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ANTAQ seleciona a J Cruz para operar por cinco anos a travessia Manaus–Careiro após vistoriar oito embarcações, com tarifa proposta de R$ 30,67 por veículo-equivalente e pagamento via PIX

ANTAQ seleciona a J Cruz para operar por cinco anos a travessia Manaus–Careiro após vistoriar oito embarcações, com tarifa proposta de R$ 30,67 por veículo-equivalente e pagamento via PIX

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ANTAQ seleciona a J Cruz para operar por cinco anos a travessia Manaus–Careiro após vistoriar oito embarcações, com tarifa proposta de R$ 30,67 por veículo-equivalente e pagamento via PIX

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 29/08/2026 às 23:47

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A travessia Manaus–Careiro deverá ser operada pela J Cruz durante cinco anos, com pelo menos cinco embarcações em serviço, tarifa proposta de R$ 30,67 por veículo-equivalente e bilhetagem capaz de receber débito, crédito e PIX, após vistoria técnica da ANTAQ.

A ligação aquaviária transporta passageiros e veículos entre Manaus e Careiro da Várzea no eixo da BR-319. Como o rio interrompe a continuidade rodoviária, as balsas funcionam como parte da própria viagem terrestre. A chamada pública buscou definir uma operação exclusiva e temporária com requisitos mínimos de frota, capacidade e atendimento.

A ANTAQ declarou a J Cruz vencedora. A empresa recebeu dez pontos com uma proposta de R$ 30,67 por veículo-equivalente. O cronograma previa a publicação do termo de autorização em 27 de agosto e o início do serviço no dia 28.

O prazo de cinco anos dá horizonte à operação, mas não elimina as obrigações verificadas na seleção. A autorização especial está vinculada às condições apresentadas e aos parâmetros do chamamento. Isso inclui embarcações disponíveis, capacidade agregada e recursos de bilhetagem que funcionem nos dois terminais.

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Travessia Manaus–Careiro terá ao menos cinco embarcações

A proposta apresentou oito unidades de transporte, todas submetidas à análise documental e à vistoria. Para a rotina, o conjunto operacional deve manter no mínimo cinco embarcações, cada uma com capacidade de pelo menos 40 veículos-equivalentes. A capacidade estática total exigida é de 250.

Os técnicos registraram capacidades individuais entre 41 e 108 veículos-equivalentes. A variação permite combinar embarcações de tamanhos diferentes conforme a demanda e a disponibilidade. Entretanto, a soma e o número de unidades em serviço precisam continuar atendendo ao piso estabelecido pela agência.

Balsa Águia durante a vistoria da frota apresentada à ANTAQ. Foto: relatório fotográfico da ANTAQ

A frota também deve incluir duas balsas do tipo pinada, com rampas na proa e na popa e área coberta para passageiros. Essas características facilitam o fluxo de entrada e saída de veículos e oferecem proteção durante a travessia, pontos observados no relatório técnico.

Ao todo, foram conferidos 15 requisitos por embarcação. A inspeção não se limitou a fotografar o casco. Ela cruzou identificação, capacidade e condições necessárias para integrar o serviço. O resultado fornece uma referência concreta para acompanhar se a frota usada depois corresponde ao conjunto aceito na chamada.

Bilhete poderá ser pago com cartão ou PIX

A ANTAQ verificou a existência de bilhetagem eletrônica, conexão à internet, aplicativo e meios de pagamento. O sistema apresentado aceita cartões de débito e crédito, além de PIX. Assim, o controle de viagens e passageiros deixa de depender exclusivamente de papel e dinheiro em espécie.

No terminal da Ceasa, a forma de venda precisou considerar o espaço físico. Segundo o relatório, instalar uma bilheteria fixa poderia prejudicar o acesso ao embarque. A solução analisada prevê funcionários atendendo os veículos nas próprias filas, com o pagamento eletrônico realizado antes da entrada na embarcação.

Convés preparado para receber veículos na travessia. Foto: relatório fotográfico da ANTAQ

Na minha leitura, essa adaptação revela um aspecto frequentemente esquecido em projetos de transporte. Uma boa solução digital precisa caber na geometria do terminal. Se a cabine cria gargalo, levar o atendente até a fila pode preservar o fluxo, desde que o registro, a cobrança e a entrega do bilhete ocorram corretamente.

A travessia se conecta a uma discussão logística maior sobre Manaus como ponto de corredores de transporte. No trecho até Careiro da Várzea, porém, a necessidade é imediata e local: mover pessoas, automóveis e cargas pelo rio para dar continuidade ao percurso da BR-319.

Tarifa proposta usa veículo-equivalente como referência

O valor de R$ 30,67 foi apresentado por veículo-equivalente, unidade usada para comparar diferentes ocupações da balsa. Isso exige cuidado ao ler a proposta: a referência não significa necessariamente que qualquer veículo, independentemente de tamanho ou categoria, pagará exatamente o mesmo valor final.

A pontuação máxima atribuída à proposta indica que o preço entrou na seleção ao lado das exigências técnicas. Ainda assim, a qualidade cotidiana será medida por fatores que o usuário percebe: tempo de espera, embarcações disponíveis, segurança no acesso, proteção para passageiros e funcionamento dos pagamentos.

Celular e máquina de cartão usados na demonstração da bilhetagem eletrônica. Foto: relatório fotográfico da ANTAQ

A seleção organiza esses elementos em um compromisso de cinco anos. A J Cruz apresentou oito embarcações, embora o mínimo operacional seja cinco. Essa margem pode ajudar em manutenção e substituições, mas a obrigação central continua sendo preservar a capacidade mínima durante o período autorizado.

O relatório também cria um registro visual do que foi avaliado. Balsas, conveses, rampas, celulares e máquinas de cartão aparecem documentados. Caso o serviço entregue algo diferente, a própria vistoria oferece parâmetros objetivos para fiscalização e cobrança.

A partir do cronograma de agosto, a travessia passa da fase de seleção para a prova diária. Serão cinco anos de autorização especial, com uma frota vistoriada e preço conhecido desde a proposta. Para quem cruza o rio, o resultado dependerá de como esses compromissos funcionam na fila e sobre a água.

Para mim, o número decisivo será o das embarcações realmente disponíveis nos horários de maior movimento. Oito unidades foram apresentadas, mas cinco formam o mínimo operacional. A diferença entre esses dois números representa a margem existente para manutenção, substituição e resposta quando uma balsa não puder navegar.

A bilhetagem também será testada fora da demonstração. Internet, aplicativo, celular e máquina de cartão precisam funcionar em uma fila real, sob as condições do terminal. O pagamento via PIX facilita opções ao usuário, embora não substitua a obrigação de organizar o acesso e registrar corretamente cada viagem.

Se você usa essa ligação da BR-319, conta nos comentários qual etapa da travessia mais precisa melhorar na rotina entre Manaus e Careiro da Várzea.

O que mais pesa para você nessa travessia: tarifa, tempo de espera ou quantidade de balsas disponíveis?

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Fontes

ANTAQ — Chamada Pública nº 01/2026 para a travessia Manaus–Careiro

ANTAQ — Relatório técnico da frota e da proposta operacional


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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