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Aos 16 anos, jovem que enfrentou leucemia duas vezes e estudou no hospital vence bolsa de 5 mil dólares e mantém sonho de virar cirurgiã pediátrica
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 07/08/2026 às 09:09
Atualizado em 07/08/2026 às 09:37
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Summa King foi diagnosticada aos 9 anos, permaneceu três anos e meio em remissão e voltou ao tratamento aos 15. Mesmo entre internações, viagens e estudos adaptados, a australiana manteve o plano de cursar medicina.
Aos 16 anos, Summa King tenta transformar uma trajetória marcada por anos de tratamento contra a leucemia em um caminho para a medicina. A adolescente australiana acaba de conquistar uma bolsa de 5 mil dólares australianos para continuar os estudos e avançar no objetivo de se tornar cirurgiã pediátrica.
Moradora de Townsville, no estado de Queensland, Summa foi escolhida em 2026 como uma das duas vencedoras do Redkite & Coles Dare to Dream Scholarship, programa voltado a adolescentes australianos que enfrentam ou já enfrentaram o câncer.
A conquista ocorreu depois de uma história iniciada quando ela tinha apenas 9 anos e recebeu o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda de células B.
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Segundo o perfil oficial publicado pela Redkite sobre Summa, o diagnóstico ocorreu em setembro de 2019. A primeira fase de tratamento se estendeu por 805 dias antes de a adolescente entrar em remissão.
Tratamento obrigou Summa e a mãe a viajar frequentemente para Brisbane
A distância entre a casa da família e os centros capazes de oferecer parte do atendimento tornou a rotina ainda mais complicada.
Summa vivia em Townsville, mas alguns dos tratamentos especializados de que precisava não estavam disponíveis localmente. Por isso, ela e a mãe passaram a viajar frequentemente para Brisbane, capital de Queensland.
As viagens significavam períodos afastadas de familiares, amigos, animais de estimação e da rotina normal da adolescente. Parte do tratamento podia ser realizada em Townsville, enquanto outros procedimentos exigiam o deslocamento.
Depois dos 805 dias de tratamento inicial, Summa entrou em remissão e conseguiu retomar atividades que haviam sido interrompidas pela doença. Voltou à escola e ao esporte e chegou a participar novamente da OzTag State Cup.
A estabilidade, entretanto, não foi definitiva.
Leucemia retornou depois de três anos e meio de remissão
Em abril de 2025, depois de aproximadamente três anos e meio em remissão, a leucemia retornou. Summa tinha 15 anos.
A nova fase trouxe outra longa sequência de cuidados médicos. De acordo com a Redkite, o primeiro mês após a recaída foi passado no hospital.
Nesse período, Summa permaneceu cinco dias em uma unidade de terapia intensiva pediátrica e precisou de diálise renal e de uma cirurgia de emergência.
O tratamento também passou a afetar tarefas comuns do cotidiano e a rotina escolar. A instituição relata efeitos como fadiga, dificuldade de concentração, neuropatia, perda muscular e problemas para escrever à mão.
A Redkite informa ainda que, quando essa etapa estiver concluída, Summa terá acumulado mais de quatro anos de tratamento ao longo das duas fases da doença.
As dificuldades também obrigaram a adolescente a reorganizar os estudos.
Ensino médio foi reorganizado para caber na rotina de tratamento
Em vez de abandonar o objetivo acadêmico, Summa passou a seguir um planejamento adaptado às limitações impostas pelo tratamento.
Com apoio da Queensland Children’s Hospital School, dos professores e da família, foi elaborado um plano para que ela complete os dois últimos anos da educação escolar australiana ao longo de três anos.
A estratégia permite distribuir a carga de estudos por um período maior enquanto o tratamento continua.
A adolescente cursa disciplinas como química, matemática e biologia, matérias relacionadas ao caminho que pretende seguir para chegar à medicina. Também realiza um Certificate III em Fitness e trabalha para recuperar a condição física perdida durante o tratamento.
Foi justamente a convivência prolongada com hospitais e profissionais de saúde que influenciou sua escolha profissional.
Segundo o relato divulgado pela Redkite, Summa passou a enxergar médicos, enfermeiros e outros profissionais que acompanharam seu tratamento como referências. A experiência despertou o objetivo de trabalhar com crianças no futuro.
Ela pretende estudar medicina e se tornar cirurgiã pediátrica.
Bolsa de A$ 5 mil será usada para manter os estudos
O objetivo ganhou novo impulso com a seleção para o Dare to Dream Scholarship.
Na edição de 2026, Summa e Maison, de 15 anos, foram apresentados pela Redkite como os dois vencedores do programa. A página oficial da bolsa Dare to Dream confirma que Summa, de Townsville, está em tratamento e pretende seguir carreira como cirurgiã pediátrica.
O programa aceita adolescentes de 13 a 17 anos que vivem na Austrália e que estejam enfrentando um câncer ou tenham recebido diagnóstico da doença em algum momento da vida.
Os recursos podem chegar a A$ 5 mil e ser utilizados, entre outras possibilidades, para cursos, aulas particulares, computadores, softwares, equipamentos e atividades relacionadas aos objetivos educacionais ou profissionais dos contemplados.
Os finalistas receberam inicialmente A$ 3 mil, enquanto Summa e outro participante selecionado como vencedor receberam A$ 2 mil adicionais, elevando o valor total para A$ 5 mil.
No caso da adolescente, o dinheiro será direcionado à educação particular on-line e à tecnologia necessária para continuar os estudos enquanto concilia a escola com o tratamento.
Experiência no hospital passou a orientar a escolha profissional
O caminho até a medicina ainda envolve a conclusão da escola e etapas posteriores de formação. A bolsa não representa uma vaga em um curso médico, mas oferece recursos para que Summa consiga continuar sua preparação acadêmica apesar das interrupções provocadas pela doença.
O objetivo profissional nasceu justamente dos anos passados convivendo com equipes hospitalares.
Ao longo do primeiro tratamento, da remissão e posteriormente da recaída, a adolescente viu de perto o trabalho dos profissionais responsáveis pelo atendimento de crianças.
Agora, aos 16 anos, ela segue em tratamento enquanto reorganiza os estudos e recupera gradualmente a condição física.
Depois de 805 dias na primeira fase de tratamento, três anos e meio em remissão e uma recaída aos 15 anos, Summa continua perseguindo o mesmo plano: concluir os estudos, chegar à medicina e, no futuro, atuar no atendimento de crianças como cirurgiã pediátrica.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

