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Antes de virar Tibério em Pantanal, Guito trabalhava como executivo no agronegócio, percebeu que a vida em São Paulo o afastava da rotina que queria, pediu demissão e voltou para Minas Gerais, onde passou a viver entre música, campo e um negócio de maturação e venda de queijos artesanais da Canastra
Escrito por Carla Teles
Publicado em 13/08/2026 às 18:30
Atualizado em 13/08/2026 às 18:31
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Guito trocou a rotina executiva em empresas do agronegócio por uma vida mais próxima do campo em Minas Gerais, onde retomou a música e passou a trabalhar com queijos artesanais da Canastra, comprando peças da região para realizar cura, maturação, acabamento e comercialização antes de estrear em Pantanal na televisão.
Guito já tinha uma trajetória profundamente ligada ao campo muito antes de conquistar projeção nacional como Tibério na novela Pantanal, em 2022. Nascido em Lavras, Minas Gerais, formado em Agronomia e criado em contato frequente com a fazenda do avô, ele chegou a construir uma carreira como executivo em grandes empresas do agronegócio, trabalhando também com vendas, administração, mercado futuro, commodities e projetos de inovação ligados à indústria de alimentos.
As informações foram publicadas pela CARAS em 12 de agosto de 2026 e atualizadas em 13 de agosto de 2026. Segundo a reportagem, a rotina profissional em São Paulo fez Guito perceber que estava cada vez mais distante do estilo de vida que desejava. A decisão foi deixar o emprego e voltar para o interior de Minas Gerais, onde a música, a vida rural e um negócio ligado à maturação e comercialização de queijos artesanais passaram a ocupar espaço central em sua trajetória.
Guito cresceu ligado à fazenda do avô em Minas Gerais
A relação de Guito com o campo começou muito antes da carreira profissional. Ele cresceu frequentando a fazenda do avô em Lavras e teve contato direto com uma rotina rural que posteriormente influenciaria tanto sua formação acadêmica quanto suas escolhas artísticas. A experiência com a terra, os animais, a viola e a cultura do interior permaneceu como referência mesmo quando sua vida profissional passou a acontecer em ambientes corporativos.
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Esse vínculo também ajuda a compreender por que a Agronomia apareceu como escolha natural. Guito se formou pela Universidade Federal de Lavras, instituição localizada justamente na cidade onde nasceu, e passou a atuar profissionalmente em setores conectados ao agronegócio. O campo, portanto, não era apenas uma imagem associada ao ator de Pantanal, mas parte efetiva de sua formação e de sua experiência anterior à televisão.
Carreira no agronegócio levou Guito para o ambiente executivo
Antes de se dedicar integralmente à arte, Guito acumulou experiência profissional em diferentes frentes do setor agropecuário. A fonte cita atividades como vendedor, administrador e gestor de risco relacionado ao mercado futuro, além da atuação em grandes empresas, no mercado de commodities e em iniciativas de inovação ligadas à indústria de alimentos.
A passagem pelo ambiente corporativo mostrou uma faceta diferente daquele personagem rural que mais tarde o público conheceria na televisão. Guito chegou a ocupar uma rotina executiva ligada diretamente ao agronegócio, usando a formação técnica em Agronomia enquanto construía uma carreira distante dos palcos e das novelas que viriam depois.
Vida em São Paulo começou a entrar em conflito com o que queria
O avanço profissional, entretanto, não significava que a rotina combinava com aquilo que Guito buscava para a própria vida. Segundo a reportagem, foi durante o período trabalhando em São Paulo que ele percebeu estar se afastando do modo de viver com o qual se identificava.
A decisão seguinte alteraria toda a trajetória. Guito pediu demissão e deixou a rotina executiva para retornar ao interior de Minas Gerais, aproximando novamente sua vida cotidiana do campo, da música e das referências culturais que carregava desde a infância.
Volta para Minas Gerais aproximou novamente Guito da roça
O retorno ao estado natal não significou abandonar tudo o que havia aprendido no mercado. Ao contrário, parte da experiência técnica acumulada no agronegócio passou a se conectar com atividades mais próximas da produção regional e da cultura mineira.
Essa nova fase reuniu elementos que antes estavam separados. A Agronomia continuou presente, mas passou a dividir espaço com a viola, os shows, a vida no interior e os produtos artesanais, criando uma rotina muito mais alinhada ao estilo de vida que ele procurava quando decidiu deixar São Paulo.
Queijos da Canastra se transformaram em negócio
Entre as atividades que ganharam espaço está o trabalho com queijos artesanais da região da Canastra. Guito compra peças produzidas na região e realiza etapas posteriores antes de colocá-las à venda.
O processo descrito pela fonte inclui cura, maturação e acabamento dos queijos, mostrando que a atividade vai além de simplesmente adquirir e revender o produto. A formação como engenheiro agrônomo também se conecta diretamente a esse universo de produção, qualidade e valorização de alimentos regionais.
Maturação acrescenta uma nova etapa ao queijo artesanal
O trabalho de Guito começa depois que o queijo já foi produzido pelos fornecedores da região. A partir daí, ele atua nas fases responsáveis por desenvolver características do produto ao longo do tempo antes da comercialização.
Na prática, essa rotina permitiu unir conhecimento técnico e identidade cultural. Guito passou a transformar um produto tradicional de Minas Gerais em uma atividade econômica ligada diretamente ao modo de vida que havia decidido recuperar, sem abandonar a conexão profissional com o universo rural.
Música também voltou ao centro da rotina
A mudança de vida não ficou restrita aos queijos. Guito já tinha uma relação antiga com a música, iniciada ainda na adolescência, quando começou a tocar influenciado pela família e pelos instrumentos deixados pelo avô, que era músico em Lavras.
Durante a juventude, chegou a formar uma dupla caipira com o irmão e também participou de uma banda de rock. Depois de cerca de uma década com a música em segundo plano, ele retomou as apresentações e passou a percorrer o país fazendo shows, aproximando novamente trabalho e identidade pessoal.
Folk, viola e referências caipiras moldaram o repertório
Antes de aparecer em uma novela, Guito já construía uma carreira musical baseada em referências do folk, da viola e da música caipira. Essa escolha não surgiu apenas como estratégia artística, mas dialogava diretamente com a história familiar e com a vivência no interior mineiro.
A música acabou se tornando uma fonte profissional concreta. Em entrevista citada pela reportagem, Guito já havia definido como uma de suas maiores realizações conseguir viver da música, algo que aconteceu antes de a televisão ampliar sua projeção nacional.
Pantanal já fazia parte da memória de infância de Guito
A ligação entre Guito e Pantanal começou décadas antes de sua escalação como ator. Ele assistia à versão original da novela, exibida em 1990, durante períodos que passava na fazenda do avô.
A produção acabou influenciando interesses que mais tarde fariam parte de sua vida real. Segundo o próprio artista, aquele universo ajudou a despertar tanto a ligação com a Agronomia quanto com a viola, criando uma coincidência que só ganharia dimensão maior muitos anos depois.
Guito decidiu procurar uma oportunidade na nova versão
Quando soube que uma nova versão de Pantanal estava sendo preparada, Guito resolveu tentar entrar na produção. Não havia, naquele momento, uma trajetória consolidada como ator de novelas que garantisse acesso automático ao elenco.
Ele procurou profissionais ligados à escalação e passou por uma sequência de testes. Depois desse processo, conquistou justamente o papel de Tibério, personagem vivido por Sérgio Reis na primeira versão da novela.
Tibério marcou sua estreia profissional em novela
A participação em Pantanal, em 2022, representou a estreia de Guito como ator de novela. Tibério era um peão violeiro ligado ao núcleo rural da trama e um dos homens de confiança de José Leôncio.
A proximidade entre personagem e intérprete chamou atenção porque muitos elementos já faziam parte da vida de Guito. Cavalos, viola, rotina de fazenda e cultura do interior não eram ambientes desconhecidos para ele, facilitando a identificação com o personagem que lhe daria projeção nacional.
Experiência real no campo ajudou a construir o personagem
A semelhança entre Guito e Tibério foi destacada pelo próprio artista. Enquanto o personagem podia ser descrito como um peão violeiro, Guito brincava com a inversão ao se definir como um violeiro peão.
Essa diferença aparentemente pequena resume boa parte de sua trajetória. Ele não precisou criar do zero uma relação com o universo rural para atuar em Pantanal, porque já conhecia aquela realidade por experiência pessoal, formação acadêmica e trabalho profissional.
Sucesso na novela ampliou drasticamente sua visibilidade
A estreia teve impacto imediato sobre a popularidade do artista. Durante a exibição de Pantanal, seu número de seguidores nas redes sociais passou de aproximadamente 32 mil para mais de 645 mil, segundo os dados citados pela fonte.
Apesar da nova projeção como ator, Guito não abandonou as outras atividades. Ele deixou claro que pretendia continuar conciliando atuação e música, mantendo também a relação com o campo que já fazia parte de sua vida muito antes da fama televisiva.
Depois de Pantanal, música voltou a ganhar prioridade
Em 2023, Guito avançou em novos projetos musicais e preparou a gravação de seu primeiro DVD durante o Festival Folk Rural, realizado na Serra de Carrancas, em Minas Gerais.
O projeto reforçou justamente as referências que já acompanhavam sua trajetória: folk caipira, sertanejo de raiz e vida rural. Nesse período, ele chegou a diminuir temporariamente os trabalhos na televisão para dedicar mais tempo às canções, aos shows e à família.
Guito voltou às novelas em Coração Acelerado
Em 2026, Guito retornou às novelas da Globo em Coração Acelerado. Na produção, interpreta Malvino, personagem ligado à empresa Alô Balada e ao universo de shows e eventos sertanejos.
Mais uma vez, a ficção acabou se aproximando de experiências presentes fora da televisão. A cultura sertaneja, os espetáculos e a vida no interior são ambientes conhecidos pelo artista, que afirmou procurar usar essa vivência para contribuir com a representação do universo rural na novela.
Agronomia continuou presente mesmo depois da fama
A carreira artística não apagou a formação anterior. O trabalho com queijos, a ligação com a produção rural e a maneira como Guito descreve sua própria relação com o campo mostram que a Agronomia continua fazendo parte da identidade profissional construída antes das novelas.
Esse percurso também diferencia sua história de uma simples mudança de carreira. Guito não abandonou completamente o agronegócio para se tornar artista; ele reorganizou diferentes experiências e passou a conectá-las dentro de uma rotina que inclui campo, alimentos, música e atuação.
Queijo artesanal mantém Guito conectado à economia regional
A atividade com produtos da Canastra também mantém ligação direta com uma tradição econômica de Minas Gerais. Ao comprar os queijos da região, maturá-los, finalizar o produto e comercializá-lo, ele permanece inserido em uma cadeia ligada ao território e ao conhecimento local.
O negócio se encaixa na escolha feita quando deixou São Paulo. Em vez de permanecer distante do campo dentro de uma carreira corporativa, Guito passou a trabalhar com um produto rural enquanto construiu simultaneamente sua trajetória musical e artística.
Antes da fama, Guito já havia escolhido outra forma de viver
Quando conquistou o papel de Tibério, a transformação mais importante de sua rotina já tinha começado. Ele já havia deixado o ambiente executivo, voltado para Minas Gerais, retomado a música e fortalecido a ligação profissional com produtos rurais.
Por isso, a projeção proporcionada por Pantanal não foi o ponto de partida dessa mudança. A novela tornou pública uma identidade que Guito já vinha reconstruindo longe da televisão, baseada justamente no interior, na música e na proximidade com o campo.
Guito transformou mudança de carreira em vida entre campo, música e queijos
A trajetória de Guito reúne uma sequência pouco convencional: formação em Agronomia, carreira executiva no agronegócio, rotina profissional em São Paulo, pedido de demissão, retorno a Minas Gerais, retomada da música, negócio com queijos artesanais e, por fim, estreia como ator em uma das novelas de maior repercussão de 2022.
Hoje, ele continua transitando entre esses diferentes universos sem abandonar as referências que vieram antes da televisão. Para você, o que mais chama atenção na trajetória de Guito: abandonar uma carreira executiva para voltar ao interior, conseguir viver da música ou transformar a ligação com os queijos da Canastra em negócio? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

