6 min de leitura
Aos 10 anos, menino gaúcho com QI 135 conclui todo o ensino fundamental por meio de provas, acerta todas as questões de Ciências Humanas e Ensino Religioso e passa a integrar a Mensa e a Intertel
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 20/08/2026 às 07:28
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Felipe Dorneles, de Canela, concluiu o Ensino Fundamental aos 10 anos após avançar séries e ser aprovado em exames de certificação. Com QI 135, obteve 100 em Ciências Humanas e Ensino Religioso, 90 em Ciências da Natureza e Matemática e agora pode ingressar no Ensino Médio com alunos mais velhos.
Felipe Dorneles concluiu o Ensino Fundamental aos 10 anos depois de avançar séries e ser aprovado em exames de certificação sem precisar frequentar continuamente as aulas do 9º ano. Morador de Canela, na Serra Gaúcha, o menino obteve notas máximas em duas áreas avaliadas e passou a ter a possibilidade de ingressar no Ensino Médio muito antes da idade habitual.
As informações foram publicadas pelo NB Notícias em 19 de abril de 2024, em reportagem de Marcelo Dargelio. Felipe havia sido identificado com QI 135 após um teste particular realizado pela família e, depois do reconhecimento de suas altas habilidades, os pais buscaram apoio da Secretaria da Educação para permitir que ele avançasse na trajetória escolar.
Interesse por história e geografia apareceu antes mesmo da aceleração escolar
Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Felipe demonstrava desde muito cedo interesse por geografia e história, área em que seu pai atua como professor. A mãe, Daphne Fontana, de 45 anos, contou que o filho tinha o hábito de realizar muitas pesquisas na internet e de fazer perguntas constantemente.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A família afirma ter percebido características incomuns de aprendizagem ainda antes de Felipe aprender a falar. O interesse inicial pelas disciplinas de humanas posteriormente se ampliou para outras áreas do conhecimento.
Matemática e lógica passaram a chamar a atenção da família
Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
A facilidade de Felipe também apareceu nas matérias de exatas. Daphne relatou que matemática e lógica chamaram particularmente a atenção da família, enquanto o desempenho em história e geografia estava relacionado também à curiosidade do menino e à busca independente por conteúdos.
A mãe diferenciou essas características ao explicar que considerava a facilidade com matemática e lógica um possível dom, enquanto nas outras áreas Felipe demonstrava curiosidade e procurava informações por conta própria.
Teste realizado em 2021 apontou QI 135 após cerca de seis etapas
A família decidiu custear de forma particular um teste de QI em outubro de 2021. O procedimento teve aproximadamente seis etapas, cujo conteúdo é sigiloso.
O resultado apontou QI 135, usado para a identificação da superdotação de Felipe. A reportagem original apresentava a média brasileira de QI como situada na casa dos 80.
Felipe passou a integrar Intertel e Mensa após identificação da superdotação
Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Felipe tornou-se membro de duas entidades voltadas a pessoas com altas habilidades: Intertel e Mensa. Na época da publicação, a Mensa havia alcançado a marca de 3,5 mil brasileiros identificados com superdotação e altas habilidades.
Desse total, 152 estavam no Rio Grande do Sul. A associação aceita pessoas com QI superior a 130, faixa que, conforme os dados apresentados na fonte, representa cerca de 2% da população.
Pais procuraram Secretaria da Educação para permitir avanço de turma
A identificação das altas habilidades levou os pais a buscar apoio da Secretaria da Educação para que Felipe pudesse avançar de turma. O menino conseguiu realizar um primeiro avanço na trajetória escolar.
A experiência abriu espaço para uma possibilidade ainda maior: fazer a prova de certificação do Ensino Fundamental. O exame é aplicado para permitir que moradores da região que não concluíram os estudos na idade regular obtenham o certificado correspondente.
Exames de certificação foram realizados na segunda quinzena de março
Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Felipe realizou as provas de certificação na segunda quinzena de março de 2024. O resultado permitiu que concluísse o Ensino Fundamental aos 10 anos.
O processo dispensou a necessidade de frequentar continuamente as aulas correspondentes ao 9º ano. A aprovação passou a permitir que a família considerasse seu ingresso no Ensino Médio.
Felipe tirou 100 em Ciências Humanas e Ensino Religioso
O melhor desempenho apareceu em Ciências Humanas e Ensino Religioso, áreas nas quais Felipe alcançou 100 pontos, gabaritando as avaliações.
As notas também dialogam com os interesses apresentados desde a infância, especialmente em história e geografia. O contato precoce com esses temas havia sido destacado pela família antes mesmo da realização dos exames.
Matemática e Ciências da Natureza terminaram com nota 90 de 100
Felipe alcançou 90 de 100 pontos em Matemática e Ciências da Natureza. O desempenho em exatas ocorreu justamente em uma área na qual sua mãe já havia percebido facilidade durante o desenvolvimento do menino.
Em Linguagem, a pontuação registrada foi de 76 de 100. Com os resultados obtidos nas diferentes áreas, Felipe conseguiu a aprovação necessária para concluir a etapa escolar.
Entrada no Ensino Médio colocará menino entre estudantes cerca de cinco anos mais velhos
A possibilidade de ingressar no Ensino Médio cria uma situação diferente daquela enfrentada até então. Daphne afirmou que pretende acompanhar como ocorrerá o processo, tanto pelo contato do filho com conteúdos que ainda não estudou quanto pela convivência escolar.
Os adolescentes dessa nova etapa estarão, em média, cerca de cinco anos acima da idade de Felipe, conforme a situação descrita pela família. A diferença etária é um dos pontos que a mãe pretende observar durante a continuidade da formação escolar do filho.
Família não descarta novo avanço após adaptação ao Ensino Médio
A conclusão antecipada do Ensino Fundamental não significa que outro salto escolar já esteja decidido. A possibilidade de tentar um novo avanço existe, mas dependerá do desenvolvimento das etapas seguintes.
A mãe pretende primeiro acompanhar a experiência no Ensino Médio, incluindo a adaptação aos novos conteúdos e ao ambiente formado por estudantes mais velhos. Somente depois poderá ser avaliada a possibilidade de acelerar novamente sua trajetória.
Família sonha que Felipe estude no ITA em São Paulo
O projeto educacional imaginado pela família inclui, no futuro, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São Paulo. Estudar na instituição é apresentado como um sonho familiar, e não como uma aprovação ou ingresso já garantido.
Felipe havia acabado de concluir o Ensino Fundamental quando sua história foi publicada e ainda tinha pela frente o processo de entrada e adaptação ao Ensino Médio. Aos 10 anos, sua etapa imediata era lidar com novos conteúdos e com colegas aproximadamente cinco anos mais velhos.
Na sua opinião, como escolas e famílias devem equilibrar o avanço acadêmico de crianças com altas habilidades e a adaptação à convivência com estudantes de outras faixas etárias? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

