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Adolescente que entrou no powerlifting por acaso e ergueu 107 kg após apenas dois meses de treino chega a 152,5 kg no Brasil, supera em 12,5 kg sua melhor marca documentada de 2025 e alcança o maior levantamento de sua carreira em quatro anos na modalidade

Adolescente que entrou no powerlifting por acaso e ergueu 107 kg após apenas dois meses de treino chega a 152,5 kg no Brasil, supera em 12,5 kg sua melhor marca documentada de 2025 e alcança o maior levantamento de sua carreira em quatro anos na modalidade

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Adolescente que entrou no powerlifting por acaso e ergueu 107 kg após apenas dois meses de treino chega a 152,5 kg no Brasil, supera em 12,5 kg sua melhor marca documentada de 2025 e alcança o maior levantamento de sua carreira em quatro anos na modalidade

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 21/08/2026 às 18:18

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Convite casual para acompanhar um treino abriu caminho para uma trajetória de força marcada por evolução rápida, competições nacionais e experiências internacionais. Quatro anos depois, a jovem catarinense acumula resultados expressivos no powerlifting e registra o maior levantamento de sua carreira enquanto ainda disputa a categoria sub-júnior.

Um convite de uma amiga para acompanhar um treino colocou Melissa Gomes Moreira no caminho do powerlifting e iniciou uma evolução que, quatro anos depois, levou a catarinense a erguer 152,5 kg no levantamento terra, sua maior carga registrada até agora em competição.

Além de representar o ponto mais alto da carreira na prova, o resultado supera em 12,5 kg os 140 kg registrados em sua melhor apresentação documentada de 2025, ampliando uma progressão que começou quando a atleta ainda dava os primeiros passos no esporte.

Conhecida como Mel, a jovem entrou na modalidade ainda na infância e começou a competir poucos meses depois do primeiro contato, transformando uma experiência inicialmente casual em uma rotina esportiva que, pouco tempo depois, passaria a incluir campeonatos nacionais e internacionais.

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Segundo o ge, apenas dois meses separaram o início da preparação de sua estreia, ocasião em que Melissa conseguiu 107 kg no levantamento terra e estabeleceu o primeiro marco de uma trajetória que continuaria avançando à medida que ganhava experiência competitiva.

Melissa Moreira começou no powerlifting após um convite casual

A aproximação com o esporte aconteceu sem planejamento prévio, quando Melissa acompanhou uma amiga até um treino na casa da treinadora Ana Rosa, atleta de destaque no powerlifting brasileiro e integrante do Hall da Fama da International Powerlifting Federation.

Aquilo que começou apenas como uma visita acabou incorporado à rotina da catarinense, que passou a aprender os fundamentos técnicos dos três movimentos da modalidade e, gradualmente, encontrou espaço para transformar força, disciplina e treinamento em resultados competitivos.

Dentro do powerlifting, os atletas disputam agachamento, supino e levantamento terra, realizando três tentativas em cada movimento, enquanto a soma dos melhores resultados válidos determina o total obtido por cada competidor ao longo da prova.

Peso corporal, faixa etária e categoria também influenciam a formação das disputas, razão pela qual a evolução de Melissa precisa ser observada não apenas pelas cargas levantadas, mas pelo estágio da carreira em que cada resultado foi conquistado.

Foi justamente no levantamento terra que a adolescente apresentou uma das progressões mais expressivas, saindo de pouco mais de 100 kg nas primeiras competições para cargas cada vez maiores conforme acumulava técnica, experiência e participação em eventos oficiais.

Levantamento terra chegou a 140 kg em competição estadual

No Campeonato Catarinense de Powerlifting realizado em outubro de 2025, dentro do calendário da Confederação Brasileira de Levantamentos Básicos, Melissa disputou a categoria sub-júnior até 76 kg e apresentou resultados relevantes nos três movimentos da competição.

Naquele evento, a atleta registrou 126 kg no agachamento, 57,5 kg no supino e 140 kg no levantamento terra, combinação que resultou em um total de 323,5 kg e colocou a carga do terra como sua melhor marca documentada daquele ano.

A referência de 140 kg ganhou importância meses depois, quando Melissa alcançou 152,5 kg, avançando 12,5 kg sobre o desempenho catarinense e ficando também 22,5 kg acima dos 130 kg que havia registrado anteriormente em uma competição nacional.

Esse salto ocorreu enquanto a jovem ainda competia na categoria sub-júnior, destinada aos atletas mais novos da modalidade, fator que acrescenta contexto à progressão registrada durante uma fase em que desenvolvimento físico, adaptação técnica e experiência competitiva ainda estão em construção.

Aos 16 anos, Melissa também passou a ocupar uma posição incomum no cenário internacional ao se tornar a única brasileira de sua categoria inscrita para representar o país no Campeonato Mundial da modalidade, ampliando o alcance de uma carreira iniciada poucos anos antes.

De acordo com o ge, a convocação para o Mundial veio após quatro anos de preparação, período em que a catarinense já havia acumulado experiência fora do Brasil com participações e medalhas em dois Campeonatos Sul-Americanos e em um Campeonato Pan-Americano.

Evolução levou Melissa dos 107 kg aos 152,5 kg

Quando os resultados são observados em sequência, a evolução aparece de forma ainda mais evidente, já que Melissa iniciou a trajetória competitiva acima dos 100 kg, alcançou 130 kg em competição nacional, avançou para 140 kg e depois atingiu 152,5 kg.

Essa progressão não ficou restrita ao levantamento terra, pois as competições completas de powerlifting exigem desenvolvimento equilibrado entre agachamento, supino e terra, três movimentos que precisam contribuir para a soma final obtida por cada atleta na plataforma.

No Catarinense de 2025, por exemplo, os 126 kg registrados no agachamento representaram uma carga próxima ao dobro do peso corporal apresentado na competição, indicando que o avanço esportivo da jovem também ocorreu em movimentos além daquele que concentra sua maior marca.

Cada tentativa, porém, precisa obedecer a critérios técnicos específicos, o que torna os números de competição diferentes de marcas obtidas apenas em treinamento e exige que o atleta complete cada movimento dentro dos comandos e padrões definidos pela arbitragem.

No agachamento, é necessário atingir a profundidade exigida antes de retornar à posição ereta; no supino, a barra deve ser controlada conforme os comandos dos árbitros; já no terra, a carga precisa sair do chão até a posição final regulamentar.

Esse conjunto de exigências ajuda a explicar por que os resultados oficiais possuem peso específico na trajetória competitiva, uma vez que somente tentativas consideradas válidas pelos árbitros entram nos registros e compõem o desempenho reconhecido dentro de cada campeonato.

Competições internacionais ampliaram a experiência da catarinense

Desde os primeiros eventos, Melissa passou a conviver com esse ambiente competitivo ainda muito jovem, conciliando a rotina comum da adolescência com sessões frequentes de preparação voltadas não apenas à força máxima, mas também à técnica e à escolha estratégica das cargas.

A experiência internacional ampliou esse processo, colocando a catarinense diante de atletas de outros países antes mesmo da convocação para o Mundial e oferecendo contato com plataformas maiores, arbitragem padronizada e competições disputadas sob regras reconhecidas internacionalmente.

No Campeonato Pan-Americano de 2025, realizado nas Ilhas Cayman, a brasileira competiu na categoria sub-júnior e terminou com 130 kg como melhor levantamento terra válido, resultado que antecedeu novos avanços registrados durante a sequência daquela temporada.

Meses mais tarde, depois de passar também pelo Sul-Americano, Melissa encerrou a temporada nacional com os 140 kg alcançados no Campeonato Catarinense, estabelecendo a marca que posteriormente seria superada quando a jovem chegou aos 152,5 kg.

A comparação com o início da carreira dimensiona ainda melhor o avanço: dos 107 kg registrados poucos meses após começar a treinar até os atuais 152,5 kg, a diferença ultrapassa 45 kg no levantamento terra em um intervalo de quatro anos.

Além da evolução das cargas, a oportunidade de representar o Brasil em um Mundial acrescentou uma nova dimensão à trajetória, levando a adolescente a um estágio competitivo reservado a atletas que conseguem transformar resultados regionais e nacionais em participação internacional.

Trajetória no powerlifting ganhou dimensão internacional

O caminho percorrido pela catarinense começou com um convite sem grandes pretensões, mas rapidamente passou a envolver treinamento estruturado, campeonatos oficiais e uma sequência de resultados que ampliou sua presença dentro do powerlifting brasileiro ao longo dos últimos anos.

Ainda na categoria sub-júnior e com quatro anos de experiência, Melissa já acumulou participações estaduais, nacionais, sul-americanas e pan-americanas, enquanto continua elevando as próprias marcas e construindo uma trajetória competitiva cada vez mais ligada ao cenário internacional.

Nesse percurso, os 152,5 kg passaram a representar o maior levantamento da carreira no terra, estabelecendo uma nova referência esportiva para uma atleta que começou competindo com 107 kg e, ainda adolescente, já levou sua evolução para além das competições nacionais.

Se Melissa saiu de 107 kg após poucos meses de treino e já chegou a 152,5 kg ainda na adolescência, qual poderá ser o próximo peso alcançado pela brasileira nas competições internacionais?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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