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Aos 13 anos e um ano depois de terminar o ensino médio, jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina do Alabama, vira a estudante negra mais jovem da história a conquistar a vaga e ainda cursa duas graduações ao mesmo tempo

Aos 13 anos e um ano depois de terminar o ensino médio, jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina do Alabama, vira a estudante negra mais jovem da história a conquistar a vaga e ainda cursa duas graduações ao mesmo tempo

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Aos 13 anos e um ano depois de terminar o ensino médio, jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina do Alabama, vira a estudante negra mais jovem da história a conquistar a vaga e ainda cursa duas graduações ao mesmo tempo

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 18/08/2026 às 12:25

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Jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina aos 13 anos, conclui graduação aos 15 e muda o caminho para um doutorado biomédico.

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Em 2022, a jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina por rota de garantia antecipada, enquanto Alena Analeigh Wicker cursava ciências biológicas na Arizona State University e na Oakwood University, mas a vaga para 2024 dependia da conclusão da graduação e do cumprimento de requisitos acadêmicos do programa americano

Alena Analeigh Wicker tinha 13 anos quando recebeu, em maio de 2022, uma oferta para ingressar em 2024 na Heersink School of Medicine, ligada à Universidade do Alabama em Birmingham, por meio do Burroughs Wellcome Scholars Early Assurance Program. A jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina depois de concluir o ensino médio aos 12 anos e aparece na cobertura americana como a pessoa negra mais jovem a alcançar uma admissão desse tipo. Sydney Page, do Washington Post, detalhou em 20 de julho de 2022 que a vaga era antecipada e dependia do cumprimento de requisitos; o Birmingham Times e o Good Morning America também acompanharam o caso naquele mês.

A história continuou depois da repercussão de 2022. A Arizona State University informou em 7 de dezembro de 2023 que Alena, então identificada como Alena McQuarter, concluiu aos 15 anos o bacharelado em ciências biológicas, com concentração em ciências biomédicas, e recebeu a Dean’s Medal da School of Life Sciences. A universidade registrou que ela planejava iniciar um doutorado em virologia e doenças infecciosas no segundo semestre de 2024. Uma homenagem municipal publicada em julho de 2024 e uma reportagem do TheGrio, de novembro daquele ano, apontaram a escolha do doutorado na Loma Linda University antes do curso médico, sem confirmar que ela tenha começado Medicina no Alabama em 2024.

A vaga aos 13 anos não significava entrar imediatamente numa sala de Medicina

Jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina aos 13 anos, conclui graduação aos 15 e muda o caminho para um doutorado biomédico.

O Burroughs Wellcome Scholars Early Assurance Program funciona como uma rota de admissão antecipada ligada à Heersink School of Medicine. A própria universidade lista esse caminho entre os programas especiais usados antes do ano de matrícula e mantém parcerias com instituições historicamente negras do Alabama. Alena conquistou uma garantia para uma etapa futura, não começou o curso médico aos 13 anos.

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A oferta indicava 2024 como ano previsto para a matrícula. Até lá, a estudante precisava terminar a graduação e atender às condições acadêmicas estabelecidas. Essa diferença parece pequena numa manchete, mas muda a compreensão do caso inteiro: a adolescente ganhou uma vaga reservada com antecedência, enquanto ainda cumpria a formação universitária exigida de quem pretende chegar ao programa de garantia antecipada.

O processo incluiu inscrição, preparação de documentos e uma entrevista que durou cerca de duas horas, conforme Alena relatou posteriormente. A oportunidade chegou por meio da parceria entre o programa de garantia antecipada e universidades historicamente negras, entre elas a Oakwood University. Uma professora da instituição apresentou o caminho à adolescente, que montou sua candidatura mesmo tendo conhecido a seleção perto do prazo.

Alena terminou o ensino médio aos 12 e acelerou duas graduações

Alena Analeigh Wicker cresceu no Texas e demonstrou facilidade para aprender desde a primeira infância. Daphne McQuarter, mãe da estudante, percebeu que a filha lia livros divididos em capítulos quando tinha aproximadamente 3 anos. O percurso escolar incluiu ensino domiciliar durante parte da infância, retorno à escola convencional e uma carga avançada que permitiu concluir o ensino médio aos 12 anos.

O ano seguinte colocou a adolescente em duas universidades ao mesmo tempo. Alena cursava ciências biológicas na Arizona State University e na Oakwood University, acompanhava boa parte das disciplinas de forma remota a partir do Texas e viajava para cumprir atividades de laboratório. A rotina juntava duas cargas universitárias completas numa idade em que a maioria dos estudantes brasileiros ainda percorre a educação básica.

Os dados publicados em 2022 indicavam que a estudante havia completado o equivalente a dois anos e meio de disciplinas universitárias em cerca de 12 meses. Alena atribuía o ritmo à disciplina e à administração do tempo. O desempenho não eliminava sua vida de adolescente: ela também jogava futebol, cozinhava, ia ao cinema e encontrava amigos, atividades citadas quando o caso ganhou projeção nacional nos Estados Unidos.

Uma disciplina de engenharia mudou o rumo para as ciências biológicas

Jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina aos 13 anos, conclui graduação aos 15 e muda o caminho para um doutorado biomédico.

Alena entrou na Arizona State University com interesse inicial em engenharia e exploração espacial. A adolescente já havia participado de atividades ligadas à NASA e imaginava uma carreira no setor aeroespacial. A primeira disciplina universitária de engenharia, porém, mostrou que seu interesse mais forte estava em outro lugar, e ela trocou o curso por ciências biológicas com concentração biomédica.

A mudança aproximou Alena da virologia, da imunologia e das doenças infecciosas. Experiências de voluntariado com crianças refugiadas também pesaram na escolha de um caminho voltado à saúde e ao atendimento de comunidades com menos acesso a cuidados médicos. A troca de área não representou um recuo, mas uma decisão acadêmica tomada depois do contato direto com o conteúdo universitário.

A estudante passou a mirar uma carreira que combinasse pesquisa e Medicina. O programa de garantia antecipada oferecia a perspectiva de cursar o MD na Heersink School of Medicine, enquanto a formação em ciências biológicas preparava a base científica. Nos Estados Unidos, o curso médico normalmente vem depois de uma graduação, ao contrário do modelo brasileiro, no qual o aluno entra em Medicina diretamente após o ensino médio.

A Brown STEM Girl levou o caso além das notas e da idade

Alena Analeigh Wicker criou a Brown STEM Girl para aproximar meninas negras de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. A organização oferecia mentoria, bolsas e contato com oportunidades acadêmicas. Em 2022, o projeto reunia mais de 460 participantes ativas e mantinha cerca de 2 mil interessadas numa lista de espera, conforme os números fornecidos pela própria estudante.

A falta de representação ajudou a definir o público da iniciativa. Dados citados na cobertura americana mostravam que as mulheres ocupavam uma parcela menor dos postos de ciência e engenharia, com presença ainda mais reduzida entre mulheres negras e de outras minorias. Alena usou a atenção recebida pela admissão para abrir caminho a estudantes que raramente aparecem nas mesmas salas e laboratórios.

O trabalho da fundação também explica por que a dimensão racial entrou no centro da notícia. A adolescente foi apresentada por veículos americanos e depois pela própria Arizona State University como a estudante negra mais jovem aceita numa escola de Medicina. A Heersink School of Medicine não mantém um ranking público por idade e raça, portanto a marca depende dos registros jornalísticos e institucionais disponíveis, não de uma lista nacional oficial.

A graduação aos 15 anos confirmou parte da trajetória anunciada

Dezembro de 2023 trouxe uma confirmação que foi além das postagens virais. A Arizona State University registrou oficialmente a conclusão do bacharelado de Alena em ciências biológicas, com concentração em ciências biomédicas e formação complementar em saúde global. A estudante recebeu a Dean’s Medal, homenagem concedida pela School of Life Sciences a alunos de destaque, e integrou o Barrett Honors College.

A passagem pela universidade incluiu participação em grupos estudantis, atividades de resposta a surtos e trabalhos ligados à saúde pública. Alena estudou pela modalidade on-line, que permitiu conciliar aulas, viagens, projetos e a Brown STEM Girl. A conquista verificada aos 15 anos foi um diploma universitário completo, não apenas uma promessa feita três anos antes.

O registro da Arizona State University não confirmou a manutenção das duas graduações mencionadas em 2022. Alena aparecia na entrevista de 2023 como ex-aluna da Oakwood University e concluiu o bacharelado na Arizona State University. O cuidado com o tempo verbal evita transformar uma matrícula simultânea do início da história em dois diplomas efetivamente recebidos.

O plano mudou de Medicina em 2024 para um doutorado antes do MD

O cronograma divulgado aos 13 anos previa o começo do curso médico em 2024. A atualização acadêmica de dezembro de 2023 já apontava outra prioridade: iniciar um doutorado na área de virologia e doenças infecciosas no segundo semestre seguinte. Em 2024, registros públicos associaram Alena ao programa de Integrated Biomedical Sciences da Loma Linda University, na Califórnia, com foco em infecção, imunidade e inflamação.

A escolha do doutorado colocou pesquisa biomédica antes do MD. Julho de 2024 encontrou Alena planejando fazer Medicina depois dessa etapa, e novembro daquele ano a encontrou no doutorado aos 15 anos. Nenhuma atualização pública da UAB confirma que ela tenha iniciado a turma médica prevista para 2024 no Alabama.

O programa de garantia antecipada e a formação concluída continuam sendo fatos separados. Alena recebeu a oferta em 2022, terminou o bacharelado em 2023 e seguiu para outra instituição em 2024. O caso em que a jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina mudou de sequência antes da matrícula, o que impede afirmar, no presente, que ela cursa Medicina ou frequenta duas graduações simultâneas.

O recorde chama atenção, mas a precisão deixa a história ainda maior

Alena Analeigh Wicker tinha 13 anos quando foi escolhida pelo programa de garantia antecipada associado à Heersink School of Medicine e 15 quando recebeu o diploma de bacharel. A estudante percorreu em poucos anos etapas que normalmente ocupam o fim da adolescência e o começo da vida adulta. O feito ganha peso justamente quando cada fase fica em seu lugar, sem misturar admissão antecipada, matrícula médica, graduação e doutorado.

Em 2022, quando a jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina, a condição acadêmica ainda previa uma etapa futura. A vaga estava projetada para 2024, depois da graduação, e o caminho público conhecido mudou antes dessa data. O caso comprovado reúne precocidade, desempenho universitário e criação de oportunidades para meninas negras na área científica.

Alena seguiu estudando ciências biomédicas depois de concluir a Arizona State University e não aparece em registro público como aluna de Medicina da UAB. Você considera que a seleção antecipada deve ser anunciada como aprovação em Medicina ou a manchete precisa destacar a condição do programa? Conte nos comentários qual formulação informa melhor sem diminuir a conquista da estudante.

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jovem superdotada é aceita na faculdade de Medicina


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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