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Aluguel pago, viagens e um salário de até R$ 40 mil: o dia a dia uma babá de luxo em Dubai

Aluguel pago, viagens e um salário de até R$ 40 mil: o dia a dia uma babá de luxo em Dubai

5 min de leitura

Aluguel pago, viagens e um salário de até R$ 40 mil: o dia a dia uma babá de luxo em Dubai

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 03/08/2026 às 00:39

Curiosidades

Descubra como Sihem Guedih se tornou uma babá de luxo em Dubai e as experiências que moldaram sua carreira ao longo dos anos.

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Aos 34 anos, Sihem Guedih transforma 17 anos de experiência com crianças em uma carreira internacional, com salário de até € 7 mil líquidos, viagens frequentes, despesas cobertas e apartamento pago pelo empregador em Dubai

Aos 34 anos, Sihem Guedih trabalha como babá de luxo em Dubai, organiza atividades e viagens para crianças de famílias internacionais e afirma que a remuneração pode chegar a € 7 mil líquidos mensais.

Babá de luxo começou a trabalhar com crianças aos 17 anos

O jornal francês lefigaro mostrou que Sihem Guedih trabalha com crianças há 17 anos. Sua trajetória começou quando obteve o BAFA, certificado de aptidão para atuar como monitora, e passou a trabalhar em centros de lazer e colônias de férias.

“Percebi rapidamente que nunca me senti como se estivesse trabalhando: estar com crianças é o que eu realmente amo”, afirmou.

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Com o passar dos anos, ela se afastou gradualmente do setor público. Segundo Sihem, algumas situações encontradas nesse período contrariavam suas convicções sobre o cuidado e o respeito às necessidades das crianças.

Ela afirma ter presenciado circunstâncias que considerava maus-tratos ou falta de atenção. Em sua avaliação, necessidades financeiras estavam sendo colocadas acima do bem-estar infantil, condição que a levou a procurar outro caminho profissional.

Sihem administrou clubes infantis durante sete anos. Parte dessa experiência foi adquirida no palácio Terre Blanche, perto de Fayence, na região francesa de Var, além de hotéis de prestígio, principalmente em Saint Barthélemy.

Durante esses trabalhos, os pais começaram a procurá-la para acompanhar seus filhos também durante as férias. A confiança das famílias abriu espaço para viagens a destinos como Ibiza, Nova York, Paris e Marrocos.

Atualmente, Sihem mora em Dubai. Ela foi contratada pela agência Nanny Prestige para trabalhar com uma família internacional.

Entrevista com a família durou apenas nove minutos

O primeiro encontro entre Sihem e a família para a qual trabalha atualmente durou nove minutos. Segundo a babá, os pais fizeram poucas perguntas e observaram principalmente sua personalidade e sua maneira de se relacionar.

“Eles não me fizeram muitas perguntas. Acho que estavam mais observando minha personalidade”, relatou.

A família procurava uma profissional carinhosa e capaz de se dedicar à criança. A experiência acumulada, as referências profissionais, a fluência em inglês e as certificações em educação infantil contribuíram para sua contratação.

O treinamento em primeiros socorros também foi considerado durante a escolha. Nesse mercado, de acordo com a experiência relatada por Sihem, a confiança ocupa uma posição tão importante quanto as qualificações apresentadas pela profissional.

Rotina inclui culinária, esportes e passeios culturais

O trabalho não se limita a supervisionar uma criança durante um horário comercial. Sihem monta a programação diária conforme as necessidades e a rotina da família.

As atividades podem incluir culinária, pintura, experiências sensoriais, esportes, leitura, apoio acadêmico e passeios culturais. A babá também conversa com os pais e oferece orientações relacionadas ao desenvolvimento da criança.

Sihem define essa participação como uma forma de “coparentalidade”, embora destaque que a profissional precisa reconhecer os limites de sua função dentro da residência.

“Nosso papel é apoiar o desenvolvimento da criança e ajudá-la a progredir. Estamos no centro da família, mas não fazemos parte dela”, afirmou.

Para ela, uma babá precisa ser discreta, apresentável, profissional e educada. Também deve conhecer o espaço que ocupa na dinâmica familiar, mesmo quando participa diariamente da criação e da rotina dos filhos.

As viagens são frequentes, e os horários podem mudar de acordo com os compromissos dos empregadores. Sihem tem um dia de folga por semana, período que considera essencial para conseguir permanecer no trabalho.

“Somos os olhos e as mãos dos pais”, declarou. Apesar da responsabilidade assumida, ela afirma que nenhuma profissional consegue substituir a presença dos próprios pais.

“Seja caviar ou batata frita, a criança simplesmente precisa ser alimentada e amada”, disse Sihem.

Salário pode chegar a € 7 mil líquidos mensais

Segundo Sihem, uma babá de alto padrão responsável por uma criança geralmente recebe entre € 3.500 e € 5.000 líquidos por mês.

Ao cuidar de duas crianças, a remuneração pode chegar a € 4.500. No caso de três crianças, o salário pode variar entre € 6.000 e € 7.000, dependendo da experiência, das responsabilidades e das expectativas da família.

Além do salário, os empregadores podem cobrir refeições, seguro-saúde, passagens aéreas e outras despesas relacionadas às viagens. O pacote citado por Sihem também inclui cinco semanas de férias.

No caso dela, a família paga integralmente um apartamento. Algumas famílias ainda oferecem ingressos para eventos esportivos ou apresentações de ópera, como forma de ajudar a profissional a construir uma rotina fora do expediente.

Distância da família é uma das dificuldades da profissão

Os benefícios são acompanhados por renúncias pessoais. Trabalhar em outro país significa permanecer longe da família, do ambiente conhecido e de acontecimentos como aniversários e nascimentos.

Sihem afirma que as passagens compradas permitem retornar para casa, mas não eliminam a incerteza provocada pela distância. Uma das preocupações é perder um familiar sem conseguir estar presente.

Outro momento difícil ocorre quando chega a hora de deixar uma criança acompanhada durante vários anos. Ao encerrar seu trabalho anterior em Nova York, Sihem conta que chorou durante quatro dias.

Apesar das dificuldades, ela diz não se arrepender da escolha profissional. Para Sihem, a permanência nessa carreira depende do compromisso com as crianças, e não apenas dos benefícios oferecidos pelas famílias.

“Se você está buscando apenas prestígio ou glamour, não funciona a longo prazo”, afirmou.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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