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Aos 12 anos, garoto quebra vidro de guarita e é mandado pela mãe para vender limão na Ceasa para pagar o prejuízo, trabalha no box por quase 10 anos, tenta seis negócios e transforma bar de 40 m² em rede de 25 unidades que faturou R$ 36,7 milhões

Aos 12 anos, garoto quebra vidro de guarita e é mandado pela mãe para vender limão na Ceasa para pagar o prejuízo, trabalha no box por quase 10 anos, tenta seis negócios e transforma bar de 40 m² em rede de 25 unidades que faturou R$ 36,7 milhões

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Aos 12 anos, garoto quebra vidro de guarita e é mandado pela mãe para vender limão na Ceasa para pagar o prejuízo, trabalha no box por quase 10 anos, tenta seis negócios e transforma bar de 40 m² em rede de 25 unidades que faturou R$ 36,7 milhões

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 25/08/2026 às 11:22

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Garoto começa a trabalhar com limões aos 12 anos e anos depois cria rede de bares com 25 unidades e faturamento de R$ 36,7 milhões

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O que começou como uma punição aos 12 anos levou Gustavo Jáccomo ao comércio de limões na Ceasa de Curitiba, onde permaneceu por quase uma década antes de tentar seis negócios e abrir, em 2017, um pequeno bar que depois ganhou escala nacional

Aos 12 anos, Gustavo de Paiva Jáccomo quebrou o vidro de uma guarita de segurança e recebeu da mãe uma punição que acabaria interferindo diretamente em sua vida profissional. Em vez de simplesmente pagar pelo estrago, ele foi enviado ao box de limões mantido pela família na Ceasa, em Curitiba, para trabalhar até levantar o dinheiro necessário para o conserto.

O pagamento do vidro encerrou a dívida, mas não a passagem do garoto pelo comércio. Gustavo continuou trabalhando no box por quase dez anos, primeiro ajudando nas vendas e, já adulto, participando também da administração da atividade familiar.

A experiência diária negociando com clientes e fornecedores foi acompanhada pela formação em design digital e pela vontade de abrir uma empresa própria. Entre tentativas que funcionaram e projetos que fracassaram, foram seis empreendimentos ao longo de aproximadamente seis anos antes de ele chegar ao negócio que ganharia escala.

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A virada veio em 2017. Segundo reportagem publicada pelo UOL em 18 de agosto de 2026, Gustavo, hoje com 34 anos, transformou essa sequência de experiências no Janela Bar, rede que alcançou 25 unidades e faturamento de R$ 36,7 milhões em 2025.

Antes dos milhões, primeiro Janela Bar ocupava apenas 40 metros quadrados nos fundos de um restaurante

O primeiro Janela Bar estava longe da estrutura de uma grande rede. A operação começou em um espaço de somente 40 m², nos fundos de um restaurante de Curitiba, em uma área que havia sido usada como depósito e acumulava cadeiras quebradas, entulho e objetos sem utilidade.

A proposta comercial partia de um problema que os fundadores enxergavam na coquetelaria da cidade. Enquanto determinados estabelecimentos vendiam coquetéis por aproximadamente R$ 40 ou R$ 50, o novo bar entrou no mercado oferecendo drinques autorais a cerca de R$ 15, procurando atingir um público que não estava disposto a pagar os preços mais altos encontrados em parte dos bares especializados.

O conceito aparece também no histórico divulgado pela própria rede. Uma publicação institucional registra que a operação começou em 21 de novembro de 2017, em um espaço sublocado de 40 m² na Alameda Prudente de Moraes, e que cerca de um ano depois, em dezembro de 2018, o Janela ampliou a área ao ocupar também o restaurante que anteriormente cedia o espaço.

Para abrir o bar, os sócios precisaram juntar R$ 150 mil e recorrer até a empréstimos de amigos

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Tirar o projeto do papel exigiu aproximadamente R$ 150 mil de investimento inicial. Gustavo se juntou a Pedro Smolka, que havia conhecido em treinos de CrossFit, e os dois prepararam uma apresentação do projeto para procurar pessoas dispostas a colocar dinheiro na ideia.

Um investidor aportou R$ 60 mil. O restante foi completado com recursos dos próprios empreendedores e dinheiro emprestado por amigos, uma estrutura bastante diferente de um negócio financiado integralmente com capital próprio.

A rede posteriormente ganhou outro sócio, Felipe Andrade, ligado à área operacional. Grande parte do dinheiro inicial foi consumida pela adaptação do imóvel, decoração e estrutura necessária para transformar a antiga área de depósito em um ponto comercial.

Gustavo também precisou aprender assuntos que não faziam parte de sua formação em design. Fez curso de bartender e passou a estudar cozinha, coquetelaria e operação de bares para conseguir entender o negócio além das áreas de criação, vendas e administração.

Seis tentativas de empreender também deixaram prejuízos e dívida superior a R$ 20 mil

A trajetória que costuma aparecer associada ao faturamento milionário não foi uma sequência contínua de acertos. Antes do Janela, Gustavo abriu diferentes negócios, conseguiu investimento em algumas ocasiões, perdeu dinheiro em outras e acumulou experiências que serviram para alterar os projetos seguintes.

Em determinado momento, as tentativas deixaram uma dívida superior a R$ 20 mil com um banco digital. O empresário posteriormente parcelou e quitou o débito, mas o episódio mostra a diferença entre o resultado alcançado anos depois e as condições financeiras enfrentadas durante as primeiras experiências.

O período na Ceasa também teve função prática nessa construção. Atender clientes desde a adolescência ajudou Gustavo a desenvolver a comunicação e o relacionamento comercial, competências que mais tarde seriam usadas para procurar investidores, apresentar projetos e negociar a expansão dos negócios.

Não foi, portanto, uma passagem direta da venda de limões para uma rede milionária. Entre os dois momentos houve formação profissional, seis empreendimentos, dívidas, captação de recursos, cursos ligados à operação de bares e anos de testes até que um dos modelos conseguisse ganhar escala.

Modelo de franquias abriu caminho para levar o Janela Bar para outras cidades

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Parte da expansão aconteceu por meio do franchising. O Janela iniciou sua atuação como franquia em 2021, quatro anos depois da abertura da primeira unidade, passando a usar capital e gestão de franqueados para avançar para outros mercados.

Os valores divulgados pela rede mudam conforme o período e o formato da operação. Na reportagem de agosto de 2026, o investimento informado variava entre R$ 294 mil e R$ 350 mil, com formatos pocket e premium e faturamento médio indicado de aproximadamente R$ 130 mil mensais por unidade. Já a página comercial atual da própria marca anuncia investimento a partir de R$ 350 mil, lucro médio mensal estimado entre 18% e 23% e prazo médio de retorno entre 12 e 18 meses. São projeções da franqueadora, não garantia de resultado para cada unidade.

A expansão ocorre dentro de um segmento que movimenta dezenas de bilhões de reais no país. Dados da Associação Brasileira de Franchising mostram que o setor brasileiro de Alimentação Food Service faturou R$ 51,8 bilhões em 2025, crescimento de 10,8%, reunindo 813 redes e mais de 32 mil operações.

Para quem avalia entrar em uma franquia, faturamento projetado, margem e prazo de retorno precisam ser confrontados com custos de aluguel, folha de pagamento, impostos, capital de giro e desempenho de outras unidades. Pela Lei nº 13.966, de 26 de dezembro de 2019, a franqueadora também deve entregar ao candidato a Circular de Oferta de Franquia, a COF, pelo menos dez dias antes da assinatura do contrato ou do pagamento de taxas, documento que reúne informações fundamentais para a análise do negócio.

Dos limões vendidos aos 12 anos a uma operação de dezenas de milhões de reais

A história de Gustavo Jáccomo chama atenção pelo tamanho da diferença entre o ponto de partida e o resultado alcançado. O trabalho iniciado para pagar um vidro quebrado colocou o adolescente diante de clientes, vendas e negociação muitos anos antes de ele assumir a gestão de uma empresa própria.

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O primeiro Janela Bar, por sua vez, nasceu sem a estrutura que hoje costuma acompanhar uma rede de franquias. Eram 40 m², um imóvel que precisava de reforma e R$ 150 mil levantados entre aporte, recursos próprios e empréstimos, com uma estratégia baseada em reduzir o preço de entrada da coquetelaria.

O faturamento de R$ 36,7 milhões registrado em 2025 veio oito anos depois da abertura daquele primeiro endereço. Entre uma ponta e outra da história estão as seis experiências empresariais anteriores, a dívida acumulada, a busca por investidores e a decisão de transformar processos do bar em um modelo que pudesse ser reproduzido em outras cidades.

E você, o que mais chama atenção nessa trajetória: o início aos 12 anos na Ceasa, as seis tentativas antes do Janela Bar ou a transformação de um espaço de 40 m² em uma rede milionária? Deixe sua opinião nos comentários e conte qual parte dessa história mais surpreendeu você.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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