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Alunos do ensino fundamental estudam resíduo gerado na produção de carvão e descobrem caminho para transformá-lo em bioinsumo sustentável para plantações
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 13/08/2026 às 10:21
Atualizado em 13/08/2026 às 10:25
Ciência e Tecnologia
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Pesquisa da EBM Santa Inês, em São Lourenço do Oeste, avalia o extrato pirolenhoso como possível bioinsumo para cultivos agrícolas e foi selecionada na categoria Júnior da feira científica.
Um líquido formado a partir da fumaça liberada durante a produção de carvão vegetal virou objeto de pesquisa de estudantes de uma escola municipal de Santa Catarina. O trabalho foi selecionado para a fase presencial da FIciências 2026 e investiga seu potencial de aplicação na agricultura.
O projeto se chama “Avaliação do extrato pirolenhoso como bioinsumo sustentável em cultivos agrícolas” e está ligado à Escola Básica Municipal Santa Inês, de São Lourenço do Oeste, no Oeste catarinense.
Projeto catarinense aparece entre os selecionados da FIciências
Na relação oficial de projetos selecionados pela FIciências 2026, o trabalho aparece na posição 72 da categoria Júnior, representando Santa Catarina e enquadrado na área de Ciências Agrárias.
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A seleção coloca a pesquisa entre os trabalhos convocados para apresentação presencial. A participação, entretanto, ainda depende de uma etapa administrativa.
Segundo o cronograma da própria organização, os finalistas devem confirmar presença entre 21 de agosto e 10 de setembro de 2026. A lista dos projetos confirmados em primeira chamada está prevista para 15 de setembro.
A pesquisa já aparecia anteriormente entre os finalistas da XI Feira Brasileira de Iniciação Científica. No registro oficial da FEBIC 2026, o projeto está associado à Escola Básica Municipal Santa Inês, enquanto a lista oficial de classificados identifica São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina, como sua origem.
Mas o que é o extrato pirolenhoso?
O material estudado pelos alunos está diretamente ligado à produção de carvão vegetal. Durante a carbonização da madeira, fumaça, vapores e gases são liberados. Quando parte desse material é resfriada e condensada, forma-se o chamado extrato pirolenhoso.
A Embrapa Clima Temperado possui uma Circular Técnica específica sobre a coleta e produção desse extrato para uso agrícola. O documento explica que o método de obtenção interfere diretamente na composição e na qualidade do produto.
A temperatura é um dos pontos críticos. A Embrapa recomenda cuidados durante a queima porque temperaturas acima das indicadas podem favorecer a formação de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, compostos tóxicos que tornam o produto inadequado para utilização.
Depois da coleta, a orientação técnica prevê ainda um período de quatro a seis meses de repouso, necessário para estabilização da solução e decantação de partículas sólidas.
Pesquisa avalia potencial, não uma solução já comprovada
O uso da expressão “bioinsumo sustentável” no título do trabalho descreve justamente aquilo que está sendo investigado. A seleção para as feiras científicas não significa que os estudantes já tenham comprovado que o extrato substitui fertilizantes ou outros insumos agrícolas.
Também não há, nos três documentos utilizados, resultados quantitativos do experimento da EBM Santa Inês sobre produtividade, economia, controle de pragas ou redução do uso de produtos convencionais.
O fato confirmado é que os estudantes estão avaliando o extrato pirolenhoso em cultivos agrícolas e que essa proposta avançou em duas feiras científicas em 2026, chegando agora à relação oficial de selecionados da categoria Júnior da FIciências.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

