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Aos 12 anos, Raji Doshi combina algas e cálcio natural em projeto contra a acidificação dos oceanos e agora disputa prêmio científico nacional de US$ 25 mil nos EUA

Aos 12 anos, Raji Doshi combina algas e cálcio natural em projeto contra a acidificação dos oceanos e agora disputa prêmio científico nacional de US$ 25 mil nos EUA

3 min de leitura

Aos 12 anos, Raji Doshi combina algas e cálcio natural em projeto contra a acidificação dos oceanos e agora disputa prêmio científico nacional de US$ 25 mil nos EUA

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 07/08/2026 às 19:03

Atualizado em 07/08/2026 às 19:06

Ciência e Tecnologia

Canal

Aos 12 anos, Raji Doshi combina algas e cálcio natural em projeto contra a acidificação dos oceanos e agora disputa prêmio científico nacional de US$ 25 mil nos EUA

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Uma estudante de 12 anos de Connecticut virou finalista com um projeto que usa algas e cálcio natural para enfrentar a acidificação dos oceanos e agora disputa um prêmio de US$ 25 mil.

Uma estudante de 12 anos de Connecticut está entre os finalistas de uma competição científica nacional após apresentar uma ideia que tenta enfrentar um dos maiores desafios ambientais do planeta: a acidificação dos oceanos. Raji Doshi criou um projeto que combina algas e cálcio natural para reduzir o excesso de CO₂ na água e agora disputa o prêmio principal de US$ 25 mil.

Segundo timesofindia.indiatimes.com, a proposta ganhou destaque no Young Scientist Lab e colocou a jovem entre os finalistas do 3M Young Scientist Challenge de 2026. A competição reúne estudantes com ideias voltadas a problemas globais e oferece, além do valor em dinheiro, mentoria e visibilidade para os projetos selecionados.

O caso chama atenção porque a iniciativa parte de uma estudante tão jovem para atacar um problema real e complexo. A acidificação oceânica acontece quando os mares absorvem parte do dióxido de carbono liberado na atmosfera, o que altera a química da água e dificulta a vida de organismos como corais e moluscos.

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Algas e aragonita no mesmo sistema

No centro do projeto está a combinação de dois elementos naturais. As algas absorvem dióxido de carbono durante a fotossíntese, enquanto os buffers naturais de cálcio, chamados aragonita, podem ajudar a aumentar a alcalinidade da água e compensar parte da acidez.

A ideia de Raji é investigar se esses dois processos podem agir juntos para criar condições mais favoráveis ao ambiente marinho. Em vez de apostar em uma única resposta, o projeto tenta unir mecanismos biológicos e químicos para chegar a um resultado mais equilibrado.

Pelo que foi descrito no material disponível, trata-se ainda de uma pesquisa estudantil, sem teste comercial ou uso em larga escala. Mesmo assim, a proposta foi considerada inovadora por tentar aproximar ciência básica de uma aplicação ambiental concreta.

Por que a acidificação dos oceanos preocupa cientistas

Os oceanos absorvem uma grande quantidade do carbono lançado na atmosfera. Quando esse gás se dissolve na água, o mar fica mais ácido, o que afeta a capacidade de corais, mariscos e outros organismos de formar e manter suas estruturas.

Esse processo preocupa pesquisadores porque atinge diretamente a base de ecossistemas inteiros. Se a química da água muda demais, o impacto pode aparecer na cadeia marinha como um todo, com efeitos sobre a biodiversidade e a saúde dos oceanos.

É justamente esse tipo de desafio que a estudante tenta enfrentar com seu projeto. A solução proposta não é apresentada como resposta final, mas como uma forma de testar caminhos naturais para reduzir os efeitos do excesso de CO₂.

Finalista leva projeto para julgamento e disputa de US$ 25 mil

Com a seleção, Raji passa agora a disputar a etapa final do 3M Young Scientist Challenge. Ela vai apresentar sua ideia a um painel de jurados enquanto concorre ao prêmio máximo de US$ 25 mil.

Além do valor, a competição também oferece orientação e espaço para que os participantes desenvolvam melhor suas propostas. Para jovens pesquisadores, isso costuma valer tanto quanto a premiação, porque ajuda a transformar uma boa ideia em algo mais estruturado.

Até aqui, o vencedor ainda não foi anunciado. Mas a presença da estudante entre os finalistas já coloca seu nome entre os destaques da nova geração que tenta responder, com ciência, a problemas ambientais que afetam o planeta inteiro.

Se você curte histórias de ciência que nascem cedo e podem crescer muito, compartilhe esta matéria e conte o que achou da ideia dessa estudante de 12 anos.

Tags

cálcioEUA

Fonte

timesofindia.indiatimes.com


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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