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Aos 11 anos, garoto autista começa a estudar Matemática na Open University enquanto outras crianças de sua idade ainda estavam no ensino básico: Cameron Thompson faria o GCSE aos 12, o A-level aos 13 e se tornaria o graduado mais jovem da universidade aos 16
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 14/08/2026 às 09:27
Ciência e Tecnologia
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Cameron Thompson começou a estudar matemática na Open University aos 11 anos, fez o GCSE aos 12 e o A-level aos 13. Diagnosticado com síndrome de Asperger na adolescência, concluiu um bacharelado com honras em Matemática e, aos 16, tornou-se o graduado mais jovem da instituição.
Aos 11 anos, Cameron Thompson, de Wrexham, no País de Gales, já estava fazendo cursos de matemática pela Open University e iniciando um percurso acadêmico que terminaria em um bacharelado com honras. Enquanto permanecia matriculado em uma escola regular ao lado de adolescentes da própria idade, ele avançava paralelamente por conteúdos matemáticos de nível universitário por meio do ensino a distância.
O ritmo era incomum até para estudantes considerados altamente capazes. Cameron fez o GCSE de matemática aos 12 anos, o A-level aos 13 e, aos 16, tornou-se o graduado mais jovem da Open University ao obter um BSc com honras em Matemática. Aos 13, também recebeu diagnóstico de síndrome de Asperger, denominação utilizada na época para uma condição do espectro autista.
Aos 4 anos, Cameron já discutia com a professora sobre números negativos
Os primeiros sinais apareceram muito antes da universidade. Quando Cameron estava na primeira etapa da escola, voltou para casa contando que havia aprendido que os números começavam no zero. Sua mãe, Alison, explicou que também existiam números negativos, e o menino compreendeu imediatamente o conceito.
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No dia seguinte, Cameron voltou à escola e questionou a professora sobre a explicação anterior. O episódio chamou a atenção porque conceitos envolvendo números negativos normalmente não faziam parte do conteúdo trabalhado com crianças daquela idade.
A habilidade continuou aparecendo. Aos 7 anos, um amigo da família entregou a Cameron uma prova de matemática do chamado 11-plus, exame destinado a alunos consideravelmente mais velhos. Ele respondeu todas as questões corretamente, sem perder um único ponto.
Aos 11 anos, matemática escolar já não acompanhava seu ritmo
O salto mais significativo ocorreu quando Cameron entrou no ensino secundário. No Year 7, equivalente aos primeiros anos dessa etapa no sistema britânico, ele obteve uma das melhores pontuações nacionais em um teste de capacidade cognitiva aplicado pela escola.
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A direção passou então a oferecer conteúdo matemático mais avançado. Em dezembro daquele mesmo primeiro ano, Cameron já havia completado todos os módulos de matemática do GCSE, qualificação normalmente realizada vários anos depois pelos estudantes britânicos.
Foi nesse contexto que, aos 11 anos, começou a fazer cursos de matemática através da Open University. A intenção inicial de seus pais não era necessariamente colocá-lo em uma graduação tão cedo, mas encontrar conteúdo suficientemente avançado para que ele continuasse aprendendo sem simplesmente repetir aquilo que já dominava.
GCSE aos 12 e A-level de Matemática aos 13 anos
Cameron não apenas estudou antecipadamente o currículo escolar. Ele realizou efetivamente as avaliações oficiais anos antes da idade habitual. Aos 12 anos, prestou o GCSE de matemática.
Um ano depois, aos 13, já realizou o A-level de matemática, qualificação normalmente associada ao fim da educação secundária e utilizada no Reino Unido para ingresso em universidades. Isso colocava seu conhecimento formal vários anos à frente de estudantes da mesma idade.
Ao mesmo tempo, o trabalho pela Open University continuava. Em vez de frequentar fisicamente um campus universitário junto de adultos, Cameron estudava por ensino a distância e permanecia durante o dia em uma escola regular com colegas de sua própria faixa etária.
Diagnóstico de Asperger veio aos 13 anos
A capacidade matemática excepcional coexistia com dificuldades em outras áreas. Cameron recebeu diagnóstico de síndrome de Asperger aos 13 anos, segundo reportagem da Tes Magazine.
Em 2011, quando tinha 13 anos, sua rotina virou tema do documentário da BBC Three The Growing Pains of a Teenage Genius. Naquele período, ele estava fazendo uma graduação em matemática aplicada pela Open University e frequentava a Darland High School, em Wrexham.
A escola possuía suporte para estudantes no espectro autista. A matemática não era o principal obstáculo acadêmico para Cameron; sua família e educadores precisavam equilibrar a enorme diferença entre seu avanço intelectual na disciplina e seu desenvolvimento social e emocional como adolescente.
Família recusou mandar Cameron precocemente para um campus universitário
Apesar da capacidade para trabalhar com matemática universitária, os pais de Cameron tomaram uma decisão incomum: não queriam que o filho deixasse a escola para viver a rotina convencional de uma universidade cheia de estudantes adultos.
Rod e Alison Thompson consideravam que colocá-lo naquele ambiente seria inadequado ao seu desenvolvimento social e emocional.
A solução encontrada foi separar duas dimensões: Cameron podia estudar matemática no nível intelectual de que precisava, mas continuava convivendo diariamente com jovens de sua idade.
Durante as aulas de matemática na escola, ele podia trabalhar em materiais de sua graduação, acompanhado pelos professores quando necessário.
O ensino a distância da Open University permitia que avançasse no próprio ritmo sem precisar abandonar completamente a experiência escolar convencional.
Aos 15 anos, fazia graduação enquanto prestava outros GCSEs da escola
A combinação produziu uma situação acadêmica extremamente rara. Em fevereiro de 2013, a Tes Magazine relatava que Cameron estava próximo de terminar seus estudos universitários aos 15 anos, justamente quando faria GCSEs de outras matérias escolares.
Na prática, ele podia estar trabalhando simultaneamente em duas etapas educacionais separadas por vários anos no sistema convencional: conteúdos de bacharelado em Matemática e avaliações escolares que seus próprios colegas também realizavam.
A família nunca descreveu o projeto como uma corrida para acumular títulos. Seu pai explicou à publicação que o objetivo inicial era simplesmente permitir que Cameron trabalhasse em um nível matemático que o mantivesse intelectualmente estimulado.
Aos 16 anos, tornou-se o graduado mais jovem da Open University
O resultado definitivo veio em 2013. Aos 16 anos, Cameron Thompson tornou-se, segundo a Times Higher Education, o graduado mais jovem da história da Open University naquele momento.
Ele recebeu um Bachelor of Science com honras em Matemática. O feito ganhou ainda mais contraste porque Cameron havia começado a estudar com a instituição aos 11 anos e continuou frequentando a escola durante esse período.
A sequência completa ajuda a dimensionar sua precocidade: matemática avançada já chamava atenção na primeira infância; aos 7 anos resolveu sem erros uma prova destinada a estudantes mais velhos; aos 11 entrou na Open University; aos 12 prestou o GCSE de matemática; aos 13 fez o A-level e, três anos depois, possuía uma graduação com honras.
Matemática universitária era tratada como parte da rotina escolar
O aspecto mais incomum do caso de Cameron não está apenas na velocidade com que acumulou qualificações. Durante boa parte desse percurso, ele continuou fazendo coisas que pertenciam a dois mundos educacionais completamente diferentes.
Na escola, permanecia em turmas com adolescentes de sua idade. Nas horas reservadas à matemática, porém, podia abrir materiais da Open University e trabalhar em problemas de graduação enquanto os colegas seguiam o currículo escolar.
Assim, o menino que aos 4 anos percebeu imediatamente a existência dos números negativos chegou aos 11 ao nível universitário e aos 16 já havia concluído uma graduação em Matemática.
O caso de Cameron Thompson se tornou conhecido justamente por esse contraste: sua trajetória acadêmica avançava vários anos à frente, enquanto sua família insistia para que sua infância e adolescência não fossem simplesmente substituídas pela vida universitária.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

