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Adeus gasolina: Can-Am inova e surge com uma das primeiras motos elétricas da marca, que entrega 47 cv, 72 Nm, vai de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e alcança 160 km de autonomia
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 20/08/2026 às 18:21
Atualizado em 20/08/2026 às 18:22
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Desempenho elevado, autonomia urbana, bateria integrada e recarga rápida colocam a Can-Am Pulse entre as motocicletas elétricas mais interessantes da nova geração, enquanto transmissão direta, regeneração de energia e recursos eletrônicos aproximam sua proposta da rotina de quem utiliza motos convencionais.
A Can-Am Pulse leva a eletrificação ao segmento das motocicletas naked ao combinar desempenho elevado, bateria integrada ao chassi e soluções voltadas ao uso urbano, enquanto preserva dimensões e posição de pilotagem próximas às encontradas em uma moto de rua de porte médio.
Movida pelo sistema Rotax E-Power, a motocicleta entrega cerca de 47 cv de potência máxima, 72 Nm de torque e acelera de zero a 100 km/h em 3,8 segundos, enquanto a autonomia urbana divulgada pela fabricante chega a 160 quilômetros por carga.
Ao lado da Origin, a Pulse integra a primeira leva de motocicletas elétricas da Can-Am e foi desenvolvida para deslocamentos diários, agilidade e condução sem embreagem, substituindo motor a combustão, tanque e câmbio convencional por um sistema elétrico de transmissão direta.
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Can-Am Pulse entrega 47 cv e 72 Nm de torque
Segundo a ficha técnica oficial da Can-Am para a Pulse 2026, o motor Rotax E-Power utiliza refrigeração líquida e trabalha com 35 kW de potência máxima, equivalentes a cerca de 47 cv, além de manter 20 kW de potência contínua.
Disponível desde zero até 4.600 rpm, o pico de 72 Nm contribui para respostas imediatas ao acelerador e dispensa trocas de marcha, enquanto o conjunto leva a moto aos 100 km/h em 3,8 segundos e sustenta velocidade máxima de 129 km/h.
Bateria de 8,9 kWh integra a arquitetura elétrica
No centro da arquitetura aparece uma bateria de íons de lítio de 8,9 kWh integrada à motocicleta, acompanhada por um sistema de gerenciamento térmico que utiliza refrigeração líquida na bateria, no motor, no inversor e também no carregador embarcado.
Essa solução busca manter os principais componentes elétricos dentro das condições previstas de funcionamento durante o uso e a recarga, ao mesmo tempo em que concentra boa parte do sistema de propulsão na região central e elimina a necessidade de um tanque de combustível convencional.
Autonomia urbana chega a 160 quilômetros
Para uso urbano, a Can-Am informa autonomia de até 160 quilômetros, enquanto o ciclo combinado WMTC estabelece referência de 130 quilômetros e a fabricante declara 89 quilômetros quando a motocicleta mantém 80 km/h de forma sustentada.
As diferenças entre essas medições mostram como velocidade e tipo de percurso interferem diretamente na distância percorrida por carga, já que trajetos urbanos favorecem desacelerações frequentes, enquanto velocidades mantidas elevam a demanda de energia ao longo do deslocamento.
Nas reduções de velocidade, a Pulse utiliza regeneração ativa e passiva para auxiliar na desaceleração e devolver parte da energia à bateria, modificando ao mesmo tempo a sensação percebida pelo motociclista quando o acelerador é reduzido durante a condução.
Recarga de 20% a 80% leva 50 minutos
Quando há acesso a um carregador de nível 2, de 240 volts, a bateria pode passar de 20% a 80% em 50 minutos e completar a carga em uma hora e meia, segundo os tempos divulgados pela própria Can-Am.
Já em nível 1, de 120 volts, o intervalo sobe para três horas e dez minutos entre 20% e 80%, enquanto uma recarga completa exige cinco horas e quinze minutos, diferença diretamente relacionada à menor potência disponível nesse tipo de alimentação.
Transmissão direta elimina embreagem e trocas de marcha
Em vez de uma caixa de marchas convencional, a Can-Am adota transmissão direta sem embreagem e envia a força à roda traseira por uma corrente silenciosa instalada em compartimento fechado com lubrificação, acompanhada por tensionador automático para manter o ajuste do componente.
Outra solução pouco comum em motocicletas tradicionais é a função de marcha a ré, que movimenta a Pulse para trás em baixa velocidade e facilita manobras de estacionamento ou saídas de vagas, especialmente diante do peso em ordem de marcha declarado de 177 quilos.
Suspensão e freios seguem proposta de uma naked urbana
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Na dianteira, a ciclística utiliza garfo invertido KYB de 41 milímetros com 140 milímetros de curso, enquanto a traseira recebe amortecedor Sachs de tubo duplo, também com 140 milímetros de curso e possibilidade de ajuste de pré-carga.
Para a frenagem, a Pulse combina disco dianteiro de 320 milímetros com pinça flutuante de dois pistões e disco traseiro de 240 milímetros com pinça de um pistão, formando um conjunto alinhado à proposta de uma naked voltada ao asfalto.
As rodas de 17 polegadas recebem pneus Dunlop Sportmax GPR-300 nas medidas 110/70 na frente e 150/60 atrás, enquanto a distância entre-eixos de 1.412 milímetros, o assento a 784 milímetros e a altura livre de 146 milímetros definem suas proporções.
Modos de condução e controle de tração ampliam eletrônica
No pacote eletrônico, quatro modos de condução — Normal, Eco, Rain e Sport+ — modificam a resposta da motocicleta conforme a situação, enquanto ABS e controle de tração atuam como recursos de segurança e a regeneração oferece outra camada de ajuste.
Reunidas no painel, as principais informações aparecem em uma tela sensível ao toque de 10,25 polegadas com BRP Connect e Apple CarPlay, enquanto iluminação de LED, porta USB em compartimento frontal e pontos LinQ ampliam as possibilidades de conectividade e uso cotidiano.
Sem o tanque de combustível convencional e com a bateria integrada à estrutura, a Pulse concentra os componentes elétricos na região central, enquanto o braço oscilante traseiro unilateral deixa parte da roda exposta e reforça a aparência de naked tecnológica adotada pelo modelo.
Garantia da bateria chega a cinco anos
Além do desempenho, a ficha técnica prevê garantia de dois anos para a motocicleta, enquanto a Can-Am informa cobertura de cinco anos ou 50 mil quilômetros para a bateria, prevalecendo o limite atingido primeiro entre prazo e quilometragem.
Para quem pretende adotar uma moto elétrica no uso diário, autonomia e tempo de carga passam a dividir espaço com potência e torque na decisão, já que os 160 quilômetros urbanos e os 130 quilômetros no ciclo combinado representam cenários diferentes de utilização.
A combinação de 47 cv, 72 Nm e aceleração de zero a 100 km/h em 3,8 segundos coloca a Pulse acima de uma solução restrita a pequenos trajetos de baixa velocidade, enquanto a bateria de 8,9 kWh sustenta sua proposta urbana.
Com até 160 quilômetros de autonomia urbana, recarga de 20% a 80% em 50 minutos e desempenho de zero a 100 km/h em 3,8 segundos, a Can-Am Pulse teria espaço na rotina de quem depende de uma motocicleta a gasolina para seus deslocamentos?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

