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Aos 12 anos, Karima foi atingida por quatro tiros, teve uma perna amputada, chegou a um centro ortopédico como paciente e saiu de lá como fisioterapeuta de outras vítimas da guerra

Aos 12 anos, Karima foi atingida por quatro tiros, teve uma perna amputada, chegou a um centro ortopédico como paciente e saiu de lá como fisioterapeuta de outras vítimas da guerra

4 min de leitura

Aos 12 anos, Karima foi atingida por quatro tiros, teve uma perna amputada, chegou a um centro ortopédico como paciente e saiu de lá como fisioterapeuta de outras vítimas da guerra

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 14/08/2026 às 23:27

Curiosidades

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A história da fisioterapeuta afegã mostra como a prótese de perna, a reabilitação física e a capacitação profissional mudaram o caminho de uma menina ferida pela guerra

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A história da fisioterapeuta afegã mostra como a prótese de perna, a reabilitação física e a capacitação profissional mudaram o caminho de uma menina ferida pela guerra, que chegou ao centro ortopédico de Cabul em busca de ajuda e depois passou a recuperar movimentos, confiança e autonomia de amputados, vítimas de minas e pessoas com lesões na medula

Karima tinha apenas 12 anos quando foi atingida por quatro tiros que atravessaram seu joelho. A gravidade do ferimento levou à amputação de uma perna e obrigou a menina afegã a aprender uma nova maneira de se equilibrar, caminhar e realizar atividades cotidianas.

A trajetória foi registrada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, organização humanitária que atua em conflitos armados. Karima chegou ao centro ortopédico da instituição, em Cabul, para receber uma prótese de perna e iniciar a reabilitação física.

O atendimento não terminou com a entrega do equipamento. Karima recebeu capacitação, tornou-se fisioterapeuta e passou a trabalhar com outras vítimas da guerra no Afeganistão, incluindo amputados, pessoas feridas por minas e pacientes com lesões na medula.

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A amputação aos 12 anos mudou completamente sua rotina

Karima ainda era criança quando perdeu uma das pernas. Além da recuperação do ferimento, ela precisou enfrentar um processo de adaptação que envolvia equilíbrio, controle dos movimentos e aprendizado para usar a prótese.

Foi essa necessidade que a levou ao centro ortopédico de Cabul. O espaço reunia fabricação e ajuste de próteses, fisioterapia, acompanhamento dos pacientes e capacitação para o trabalho.

A amputação aos 12 anos mudou completamente sua rotina

Em um país marcado por décadas de conflito, esse tipo de atendimento tornou-se essencial para pessoas com amputações e limitações de movimento. O objetivo não era apenas colocar uma prótese, mas devolver independência para atividades simples do cotidiano.

A paciente que se tornou funcionária do centro ortopédico

Durante sua reabilitação, Karima conheceu de perto o trabalho dos profissionais responsáveis por orientar amputados. Depois, recebeu capacitação para atuar como fisioterapeuta e começou a acompanhar pessoas que enfrentavam desafios semelhantes aos seus.

Os registros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, organização humanitária que atua em conflitos armados, também apresentam Karima em uma posição de coordenação no setor feminino do centro ortopédico de Cabul.

A mudança de paciente para funcionária mostra que a reabilitação pode alcançar outras áreas da vida. Aprender uma profissão, assumir responsabilidades e conquistar autonomia financeira também fazem parte da reconstrução da independência.

Como funciona uma prótese de perna

Uma prótese não é apenas uma peça colocada no lugar do membro amputado. Ela precisa ter um encaixe adequado ao corpo, oferecendo firmeza e permitindo que o peso seja distribuído com mais segurança durante os movimentos.

Após a fabricação, a prótese passa por ajustes. Mudanças na posição e no encaixe podem interferir no equilíbrio, no conforto e na maneira como a pessoa caminha. Por isso, o acompanhamento profissional continua mesmo depois da entrega da peça.

A paciente que se tornou funcionária do centro ortopédico

A fisioterapia ajuda o paciente a fortalecer o corpo, controlar os movimentos e praticar os passos. A repetição é necessária porque usar uma prótese envolve reaprender ações que antes eram realizadas naturalmente.

A experiência de Karima ajudava a criar confiança

Karima orientava os primeiros passos dos pacientes enquanto ela própria usava uma prótese. Essa experiência compartilhada permitia que ela compreendesse, de maneira prática, parte das dificuldades, inseguranças e limitações enfrentadas durante o tratamento.

Para alguém que está começando a reabilitação, encontrar uma fisioterapeuta amputada trabalhando pode oferecer uma referência concreta de independência. O conhecimento profissional se une à experiência de quem também precisou adaptar o próprio corpo.

Cada lesão apresenta características diferentes e nenhuma recuperação acontece da mesma maneira. Ainda assim, a presença de uma profissional com vivência semelhante pode facilitar o diálogo e ajudar o paciente a enxergar possibilidades reais para o futuro.

O atendimento também alcançava vítimas de minas

O trabalho de Karima não ficava restrito às pessoas que utilizavam próteses. Ela também ajudava vítimas de minas e pacientes com lesões na medula, estrutura responsável por transmitir comandos entre o cérebro e o restante do corpo.

Nesses casos, a fisioterapia trabalha com os movimentos que cada pessoa consegue realizar. O objetivo é ampliar a independência para tarefas cotidianas, respeitando os limites provocados por cada ferimento.

A experiência de Karima ajudava a criar confiança

O centro ortopédico combinava próteses, fisioterapia, acompanhamento e capacitação profissional. Essa estrutura permitia tratar o corpo, a autonomia e a possibilidade de trabalhar como partes do mesmo processo.

Reabilitar outras pessoas deu um novo sentido à própria experiência

Karima chegou ao centro ortopédico precisando de uma prótese e de ajuda para recuperar seus movimentos. Mais tarde, passou a receber pacientes, orientar exercícios e acompanhar pessoas que também tentavam reconstruir sua rotina depois de ferimentos graves.

Na sua opinião, o que muda na recuperação quando a fisioterapeuta também passou pela amputação? Conte nos comentários.

Fonte

icrc


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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