de resultados práticos por parte dos parlamentares.

Durante a entrevista, Pedro também abordou os impactos do período de calor intenso no Acre e orientou a população sobre cuidados durante a realização de eventos com grande concentração de pessoas, como a Expoacre. Segundo ele, a hidratação e a prevenção são fundamentais para evitar problemas de saúde em períodos de altas temperaturas.

“É importantíssimo que as pessoas se mantenham hidratadas, se alimentem bem antes de vir e, no momento das bebedeiras, vamos com calma. Aproveitem, mas façam esse equilíbrio entre beber um pouco de bebida alcoólica e também se hidratar”, afirmou.

O médico também chamou atenção para a necessidade de responsabilidade de quem consome bebidas alcoólicas durante eventos. Ele reforçou que a população deve evitar dirigir após beber e priorizar alternativas como transporte por aplicativo.

Foto: Jardy Lopes/ac24horas

“Quem for vir para a festa, quem vier curtir, que deixe a bebida um pouco de lado se estiver dirigindo. Se for beber, seja consciente, pegue um Uber, porque a sua vida e a vida de terceiros é que a gente tem que cuidar”, declarou.

Ao comentar sua pré-candidatura, Pedro Pascoal afirmou que sua principal diferença em relação a outros nomes que disputarão uma vaga na Câmara Federal é apresentar resultados da passagem pela gestão pública.

“É importante falar que muitos candidatos vão vir e colocar propostas, propostas que muitas vezes acabam não tendo nenhum tipo de resultado entregue para a sociedade. Nós colocamos o nosso nome sim, tendo em vista que fizemos muitas coisas, temos resultados para serem explorados”, disse.

Entre os resultados citados pelo pré-candidato estão mais de 45 mil cirurgias realizadas, avanços na regionalização da saúde, implantação de serviços como cateterismo no Juruá e ampliação do atendimento oncológico fora da capital.

Segundo ele, pacientes com câncer passaram a ter diagnóstico e tratamento em Cruzeiro do Sul, reduzindo a necessidade de deslocamento para Rio Branco.

“Centros cirúrgicos que estavam fechados há mais de 30 anos hoje foram reativados, alcançando números recordes de cirurgias, inclusive reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Não é número nosso”, afirmou.

Apesar dos avanços citados, Pedro disse que ainda existem desafios e afirmou que algumas ações deixaram de avançar por questões políticas.

Um dos principais pontos defendidos pelo pré-candidato é a regionalização dos serviços de saúde. Ele afirmou que o modelo aplicado no Hospital Regional do Juruá deveria ser expandido para outras regiões do Acre, especialmente o Alto Acre.

Pedro citou como exemplo a proposta de implantação de uma estrutura regional em Brasileia, que, segundo ele, não avançou por falta de decisão política.

“Nós tínhamos ainda como projeto para entregar a regionalização de Brasileia. Nós tivemos essa ação vetada porque diziam que não era o momento, não queriam se indispor com profissionais, não queriam enfrentar uma crise, mas não pensaram no paciente que estava morrendo em Brasileia, esperando dias para ser transferido para a capital”, declarou.

Segundo ele, a ideia não seria terceirizar a saúde, mas repetir um modelo que já apresentou resultados em Cruzeiro do Sul.

“Ninguém ia contratualizar empresas de fora, entregar a saúde para terceirização. Não. Nós íamos replicar o que já vinha dando certo, que já era conhecido pela população acreana, e entregar uma saúde melhor no Alto Acre”, afirmou.

Pedro defendeu que a descentralização é necessária diante das características geográficas do Estado, que possui municípios isolados e dificuldades de deslocamento em determinados períodos do ano.

Durante a entrevista, o pré-candidato também fez críticas ao papel da atual bancada federal do Acre e afirmou que a atuação dos parlamentares não deve ser medida apenas pelo envio de recursos por meio de emendas.

Foto: Jardy Lopes/ac24horas

Segundo Pedro, o papel de um deputado federal vai além da destinação de verbas e deve envolver a criação de leis que tenham impacto direto na vida da população. “Os parlamentares atuais batem no peito, colocam a televisão em todos os estados e municípios dizendo que destinaram R$ 20 milhões, R$ 30 milhões, R$ 50 milhões. Isso não é nenhum mérito, isso é obrigação. Destinar emenda é obrigação, trazer recurso para o Estado é obrigação”, afirmou.

Para ele, o debate deve ser sobre quais mudanças legais foram produzidas para beneficiar diretamente os moradores dos municípios acreanos. “Quais foram as leis que eles criaram que impactam diretamente o morador de Manoel Urbano, de Assis Brasil, de Jordão, de Marechal Thaumaturgo? Quais foram as leis criadas que beneficiam diretamente aqueles que precisam de saúde, principalmente os que estão isolados?”, questionou.

Pedro Pascoal afirmou que pretende usar sua experiência no Executivo para atuar no Legislativo. “Temos resultados, sabemos de onde vem o recurso, como ele deve ser aplicado e temos muitas propostas para conseguir desburocratizar e entregar uma política boa para a população”, concluiu.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

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