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Açúcar na infância pode aumentar o risco de demência e Alzheimer décadas depois, revela estudo com mais de 64 mil pessoas; entenda por que os primeiros 1.000 dias são decisivos

Açúcar na infância pode aumentar o risco de demência e Alzheimer décadas depois, revela estudo com mais de 64 mil pessoas; entenda por que os primeiros 1.000 dias são decisivos

4 min de leitura

Açúcar na infância pode aumentar o risco de demência e Alzheimer décadas depois, revela estudo com mais de 64 mil pessoas; entenda por que os primeiros 1.000 dias são decisivos

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 03/08/2026 às 17:09

Curiosidades

Imagem ilustrativa representa a saúde cerebral e a memória durante o envelhecimento. Estudo publicado na revista Neurology aponta que a menor exposição ao açúcar nos primeiros 1.000 dias de vida esteve associada a menor risco de demência e Alzheimer.

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Pesquisa publicada na revista Neurology aponta que a redução do consumo de açúcar durante a gestação e os primeiros anos de vida esteve associada a menor risco de demência, Alzheimer e melhores indicadores de saúde cerebral na fase adulta.

O consumo elevado de açúcar na infância pode influenciar a saúde do cérebro muitos anos depois. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista científica Neurology, da Academia Americana de Neurologia, em 29 de julho de 2026.

A pesquisa analisou 64.737 pessoas e identificou que a restrição do consumo de açúcar durante os primeiros 1.000 dias de vida esteve associada a um menor risco de demência, redução da ocorrência da doença de Alzheimer e melhores indicadores de saúde cerebral na idade adulta.

Pesquisa aproveitou o fim do racionamento de açúcar no Reino Unido

Para investigar os efeitos do açúcar no desenvolvimento do cérebro, os pesquisadores utilizaram um período histórico ocorrido após a Segunda Guerra Mundial.

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Em setembro de 1953, o racionamento de açúcar no Reino Unido foi encerrado, permitindo comparar pessoas que passaram os primeiros anos de vida sob restrição com aquelas que nasceram após o fim da medida.

Os participantes foram divididos conforme o período em que permaneceram expostos ao racionamento durante a gestação e a primeira infância.

Ao todo, 40.963 pessoas passaram por algum período de restrição ao açúcar.

Por outro lado, 23.774 participantes não tiveram essa exposição.

Além disso, a idade média dos voluntários era de 54,6 anos, enquanto 56,4% eram mulheres.

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Caio Aviz

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Consumo reduzido de açúcar foi associado a menor risco de demência

Os pesquisadores verificaram que pessoas expostas ao racionamento durante a gestação e o primeiro ano de vida apresentaram 21% menos risco de desenvolver demência por todas as causas.

Além disso, nesse mesmo grupo, o risco de desenvolver doença de Alzheimer foi 23% menor.

Já entre aqueles expostos ao racionamento durante a gestação e entre 1 e 2 anos de idade, o risco de demência foi 23% menor.

Nesse grupo, o risco de Alzheimer apresentou redução de 28%, segundo os resultados publicados na Neurology.

Doenças também começaram mais tarde entre os participantes

Além da redução do risco, os cientistas observaram que a manifestação das doenças ocorreu mais tarde entre as pessoas expostas à restrição do açúcar.

Os resultados mostraram atraso médio de:

Para identificar os casos, foram utilizados registros de saúde vinculados à CID-10 (Classificação Internacional de Doenças).

Além disso, parte dos participantes realizou exames de ressonância magnética cerebral e testes de desempenho cognitivo.

Ilustração representa a relação entre o envelhecimento do cérebro e o risco de demência, tema abordado em estudo que investigou os efeitos do consumo de açúcar nos primeiros 1.000 dias de vida sobre a saúde cerebral na idade adulta.

Saúde cerebral apresentou indicadores mais favoráveis

Além dos resultados relacionados à demência, o estudo encontrou associações entre a restrição do açúcar e melhores características estruturais do cérebro.

Os pesquisadores identificaram:

Esses indicadores foram considerados compatíveis com uma melhor saúde cerebral na idade adulta.

Diabetes e hipertensão também foram avaliados

Durante a análise, os pesquisadores consideraram fatores como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e outros riscos competitivos.

Segundo o estudo, o desenvolvimento conjunto dessas doenças explicou 25,5% da associação observada entre a restrição ao açúcar no início da vida e os resultados relacionados à demência.

Estudo reforça importância dos primeiros 1.000 dias de vida

Os autores concluíram que a menor exposição ao açúcar durante a gestação e os primeiros anos de vida esteve associada a:

Segundo os pesquisadores, os resultados apoiam a redução do consumo de açúcar nos primeiros anos de vida como uma estratégia potencial para a prevenção da demência.

E você, acredita que reduzir o consumo de açúcar nos primeiros anos de vida pode fazer diferença na saúde do cérebro e ajudar a prevenir doenças como demência e Alzheimer no futuro? Compartilhe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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