Candidato assegurou que fará cumprir lei estadual que proíbe a nomeação de condenados por violência doméstica e crimes sexuais
“Agressor de mulher não pode ocupar cargo público.” A afirmação foi feita pelo candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos), na noite desta terça-feira, 25, durante a sabatina “O Acre que Queremos”, promovida pela TV Rio Branco.
O encontro reuniu também os candidatos Mailza Assis (Progressistas), Tião Bocalom (PSDB) e Thor Dantas (PSB), que responderam a perguntas sobre propostas, prioridades e metas para o Estado.
Durante a sabatina, Alan defendeu o cumprimento da Lei Estadual nº 4.577/2025, que proíbe a nomeação, para cargos públicos, administrativos e políticos, de pessoas condenadas definitivamente por violência doméstica e familiar ou por crimes contra a dignidade sexual.
“Agressor de mulher não pode ocupar cargo público. Essa lei precisa ser aplicada. Em nosso governo, ela será obedecida e executada, porque nós vamos enfrentar a violência contra a mulher”, afirmou.
Para Alan, o enfrentamento à violência contra a mulher também exige rigor nas nomeações para cargos públicos. Segundo ele, o governo deve aplicar a lei e impedir que pessoas condenadas definitivamente por violência doméstica ou crimes sexuais integrem seus quadros.
O plano de governo apresentado pelo candidato prevê ainda o fortalecimento da rede de proteção nas regionais, com ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, dos Centros de Referência, das Casas Abrigo e da Patrulha Maria da Penha. As propostas incluem atendimento virtual, qualificação profissional, acesso ao crédito e políticas de autonomia econômica para ajudar as vítimas a romper o ciclo de violência.
Além da proteção às mulheres, Alan defendeu uma relação independente e republicana entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa. Segundo ele, o diálogo institucional será necessário tanto para aprovar projetos importantes quanto para garantir a fiscalização dos atos do Executivo.
“Todo governo precisa construir um relacionamento republicano e institucional com a Assembleia Legislativa, respeitando uma oposição que ajude o governo a identificar seus erros e melhorar suas condutas”, declarou.
SAÚDE MAIS PERTO DAS FAMÍLIAS
Na saúde, Alan voltou a defender a regionalização dos atendimentos, com fortalecimento das unidades do interior, organização das filas, ampliação da telemedicina e melhor aproveitamento da estrutura existente para a realização de consultas, exames e cirurgias.
A proposta busca reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para Rio Branco e garantir atendimento mais próximo de casa. Entre as medidas estruturantes está a implantação, por etapas, de um Hospital Metropolitano, integrado a uma rede estadual organizada para atender às demandas de cada regional.
APOIO A QUEM PRODUZ
Outro ponto destacado foi o fortalecimento da economia acreana. Alan defendeu assistência técnica, acesso ao crédito, ramais em condições permanentes de tráfego e estímulo à agroindustrialização, para que a produção gere mais renda e empregos dentro do próprio Estado.
Na avaliação do candidato, o Acre não precisa escolher entre produzir e preservar. O caminho passa pelo uso responsável das áreas já abertas, pela recuperação de áreas degradadas e pela agregação de valor aos produtos acreanos.
Agricultura familiar, cooperativismo, bioeconomia e abertura de novos mercados fazem parte da estratégia apresentada para gerar oportunidades e permitir que mais famílias vivam com dignidade a partir do próprio trabalho.
SEGURANÇA E OPORTUNIDADES
Na segurança pública, Alan defendeu a integração das forças policiais, o enfrentamento às organizações criminosas e o fortalecimento da atuação do Estado nas áreas rurais e de fronteira.
Para a juventude, apresentou como prioridade a qualificação profissional e a aproximação entre educação e mercado de trabalho. A proposta é criar condições para que os jovens possam estudar, trabalhar, empreender e construir suas vidas no Acre, sem serem obrigados a buscar oportunidades fora do Estado.
GESTÃO COM METAS E TRANSPARÊNCIA
A gestão pública também ocupou espaço nas respostas. Alan defendeu metas anuais, acompanhamento público dos resultados, revisão de gastos e uma estrutura permanente para preparar projetos e buscar recursos nacionais e internacionais.
A proposta inclui a criação de um escritório técnico para organizar projetos, custos, licenciamentos e fontes de financiamento. O objetivo é aumentar a capacidade de investimento do governo e evitar que o Acre perca recursos por falta de planejamento.
Alan sustentou que responsabilidade fiscal não significa abandonar serviços ou compromissos sociais. Significa fazer com que o dinheiro público se transforme em atendimento, obras, segurança e oportunidades na vida das pessoas.
Sem concentrar sua participação em ataques pessoais, o candidato fez um contraponto entre a continuidade administrativa e a abertura de um novo ciclo. Apresentou-se como uma alternativa que reúne renovação, experiência parlamentar, capacidade de articulação e conhecimento dos municípios acreanos.
Nas considerações finais, Alan reforçou que governar o Acre exigirá diálogo com os municípios, transparência, uma equipe preparada e disposição para enfrentar problemas que permanecem sem solução.
O candidato encerrou sua participação defendendo um governo que leve saúde às regionais, apoie quem produz, proteja as famílias, enfrente a violência contra as mulheres e devolva aos jovens a confiança de que é possível crescer e permanecer no Acre. Um projeto para transformar planejamento em entrega, recurso em resultado e esperança em oportunidade.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

