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Agricultor muda a cara da couve-flor no Paraná: prepara 9 hectares, planta versões roxas, amarelas e verdes, usa tecnologia de Israel e vende pelo mesmo preço da tradicional

Agricultor muda a cara da couve-flor no Paraná: prepara 9 hectares, planta versões roxas, amarelas e verdes, usa tecnologia de Israel e vende pelo mesmo preço da tradicional

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Agricultor muda a cara da couve-flor no Paraná: prepara 9 hectares, planta versões roxas, amarelas e verdes, usa tecnologia de Israel e vende pelo mesmo preço da tradicional

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 19/08/2026 às 17:02

Atualizado em 19/08/2026 às 17:03

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Couves-flores roxas, amarelas, verdes e brancas ilustram a diversidade de variedades cultivadas na produção de Luiz Kimura, em Cascavel.

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Couves-flores naturalmente roxas, amarelas e verdes ganham espaço em propriedade de Cascavel e transformam uma hortaliça tradicional em atração durante o inverno.

Uma produção de aproximadamente nove hectares em Cascavel, no oeste do Paraná, passou a chamar atenção pelas cores pouco comuns encontradas entre as hortaliças.

O agricultor Luiz Kimura cultiva couves-flores roxas, amarelas e verdes, além da conhecida variedade branca.

Parte da produção segue para a Feira do Pequeno Produtor de Cascavel, onde as diferentes tonalidades despertam curiosidade entre os consumidores.

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As cores não são resultado de tinta, corantes ou alterações realizadas depois da colheita.

A pigmentação aparece naturalmente nas próprias variedades cultivadas pelo produtor.

A propriedade também mantém rúcula, alface, temperos e outras hortaliças.

Durante o inverno, a couve-flor ganha maior protagonismo na lavoura.

As informações sobre a produção foram divulgadas em 16 de agosto de 2026 pelo g1 Paraná e pelo Caminhos do Campo, da RPC.

Couves-flores roxas, amarelas, verdes e brancas aparecem organizadas em caixas de madeira, representando a diversidade cultivada por Luiz Kimura em Cascavel.

Mudança após a pandemia levou agricultor a testar alimentos de outras cores

A experiência começou depois das mudanças provocadas pela pandemia da Covid-19.

Luiz passou a observar a própria produção de outra maneira e decidiu experimentar variedades diferentes das encontradas normalmente no mercado.

As primeiras experiências foram realizadas com cenouras de cores diferentes da tradicional versão laranja.

O resultado incentivou o agricultor a ampliar a ideia para outras culturas.

A couve-flor apareceu posteriormente como uma nova possibilidade.

Variedades naturalmente roxas, amarelas e verdes passaram, então, a dividir espaço com as cabeças brancas.

A mudança também permitiu oferecer ao consumidor produtos conhecidos com características visuais diferentes.

Luiz afirma que busca unir diversidade, aparência e características nutricionais dentro da produção.

Pigmentos naturais explicam as cores das couves-flores

As diferentes tonalidades estão relacionadas aos pigmentos encontrados naturalmente nas variedades cultivadas.

A couve-flor roxa apresenta pigmentação associada às antocianinas, substâncias pertencentes ao grupo dos flavonoides.

Luiz compara essa tonalidade àquela encontrada em alimentos como uva roxa e beterraba.

As variedades amarelas e alaranjadas, por outro lado, estão relacionadas ao betacaroteno.

Esse pigmento também aparece naturalmente em alimentos amarelos, alaranjados e avermelhados.

O organismo pode transformar o betacaroteno em vitamina A.

A presença desses compostos não significa automaticamente que uma variedade seja superior às demais.

A principal diferença está na diversidade de cores, pigmentos e determinadas características de composição.

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Tecnologia de Israel entra na produção dos nove hectares

A diversificação das hortaliças também veio acompanhada de investimentos na estrutura utilizada por Luiz.

O agricultor instalou uma tela de proteção de origem israelense para melhorar as condições da produção.

A tecnologia auxilia no manejo enquanto diferentes variedades continuam sendo cultivadas e testadas na propriedade.

O investimento, entretanto, não transformou as couves-flores coloridas em produtos mais caros.

Luiz mantém o mesmo preço aplicado às variedades tradicionais.

A estratégia coloca as versões roxas, amarelas e verdes diretamente ao lado das couves-flores brancas.

O consumidor pode escolher pela aparência, curiosidade, composição ou simplesmente pela vontade de colocar algo diferente no prato.

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Viviane Alves

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Couve-flor colorida vira atração na Feira do Pequeno Produtor

A diferença aparece de maneira evidente nas bancas da Feira do Pequeno Produtor de Cascavel.

Grandes estruturas roxas, verdes e amarelas dividem espaço com alimentos encontrados normalmente pelos consumidores.

A aparência permite criar pratos visualmente diferentes sem a necessidade de adicionar corantes às hortaliças.

Luiz encontrou, dessa maneira, outra possibilidade de diversificar sua produção depois das experiências realizadas com cenouras coloridas.

Roxas, amarelas, verdes ou brancas, as couves-flores continuam pertencendo à mesma família de vegetais.

Variedades, pigmentação e determinadas características da composição representam as principais diferenças.

Nos aproximadamente nove hectares cultivados pelo agricultor paranaense, essa diversidade encontrou espaço principalmente durante o inverno.

A experiência também mudou a relação de Luiz com aquilo que produz.

Para o agricultor, oferecer produtos diferentes e buscar características nutricionais distintas representa parte do seu vínculo com a profissão.

Diversidade transforma hortaliça tradicional em destaque da produção

A couve-flor branca continua presente na propriedade, porém agora divide espaço com variedades que chamam atenção antes mesmo do consumo.

A experiência iniciada após a pandemia encontrou nas cores uma maneira de apresentar alimentos tradicionais sob uma aparência inesperada.

As couves-flores roxas, amarelas e verdes chegam à feira pelo mesmo preço das tradicionais, apesar das diferenças visuais e dos investimentos realizados.

A produção mostra como variedades diferentes podem transformar uma hortaliça cotidiana em um dos destaques sazonais de uma propriedade.

Na Feira do Pequeno Produtor de Cascavel, a experiência começa pelos olhos.

As cores naturais das couves-flores de Luiz Kimura acabam despertando curiosidade antes mesmo de elas chegarem ao prato.

O que mais chamaria sua atenção na hora da compra: uma couve-flor roxa, amarela, verde ou a tradicional branca? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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